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A vacinação contra a Covid-19 vai acabar com o coronavírus?

G1

Não imediatamente. Por vários motivos:

  1. Num primeiro momento, nem todos estarão vacinados. E ainda não se sabe se as vacinas vão conseguir impedir a transmissão do coronavírus – até agora, só foi provado que elas são capazes de impedir casos graves da Covid-19. Isso significa dizer que mesmo as pessoas vacinadas poderão continuar a transmitir o vírus.

  2. Para alcançar a chamada “imunidade de rebanho”, ou imunidade coletiva, é necessário que muitas pessoas estejam vacinadas contra ele. Quando muitas pessoas estão vacinadas, o vírus vai diminuindo a capacidade de se espalhar. (Veja vídeo mais abaixo).

  3. A Organização Mundial de Saúde (OMS) já alertou que a imunidade de rebanho não será alcançada neste ano, mesmo com as vacinas. A entidade também já disse que o coronavírus pode se tornar endêmico – isto é, que pode nunca desaparecer. Isso significa que, como o vírus da gripe, é possível que tenhamos que fazer campanhas de vacinação contra ele todos os anos.

Parte do motivo da demora para vacinar todos que precisam é que ainda não há doses de vacinas suficientes para todas as pessoas. A OMS já alertou sobre a distribuição desigual da vacina para países ricos e pobres.Mesmo que não signifique o fim imediato da pandemia, entretanto, a vacina ainda é a melhor forma que temos de nos proteger da Covid-19.

“A vacina é a melhor intervenção que podemos fazer para nos proteger do vírus. Ela vai fazer com que tenhamos defesas contra o vírus e, quanto mais pessoas tomarem, mais defesas teremos na população, criando assim barreiras para o vírus se disseminar”, explica Otavio Ranzani, médico intensivista e epidemiologista da USP.

Esse mesmo fator também foi destacado pelos diretores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quando aprovaram as vacinas da Sinovac e de Oxford no Brasil.

“Até o momento não contamos com alternativa terapêutica aprovada para prevenir ou tratar a doença causada pelo novo coronavírus”, ressaltou a diretora Meiruze Freitas, relatora dos pedidos de uso emergencial.

“Assim, compete a cada um de nós, instituições públicas e privadas, sociedade civil e organizada, cidadão, cada um na sua esfera de atuação tomarmos todas as medidas ao nosso alcance para no menor tempo possível diminuir o impacto sobre a vida do nosso país”, completou.

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