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04/04/2014
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04/04/2014

“Nossa campanha não é de padrinhos”…

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Na véspera da desincompatibilização dos socialistas para disputar as eleições estadual e nacional, o senador e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, Armando Monteiro Neto (PTB), ironizou, ontem, a situação do secretário estadual da Fazenda, Paulo Câmara (PSB), que terá de marchar, a partir de agora, sem o padrinho político, o governador Eduardo Campos (PSB), que se dedicará à campanha presidencial.

Segundo o petebista, os padrinhos não devem estar no primeiro plano deste debate, mas os próprios candidatos para que a população saiba quem são e possa avaliá-los. “Os padrinhos socorrem durante a campanha, mas, depois, no governo, os padrinhos voltam para dar orientação?”, indagou Monteiro Neto. “Nossa campanha não é uma campanha de padrinhos, estamos andando com as próprias pernas”, afirmou ele.

O senador palestrou no Congresso brasileiro das Micro e Pequenas Empresas para 1,5 mil empresários de Pernambuco e do Brasil, sobre os sete anos da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, e voltou a alfinetar Paulo Câmara. “O candidato-secretário não contribuiu, a meu ver, como poderia para desenvolver um melhor ambiente para as micro e pequenas empresas. Agora, tardiamente flexibilizou um pouco a questão da antecipação do recolhimento, mas apenas para um segmento”, criticou o petebista.

Após as críticas de Armando, que colocou a arrecadação e o micro e pequeno empresário na pauta da pré-campanha, a Secretaria Estadual da Fazenda criou medidas beneficiando os contribuintes do Simples Nacional. Ontem, o vice-governador João Lyra Neto (PSB), que assume o Governo a partir de hoje, ao anunciar o novo secretariado, promoveu a criação da Secretaria Estadual de Microempresas.

Contudo, o senador fez um balanço negativo do Governo em relação ao setor. “No balanço, o Estado e a gestão do secretário da Fazenda não ofereceu às pequenas empresas de Pernambuco um bom ambiente de operação”, avaliou Armando Neto. Segundo ele, o Governo Federal tem dado os estímulos que na prática são cancelados pelos estados, assim como a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). (Folha de Pernambuco)

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