Depois de cerca de 230 dias submetido a medidas cautelares, o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, voltou a ter autorização da Justiça para circular fora do Recife. Ele havia sido detido pela Polícia Federal sob a suspeita de tentar viabilizar a emissão de um passaporte, no Consulado de Portugal na capital pernambucana, para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com o objetivo de permitir sua saída do país. As informações são do Blog Mário Flávio.
Embora a prisão tenha ocorrido de forma breve, Gilson Machado permaneceu impedido de deixar a cidade e, por um período, também ficou proibido de usar as redes sociais. À época, o ex-ministro negou qualquer irregularidade e afirmou que o único contato com o consulado português se deu para tratar da renovação do passaporte de seu pai, que possui cidadania portuguesa.
A liberação foi comemorada neste sábado (data), quando Gilson usou as redes sociais para celebrar a decisão judicial. Em seguida, ele se reuniu com o vereador Gilson Filho, que teria sido surpreendido com a novidade durante o encontro, realizado na propriedade do ex-ministro. “Acabei de saber que a Justiça reconheceu e fui liberado para sair do Recife, poder viajar e retomar meus negócios”, afirmou.
No campo político, o período de restrições também trouxe impactos. Gilson Machado tentou viabilizar uma candidatura ao Senado pelo PL, mas não contou com o apoio da direção nacional do partido. O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, demonstrou preferência pelo ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e dirigente estadual do PL, Anderson Ferreira.
Com o ex-presidente Jair Bolsonaro preso em Brasília, Gilson Machado acabou deixando o PL. Ele ainda não anunciou oficialmente qual será seu novo partido, mas interlocutores indicam que as negociações com o Podemos estão avançadas. A sigla, inclusive, trabalha com a possibilidade de lançá-lo como candidato a deputado federal nas próximas eleições.