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STF pretende manter distância de Bolsonaro por ataques à Constituição

crédito: Nelson Jr./SCO/STF

Augusto Fernandes/Correio Braziliense
Em meio à promessa do presidente Jair Bolsonaro de apresentar ao Senado um pedido de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de novos ataques do chefe do Executivo contra integrantes do Judiciário, a Corte pretende manter distância do presidente e reforçou a postura de que não vai aceitar dialogar com agentes políticos que atentem contra a Constituição e a democracia do país.
Depois do presidente do STF, Luiz Fux, que recentemente cancelou um encontro com Bolsonaro e a cúpula do Congresso, por causa do desrespeito do chefe do governo com a Corte, a ministra Cármen Lúcia lamentou o mal-estar do Executivo com o Judiciário e argumentou que “quem prega contra o Estado democrático e as instituições democráticas tem na própria Constituição a tipificação de crime”. Segundo ela, “a desarmonia entre Poderes e agentes públicos não é conveniente, porque descumpre a Constituição”.
Cármem Lúcia garantiu que “hoje, há uma coesão no Supremo para que a gente garanta a democracia” e comentou que existe uma “busca incessante” de Fux por ações que permitam a superação da crise. Contudo, destacou que, se não houver uma contrapartida, não será possível resolver a situação.
“Uma sociedade não pode viver com essa audição permanente de xingamentos, de afrontas, de desatendimento à harmonia, que é exigência constitucional”, alertou a ministra, em entrevista à jornalista Míriam Leitão. “O cidadão espera de todos nós, agentes públicos, prudência republicana e, também, moderação entre os Poderes. A superação da crise terá de ser pelo diálogo necessário, e possível entre os Poderes. Resolve-se o conflito com a convivência harmoniosa. Por isso, o presidente Fux tentou o diálogo, para voltar ao veio natural da Constituição, mas ele se afastou quando não teve a resposta de diálogo que pretendeu.”

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