“Sem remédio ou vacina, Brasil deve apostar no isolamento para conter coronavírus”, diz Fernando Filho

O deputado federal Fernando Filho (DEM-PE) fez um alerta para a importância do isolamento social como medida para conter o avanço do coronavírus no Brasil. Ele avaliou que os meses de maio e junho serão difíceis, com o aumento do número de casos de Covid-19 no país, e alertou que o pico da curva de contágio ainda não foi atingido.

“Os números têm crescido muito rapidamente, e temos que aguardar para saber quando será o pico da curva e quando o contágio começa a regredir. O fato é que ninguém sabe como isso vai se comportar. Por isso, reforço a necessidade de isolamento. Quem tiver que sair, tome todos os cuidados, como o uso de máscaras e medidas de higienização”, afirmou Fernando Filho durante live com lideranças do município de Betânia, no Sertão do Moxotó.

Para o deputado, não há “receita” para o enfrentamento do coronavírus, o que explicaria a falta de alinhamento entre o governo federal e os estados no combate à pandemia. “O que estamos vivendo é algo que ninguém sabe como vai se comportar ou qual é a melhor resposta. Há países que acharam melhor não adotar o isolamento e depois voltaram atrás. Outros fizeram, mas com um impacto muito grande na atividade econômica. Existe hoje uma politização exacerbada nos mais diversos estados e essa vontade de querer acertar. O fato é que temos que minimizar o número de vidas perdidas e, na ausência de um remédio ou de uma vacina, a gente tem que apostar no isolamento social”, defendeu Fernando Filho.

Ele destacou ainda as medidas aprovadas pelo Congresso Nacional para aumentar a proteção social das pessoas em situação vulnerável, como o auxílio emergencial de R$ 600,00, e para socorrer estados e municípios, que já registram forte queda da arrecadação de impostos.

“A queda de arrecadação do governo federal no mês de abril foi de 30% e deve ser do mesmo tamanho ou maior em alguns estados e municípios. Essa medida que aprovamos visa auxiliar estados e municípios, para que possam ter condições de enfrentar o coronavírus, mas também manter seus compromissos em dia.” (Mário Flávio)