Preocupada com saúde de católicos, Igreja adota hóstia sem glúten em PE…

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Uma paróquia da Zona Sul do Recife adotou uma medida inusitada para garantir a saúde de fiéis que sofrem de doença celíaca. Preocupado com católicos que têm intolerância a uma substância contida no trigo convencional, nas missas, o padre oferece, agora, hóstias sem glúten. A ideia surgiu do pedido de uma mãe aflita. O símbolo da eucaristia passou a ser trazido diretamente de uma cidade perto de Roma, na Itália.

Para os católicos, a hóstia representa o corpo de Jesus Cristo e todo seu sacrifício. É um dos principais símbolos da Igreja, que abraçou uma causa que afeta até 6% da população brasileira. Por ser o resultado da mistura entre trigo e água, pessoas com intolerância a glúten não tinham a oportunidade de entrar em contato com essa simbologia tão especial para os cristãos.

Branquinhas e fechadas em um saco plástico, as hóstias sem glúten percorrem mais de sete mil quilômetros. Feitas com uma farinha especial – com menos de 10 partes de glúten por milhão – a hóstias especiais saem do Monastério das Clarissas.

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“A diferença não está em o que nós vemos, mas na essência. Depois da consagração, é o corpo de Jesus Cristo, é eucaristia que alimenta nossa vida espiritual, que sustenta nossa fé, que dá cada vez mais sentido a toda mulher e a todo homem que comunga, que recebe o corpo do Senhor para melhor viver sua vida cristã’, acredita o padre Luciano Brito, pároco da Igreja Nossa Senhora de Fátima.

O glúten é uma proteína encontrada em cereais como trigo, cevada, centeio e aveia. Ela é a responsável por deixar pães e bolos, por exemplo, com um aspecto mais fofinho. Porém, pessoas sensíveis e portadoras de doença celíaca podem apresentar reações, desde uma simples fadiga a uma artrite, desconforto gastrointestinal a erupções na pele.

“São tantas pessoas hoje que têm esse problema de saúde e não podem comer nada que possua glúten. Padre Bosco, meu antecessor, soube ouvir e teve a feliz ideia de consagrar essas partículas sem glúten. A partir desse momento, as pessoas comungam e se sentem bem, mais fortalecidas pela presença de Jesus Cristo”, completa padre Luciano.

(Jornal do Commercio)