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PL, novo partido de Bolsonaro, espera virar maior sigla da Câmara

Foto: Guilherme Martimon/Mapa

Por Cristiane Noberto /Taísa Medeiros – Correio Braziliense – A abertura da janela partidária é sinônimo de uma série de mudanças nas cadeiras do Legislativo brasileiro. Deputados federais e estaduais trocam de partidos num movimento para tentar garantir o melhor cenário visando à reeleição.
Uma legenda em especial deve receber cerca de 30 novos integrantes nessa janela, que termina em 1º de abril: o PL, ao qual o presidente Jair Bolsonaro se filiou em novembro passado.
“O presidente Bolsonaro trouxe muitos dos seus aliados. Vários estão se filiando aos partidos que compõem a sua aliança: o PP, o Republicanos e o nosso PL. Essas siglas caminham juntas, e, em nível estadual, também haverá essa movimentação”, afirmou o líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (RJ).
O parlamentar acredita que o partido tem chances de ser a maior bancada na Casa. Hoje, soma 46 deputados. “A maioria dos deputados deve se filiar a partir da próxima segunda-feira. Só no Rio de Janeiro, temos Helio Lopes, Sóstenes Cavalcante, Luiz Lima, Carlos Jordy, Chris Tonietto, Major Fabiana, Márcio Labre, todos do União Brasil”, listou Côrtes.
O União Brasil — fusão do DEM com o PSL — tem a maior bancada atualmente, com 83 integrantes. Deve, porém, perder nomes. Alguns já partiram. Caso do deputado Carlos Henrique Gaguim, eleito pelo então DEM e que agora está no Republicanos. “Para mim, era mais vantajoso. A Professora Dorinha (União Brasil) vai ser candidata ao Senado, e eu concorro novamente à Câmara pelo Tocantins”, afirmou.
O deputado Alan Rick (União Brasil-AC) optou por seguir na legenda. “Migrar agora não passa na minha cabeça. A não ser que algo muito diferente aconteça”, comentou. Ele admitiu: colegas estudam possíveis cenários. “É a sobrevivência política. Cálculo é o que os deputados mais fazem para ver qual é o cenário mais promissor para eles. Há muitos deputados que estão vendo se vale a pena trocar de partido, ir para o Senado”, observou.
MDB
O presidente do MDB, Baleia Rossi (SP), afirmou, ontem, que o partido não formará federação com nenhuma outra sigla. Ele destacou, no entanto, que mantém conversas para formar uma candidatura única à Presidência da República com legendas de centro.
“Na condição de presidente nacional do MDB, comuniquei aos diretórios estaduais, senadores e deputados que o nosso partido não fará nenhuma federação para as eleições de 2022”, escreveu no Twitter.
Baleia Rossi frisou, ainda, que respeita os demais pré-candidatos, mas que o MDB “seguirá na defesa da capacidade e viabilidade do nome da senadora Simone Tebet”. “No próximo dia 10, ela será a porta-voz do MDB nas inserções do partido na tevê”, informou.
O parlamentar disse que está aberto o diálogo com os presidentes do União Brasil, Luciano Bivar, e do PSDB, Bruno Araújo, assim como com “todos que queiram construir uma alternativa à polarização”.

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