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Senado aprova Lei Paulo Gustavo com R$ 3,8 bilhões para a cultura

Senado Federal - Terminal de votação secreta, na entrada da chapelaria durante sessão do Senado para votação de novos embaixadores e da cooregedora do CNJ, ministra Maria Thereza de Assis Moura, por unanimidade do plenário. Sérgio Lima/Poder360 22.09.2020

Diário de Pernambuco
Foi aprovado ontem (24) pelo Senado o projeto de lei complementar que libera R$ 3,8 bilhões para amenizar os impactos econômicos e sociais da pandemia no setor cultural. O texto segue para Câmara.
Segundo o relator, senador Eduardo Gomes (MDB), o setor cultural foi o primeiro a parar em decorrência da atual pandemia e, possivelmente, será o último a voltar a operar. Gomes ressaltou que a proposta foi batizada como Lei Paulo Gustavo em homenagem ao artista, vítima de Covid-19. “[Ele] foi um exemplo de talento, alegria, solidariedade ao próximo e aos mais necessitados”, afirmou o relator.
Segundo a matéria, o recurso virá do atual superávit financeiro do Fundo Nacional de Cultura (FNC). A União terá de enviar esse dinheiro a estados, Distrito Federal e municípios para que seja aplicado “em ações emergenciais que visem combater e mitigar os efeitos da pandemia de covid-19 sobre o setor cultural”. Do total do orçamento, R$ 2,797 bilhões serão destinados exclusivamente a ações voltadas ao setor audiovisual, no apoio a produções audiovisuais, salas de cinema, cineclubes, mostras, festivais e ações de capacitação. 
O restante, referente a R$ 1,065 bilhão, será destinado a ações emergenciais atendidas pelo FNC em outras áreas da cultura. Os recursos terão de ser liberados por meio de medida provisória a ser editada pela Presidência da República.

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