21/07/2021

Fragilizado, Bolsonaro diz que vai fazer reforma ministerial e estuda entregar Casa Civil ao centrão

FolhaPress Em seu momento de maior fragilidade no governo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quarta-feira (21) que fará uma reforma ministerial na próxima semana. O presidente pretende se aproximar ainda mais do centrão e estuda entregar a Casa Civil de seu governo ao presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), que é um dos principais líderes do bloco de partidos que sustenta a base de apoio a Bolsonaro no Congresso. “Estamos trabalhando, inclusive, uma pequena mudança ministerial, que deve ocorrer na segunda-feira, para ser mais preciso, para a gente continuar aqui administrando o Brasil”, disse Bolsonaro em entrevista à rádio Jovem Pan de Itapetininga, também transmitida por suas redes sociais. De acordo com um auxiliar do presidente, outras peças do governo podem ser mexidas. Segundo este assessor, o presidente está decidido a fazer mudanças no primeiro escalão, mas o momento ainda não está decidido. Uma possibilidade […]
14/05/2018

Centrão quer mandar em 2019, seja quem for presidente…

A união de PP, DEM, PRB e Solidariedade não mira só as eleições de 2018. O grupo, que ainda trabalha para atrair PTB e PR, quer se estabelecer como bloco partidário indispensável à governabilidade de qualquer que seja o presidente eleito. Somadas, as seis siglas chegam hoje a 181 deputados. A adesão daria a eles peso para desequilibrar a corrida deste ano —e também para se proteger: se escolherem o candidato errado, terão um tamanho que assegura assento na mesa de negociação do vencedor. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é pré-candidato ao Planalto e está à frente das negociações, mas sabe que o ponto central do acordo com as demais siglas é só definir o herdeiro do apoio do grupo entre junho e julho. Como publicado no sábado (11), ele é um dos escalados para falar com PTB e PR. Neste momento, PP e SD usam o que chamam de “pré-apoio” a Maia […]
04/09/2017

Centrão vai cobrar cargos a Temer na volta da viagem…

Michel Temer desembarcará no Brasil com a missão de resolver uma série de passivos em sua base. Com a espada da segunda denúncia de Rodrigo Janot sobre sua cabeça, o presidente terá que dar uma resposta aos partidos do centrão, que cobram a substituição de Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e esperam ter nesta semana uma posição definitiva sobre o assunto. Três siglas não despacham mais com o ministro: PR, PSD e PP. Juntas, somam 120 votos. O presidente continua apostando na conciliação, mas sabe que a insatisfação se espraiou pela base aliada. Antes de viajar, recebeu uma série de líderes partidários. Foi pressionado a escolher entre a metade do PSDB que o apoia e os demais partidos que seguram seu mandato — inclusive o PMDB. Temer pediu que aguardassem seu retorno da viagem à China para solucionar o impasse. Antes de embarcar, disse a Imbassahy que ele permaneceria no […]