Por Wellington Ribeiro/Ponto de Vista – Nos bastidores da política pernambucana, já é dado como praticamente descartado o projeto do presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, de disputar uma vaga no Senado em 2026. O principal entrave para a construção da candidatura está na ausência de um palanque majoritário que dê sustentação eleitoral ao projeto.
Anderson chegou a nutrir a expectativa de integrar a chapa da governadora Raquel Lyra, como um dos nomes ao Senado. No entanto, essa possibilidade perdeu força, e foi definitivamente anulada, diante da postura cada vez mais clara da governadora de tentativa de aproximação com o presidente Lula. O movimento de Raquel dificulta qualquer arranjo que associe sua chapa a nomes ligados ao bolsonarismo.
Sem um candidato ao Governo que banque a disputa, o caminho mais viável para Anderson Ferreira passou a ser outro. No meio político, a avaliação predominante é de que ele deverá concorrer a uma vaga na Câmara Federal, onde teria base eleitoral consolidada e menor dependência de alianças majoritárias.
A indefinição, agora, gira em torno da estratégia do PL em Pernambuco na eleição para o Governo do Estado. Ainda não está claro se a legenda lançará um nome próprio apenas para cumprir tabela ou se adotará uma postura mais pragmática, aderindo, ainda que de forma discreta, ao palanque de Raquel Lyra.
O cenário revela um PL estadual em encruzilhada, tentando preservar espaço político e protagonismo eleitoral em um contexto de realinhamento das forças locais e nacionais.
Detentor do segundo maior tempo de rádio e televisão — atrás, apenas da federação União Progressista, o Partido Liberal concentra um ativo estratégico de alto valor para a governadora Raquel Lyra. Caso a legenda, identificada com o bolsonarismo, opte por lançar candidatura própria ao Governo do Estado, ainda que apenas para cumprir tabela, o impacto negativo sobre o palanque da governadora seria significativo.