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26/05/2014

Magno Martins: Prefeitos não influenciam…

FALAND~1

Toda semana um prefeito adere ao palanque de Paulo Câmara, candidato a governador pelo PSB. Há 15 dias foram os de Gravatá e Arcoverde, dois importantes colégios eleitorais. Ontem, foi o da pequenina Santa Terezinha, no Sertão do Pajeú. Que importância tem no processo eleitoral? Se o gestor estiver bem com a população, soma.

São raros, entretanto, os que estão bem avaliados. Sem sintonia com o seu eleitorado o apoio pode ser maléfico, ou seja, tirar mais votos do que transferir. No Interior, quando a população anda desapontada com o prefeito que elegeu toda decisão tomada por ele, costuma reagir na outra mão, votando no candidato oposicionista.

Com o municipalismo falido e prefeito se dando ao luxo de exibir carros caríssimos, como Hillux, enquanto a saúde e a educação não funcionam, a ira do eleitor aumenta muito mais. Por isso, não é bom soltar fogos para adesistas.

Prefeito que muda de lado como o vento e de candidato ao sabor do oportunismo, ganha, consequentemente, a ojeriza e o repúdio dos formadores de opinião, perdendo o voto livre e independente.

O que vai definir esta eleição para governador não é a soma de apoios de prefeitos, mas a grande possibilidade do eleitor casar o voto com o do seu candidato a presidente, especialmente porque, no caso de Pernambuco, pela primeira vez o Estado tem um candidato ao Planalto.

Se Eduardo crescer nas pesquisas e sinalizar alguma chance de ir ao segundo turno evidentemente que o seu candidato no Estado, Paulo Câmara, tira dividendos. Mas se continuar patinando e Dilma ameaçar liquidar a fatura logo no primeiro turno, nem um milagre arrasta Câmara.

Consequentemente, Armando se beneficia, assim como o candidato a senador da sua chapa, o deputado João Paulo, que já tem, historicamente, identidade com o palanque nacional petista. Se prefeito decidisse eleição ou influenciasse para cima, José Múcio Monteiro tinha derrotado Arraes em 1986 e Mendonça Filho igualmente Eduardo em 2006.

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