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Uma palavra sobre a invasão da Ucrânia – por Felipe Cola

Felipe Cola/Blog Mário Flávio – Quando, nos anos 1970, o então presidente americano Richard Nixon se aproximou dos chineses, fê-lo explorando as tensões existentes entre a China e a União Soviética, já que esta última era a grande adversária dos Estados Unidos na Guerra Fria.
Nos tempos atuais, é provavelmente a China — e não a Rússia — que se apresenta ao mundo como “potência rival” dos americanos. Ao mesmo tempo, o poderio nuclear russo permanece notório. Nesse contexto, Donald Trump vinha, inteligentemente, mantendo boas relações com Vladmir Putin ao mesmo tempo em que fazia guerra comercial com os chineses. Era uma estratégia semelhante à de Nixon, mas no sentido inverso: aproximar-se da Rússia para equilibrar o poder da China. O próprio Trump, em entrevista recente, externou essa linha de pensamento ao afirmar: “Quando jovem, sempre ouvi dizer que a pior coisa que pode acontecer é unir esses dois países [China e Rússia]”.
Olhemos agora para a situação da Ucrânia. Não é segredo para ninguém que Putin tem, há muito, o objetivo de restaurar as antigas fronteiras do antigo Império Russo. Ademais, era no mínimo óbvio que Putin não aceitaria o ingresso dos ucranianos na Otan: afinal, do ponto de vista estritamente geopolítico, isso era perigoso demais.
E o que fez Biden? Ao invés de manter a política de seu antecessor, resolveu provocar Putin assanhando-se para incluir a Ucrânia na Otan. E foi assim que, tendo feito a única jogada que Putin obviamente não aceitaria, Biden deu ao russo o pretexto ideal para que este invadisse um Estado soberano, talvez até visando à anexação total do território ucraniano ao da Rússia. E, ainda por cima, o presidente americano fez isso sem ter traçado qualquer “plano B” para a hipótese de uma previsível reação russa.
Desnecessário lembrar, também, que Putin já vira anteriormente o fiasco que havia sido conduzido por Biden quando da retirada das tropas americanas do Afeganistão — que, por sinal, acabou levando o Talibã de volta ao poder. A partir daí, o governante russo provavelmente deve ter deduzido que uma hipotética invasão à Ucrânia deixaria o frágil presidente americano e seus aliados desbaratinados e batendo cabeças.
Para complicar ainda mais o quadro, nas últimas décadas, atendendo a pressões ambientalistas, a Europa impôs uma série de restrições à exploração de suas fontes minerais de energia. Foi assim que, com o propósito aparentemente belo de apostar em “energia limpa”, os europeus se tornaram completamente dependentes do gás russo para aquecê-los durante o inverno. Com isso, basta agora que Putin feche suas torneiras de gás para deixar os europeus de joelhos.
E eis aí, meus caros, o efeito da incompetência do governo Biden, somada à política energética dos europeus: criar as condições perfeitas para que Putin invadisse a Ucrânia.
Peçamos a Deus pelo povo ucraniano.

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