Cantora Paulinha Abelha está no mais baixo grau de coma, dizem médicos
22/02/2022
João Alfredo: morre Dona Dôra Trajano, aos 99 anos
22/02/2022

Em Brasília, Deputada Gleide assume presidência da secretaria Nacional da Mulher da UNALE

Blog Mário Flávio – A deputada estadual Gleide Ângelo (PSB) participou da primeira reunião da nova diretoria executiva da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (UNALE), que aconteceu na manhã da última segunda-feira (21), em Brasília. Em pauta, além da posse dos novos membros das secretarias da entidade, também foram discutidas a estruturação do planejamento das ações para o corrente ano. Este foi o primeiro evento da Delegada pernambucana como presidente da Secretaria Nacional da Mulher da entidade.
“É uma honra fazer parte deste grupo e poder reforçar a discussão sobre o enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil. A Secretaria da Mulher da UNALE tem como principal objetivo contribuir com a construção de uma realidade melhor, mais justa e igualitária para todas as brasileiras. Estou ciente dos obstáculos que temos pela frente, afinal, apesar de sermos a maioria da população brasileira, as mulheres não são proporcionalmente representadas nas Assembleias Legislativas do país”, pontuou a parlamentar remetendo à realidade pernambucana, onde das 49 vagas de deputados no legislativo estadual, apenas 11 são ocupadas por mulheres.
No entanto, a pouca representatividade feminina na política não se limita a Pernambuco. Afinal, em Brasília, a bancada feminina entre os deputados federais se restringe a 77 cadeiras, de um total de 513 vagas disputadas – ou seja, apesar de, segundo o IBGE, representarem 52% da população brasileira, as mulheres ocupam pouco mais de 15% das cadeiras do legislativo federal. No Senado Federal, o número é ainda menor: 12,4%. Esta realidade coloca o Brasil na 142ª posição do ranking de participação de mulheres no parlamento, classificação elaborada pela ONU Mulheres em parceria com a União Interparlamentar (UIP), que analisa a composição política sob a perspectiva de gênero em 192 países.
“Essa realidade reforça as barreiras que ainda precisamos superar para atingirmos uma sociedade realmente justa e equilibrada. Não podemos esquecer que a violência política contra as mulheres busca, a todo tempo, desestabilizar todas as que ocupam espaços de poder, porque procuramos desconstruir as inúmeras práticas excludentes e machistas. Por isso, reafirmo que só irei cessar nosso trabalho quando vivermos em uma sociedade onde haja o mínimo de igualdade de oportunidade e de respeito para todas nós!”, conclui a Delegada.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.