Por Andréia Sadi/G1 – Ronaldo Caiado, governador de Goiás e possível pré-candidato à Presidência, confirmou que o PSD terá candidatura própria para a eleição presidencial e detalhou os motivos que o fizeram trocar o União Brasil pelo partido, presidido por Gilberto Kassab, em pleno ano eleitoral.
“Hoje tem-se um partido que temos a certeza absoluta de que teremos um candidato à Presidência da República”, disse em entrevista conjunta ao Estúdio i, da GloboNews, ao lado de Eduardo Leite, governador do RS.
Caiado disse que sua decisão teve a ver justamente com a eleição presidencial e, agora, ele está junto dos governadores Leite e Ratinho Júnior (PSD-PR) como presidenciáveis do partido — o que embaralha o tabuleiro eleitoral de 2026 e mexe nas articulações dos palanques estaduais.
Pelo desenho atual, um desses três nomes deve sair como cabeça de chapa. Caiado confirma que o partido terá um candidato em outubro e, seja qual for ele, terá o apoio dos demais e que há compromisso para que estejam na campanha do escolhido, mas sem acordo sobre a vice-presidência.
“Não, não tem esse compromisso [de ser vice], não. O nosso compromisso é de os outros que não foram escolhidos, lógico, uma vaga, eles ficarão na campanha daquele que for levar a bandeira do PSD, da campanha do Projeto Brasil defendida por nós. Não tem essa vinculação de vice, tem a vinculação de estarmos na campanha”, disse.
O governador de Goiás afirmou que é “calouro” entre os presidenciáveis do partido e considera um passo para a oposição sair vitoriosa contra o presidente Lula (PT) uma estratégia com mais de uma candidatura presidencial no 1º turno.
“Essa tese de que, tendo número maior de pré-candidatos ou de candidatos no primeiro turno, é o que realmente é a estratégia correta, mais inteligente que se tem”, disse Caiado. “Nós temos uma frente da centro-direita que vai disputar essa vaga e vai ser um candidato que vai sair pelo PSD, o [Romeu] Zema [governador de Minas Gerais] e o Flávio [Bolsonaro]. Se tiver outro, que possa aparecer e disputar”.
Alternativa ao Bolsonarismo
O objetivo inicial e principal com a filiação de Caiado ao PSD — segundo lideranças — é se colocar como alternativa de centro-direita sem Bolsonaro, com nomes para um pós-bolsonarismo. O movimento é visto como o mais relevante no campo da direita desde o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em dezembro do ano passado, apresentado por Jair Bolsonaro (PL) como seu escolhido.