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Postado por Edmar Lyra às 20:41 pm do dia 15 de janeiro de 2020 Leave a Comment Humberto Costa e Daniel Coelho entre os campeões de gastos no Congresso

Foto: Laycer Tomaz/Agência Câmara

O senador Humberto Costa (PE), líder do PT no Senado, é o parlamentar federal com os maiores gastos públicos do Congresso em 2019. O gabinete do petista teve despesas de R$ 607,4 mil para custear suas atividades.

Os valores gastos pelo gabinete de Humberto Costa incluem as verbas da cota para o exercício para atividade parlamentar – o chamado “cotão” (que custeia aluguel de escritório, passagens aéreas, serviços de apoio e outros gastos) – e o que o Senado chama de “gastos não inclusos nas cotas para exercício da atividade parlamentar”. Essa última rubrica engloba despesas, dentre outros, com serviços de correios.

Já na Câmara, o deputado que mais gastou o “cotão”, em valores absolutos, foi Vinícius Gurgel (PL-AP). O parlamentar, que atualmente está afastado do cargo por licença médica, utilizou R$ 481,97 mil ao longo de 2019.

O valor gasto pelo parlamentar do Amapá, porém, não é o maior em termos proporcionais, levando em consideração as verbas que cada parlamentar teria à disposição. Nesse critério, a primeira posição ficou com Professor Alcides (PP-GO), que consumiu 99,79% da verba a que teve acesso em 2019.

O “cotão” tem valores diferentes de acordo com o estado dos deputados, em razão dos preços distintos das passagens aéreas. Os deputados de Roraima são os que dispõem das maiores verbas (R$ 45.612,53 mensais) e os do Distrito Federal, as menores (R$ 30.788,66).

Quem são os vice-campeões de gastos públicos

No Senado, a segunda colocação em gastos públicos foi de Telmário Mota (Pros-RR), e a terceira posição ficou com Eduardo Braga (MDB-AM).

Entre os deputados, a segunda e a terceira colocação em gastos do “cotão”, em termos proporcionais, ficaram com parlamentares que estão atualmente licenciados: Cléber Verde (Republicanos-MA) e Bilac Pinto (DEM-MG). A segunda e a terceira maiores despesas em números absolutos na Câmara foram de Jaqueline Cassol (PP-RO) e Perpétua Almeida (PCdoB-AC).

As informações sobre as despesas de deputados federais e senadores foram levantadas pela Gazeta do Povo nos sites oficiais de Câmara e Senado.

Quais são os gabinetes que mais custam dinheiro

Além da cota parlamentar, os deputados dispõem da chamada verba de gabinete, que é a verba que fica à disposição para a contratação de funcionários. Cada deputado pode contratar até 25 profissionais, com remuneração que varia de R$ 1.025,12 a R$ 15.698,32. Nesse caso, a verba é igual para todos os gabinetes: R$ 111.675,59 por mês.

O deputado que mais utilizou a verba de gabinete em 2019 foi Daniel Coelho (Cidadania-PE). Ao longo de todo o ano, o gabinete do pernambucano consumiu R$ 1.346.631,88. Trabalham, atualmente, 43 pessoas vinculadas ao parlamentar.

O segundo deputado que mais utilizou a verba de gabinete foi Zé Silva (Solidariedade-MG), que consumiu R$ 1.346.631,88. A terceira posição foi de Jorge Solla (PT-BA), com R$ 1.267.231,17.

Quem são os mais parlamentares com os menores gastos públicos

O senador Reguffe (Podemos-DF) utilizou apenas R$ 500,23 de verbas do Congresso em 2019. É um valor mais de 1.200 vezes menor do que o consumido por Humberto Costa. Todo o valor gasto pelo parlamentar do Distrito Federal é discriminado na categoria “outros materiais” – ele não fez uso de aluguel de imóveis, aquisição de materiais, serviços de segurança privada e outras ferramentas à disposição dos parlamentares.

Reguffe tem uma trajetória de combate aos gastos públicos. Como deputado distrital, cargo que exerceu entre 2007 e 2011, liderou mobilizações para o fim do 14.º e do 15.º salários que eram pagos aos parlamentares.

Em 2018, em entrevista ao jornalista Lúcio Vaz, da Gazeta do Povo, o senador atacou as verbas elevadas: “considero esse custo um desrespeito ao contribuinte brasileiro e um desperdício de dinheiro público. O custo do Parlamento no Brasil hoje é extremamente excessivo para o contribuinte. Não existe democracia sem um Poder Legislativo forte e atuante. Mas, para ser forte e atuante, não precisa ser gordo e inchado como ele é no Brasil”.

Já na Câmara, quem puxa a fila da economia é o deputado Tiago Mitraud (Novo-MG). O parlamentar, que está em seu primeiro mandato, utilizou R$ 22.591,29 do “cotão” em 2019, montante que equivale a 5,57% do valor que estava disponível.

“O que busquei fazer foi gastar as verbas como se estivesse gastando recursos próprios, com o mesmo cuidado. Então eu sempre comprei as passagens aéreas com antecedência, para pagar tarifas mais baratas. Não tenho escritório próprio em Belo Horizonte, divido com outros deputados. Em vez de usar um jatinho, faço minhas viagens pelo estado com carro particular. E em muitas ocasiões dormi, em viagens, nas casas de pessoas que me ofereceram a hospedagem”, diz Mitraud. O deputado ressaltou que “não deixou de cumprir nenhuma agenda” por conta da mentalidade de redução de gastos. “São medidas simples que estão à disposição de todos”, afirma.

A segunda menor despesa na Câmara foi a de José Nelto (Podemos-GO), que consumiu R$ 51.175,81, correspondentes a 13,10% da verba à disposição. A terceira maior economia foi a de Paulo Eduardo Martins (PSC-PR).

Posicionamento dos parlamentares que mais gastaram

A Gazeta do Povo procurou o gabinete do senador Humberto Costa, que disse que os assessores de comunicação estão em recesso e não poderiam responder aos questionamentos da reportagem.

A reportagem também contatou a assessoria do deputado Vinícius Gurgel, e aguarda a manifestação do parlamentar.

O deputado Professor Alcides, em nota, disse: “todos os gastos do meu gabinete são transparentes e feitos a serviço do mandato. Minha base política é bem ampla e atuo hoje em mais de 100 municípios do Estado de Goiás, motivo pelo qual fazemos uso dessa cota”. Alcides acrescentou ainda que as despesas com a sua atividade parlamentar são superiores aos valores disponibilizados pela Câmara e que o restante é complementado com recursos próprios.

O deputado Daniel Coelho, em nota enviada à Gazeta, alega que “a redução voluntária do gasto não representa uma economia concreta para o Legislativo, pois o montante seria usado para outros fins”. “Toda a verba de gabinete é usada para prestação de assessoria parlamentar, de acordo com critérios técnicos e conforme as normas estabelecidas pela Câmara”, acrescenta. Coelho também diz que defende projetos que buscam a diminuição dos custos com cargos comissionados e que seu mandato tem se “destacado como um dos mais produtivos e atuantes gabinetes da Casa”.

Confira a matéria completa no Gazeta do Povo

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