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Opinião: Ala do PSB resiste à recomposição e vê Miguel Coelho como melhor adversário

Miguel Coelho é visto como nome de mais relação com Governo Federal, do que Raquel Lyra e Anderson Ferreira - divulgação

Renata Bezerra de Melo/Folha de Pernambuco
Se há, na Frente Popular, uma ala que não descarta uma recomposição com o grupo liderado pelo senador Fernando Bezerra Coelho, há outra que, resistindo a essa hipótese, elege, nos bastidores, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, como melhor adversário para o conjunto comandado por Paulo Câmara. Em outras palavras, um grupo de socialistas argumenta, em conversas reservadas, que enfrentar o gestor da cidade sertaneja seria o melhor caminho de implementar a tática do “nós contra eles” como já foi aplicado, na corrida de 2018, quando o chefe do Executivo estadual adotou a expressão “turma do Temer” para se referir aos Oposicionistas que, à época, tinham representantes em ministérios do ex-presidente da República, Michel Temer. Foram titulares de pastas na gestão do emedebista: Bruno Araújo (Cidades), Fernando Filho (Minas e Energia), Raul Jungmann (Defesa) e Mendonça Filho (Educação).
Em Pernambuco, reduto petista, essa tese repisada pegou e acabou beneficiando a campanha de Paulo Câmara, então candidato à reeleição. À coluna, em reserva, um socialista advoga o seguinte: “Se a campanha vai ser plebiscitária, Lula versus Bolsonaro, para a gente é melhor que Miguel Coelho fique lá”. A leitura da fonte tem a ver com o fato de o pai de Miguel, Fernando Bezerra Coelho, ser líder do governo Bolsonaro. “Nem Raquel Lyra, nem Anderson Ferreira proporcionam tanta clareza sobre essa ligação com o Governo Federal”, prossegue a mesma fonte. Em paralelo, outro integrante do PSB, que segue essa linha de raciocínio, questiona ainda o fato de que um entendimento com FBC poderia subtrair uma vaga na chapa majoritária, minando espaço de aliados mais antigos. Essa corrente entende que “trazer os Coelho e Miguel quebra a narrativa política do nós contra eles”. E vaticina: “Agora, vai ser a turma de Bolsonaro”.
Não passa batido
Se, no PSB, o argumento da relação com o governo Bolsonaro é visto como estratégico, aliados dos Coelho realçam, nas coxias, que não são poucos os partidos que integram a Frente Popular e e tem cota no Governo Federal. Citam o PP, à frente da Casa Civil, o Republicanos, que tem o ministro João Roma, o PSD, ao qual é filiado o ministro Fábio Faria, o Avante “com cargos no Ministério da Economia” e o Solidariedade, dizem, “com uma banda do Incra”.

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