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Secretário estadual de Saúde afirma que responsabilidade sobre vacina é do governo federal

Diário de Pernambuco

O secretário estadual de Saúde, André Longo, ressaltou, nesta terça-feira (4), em entrevista coletiva transmitida virtualmente, que a responsabilidade pela chegada de uma vacina da Covid-19 é do governo federal, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. Os imunobiológicos, como vacinas e soros, do Programa de Imunizações são distribuídos pelo Ministério da Saúde aos estados, que repassam aos municípios. Nas cidades, as doses são distribuídas aos postos de saúde.

De acordo com o secretário, o governo de Pernambuco está focado na vigilância e assistência da doença. “A nossa área do Programa de Imunização do Estado está se preparando para fornecimento daquilo que é de responsabilidade estadual, que são as seringas, agulhas e a articulação com os programas de imunização dos municípios, na ponta”, afirmou. Longo pontuou ainda que cabe ao estado a logística para a disponibilização da vacina, quando ela existir. “Já temos maturidade em programa de vacinação para que, tão logo tenhamos a vacina, possamos fazer a aplicação com a maior brevidade possível em todo o estado”, enfatizou.

Apesar de a aquisição de vacinas ser responsabilidade do governo federal, alguns governadores têm sinalizado esforços para garantir a imunização de suas populações. O governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste, Rui Costa, por exemplo, disse, nessa segunda-feira (3), que fez contato com as embaixadas da Rússia e da China para garantir o interesse do estado e do Nordeste nas vacinas que estão sendo produzidas. O governador de São Paulo, João Doria, anunciou, no último dia 29, a arrecadação de R$ 96 milhões em doações para a construção de uma fábrica para produção exclusiva da vacina contra o novo coronavírus.

“A responsabilidade pelo Programa Nacional de Imunizações é do governo federal. É de se esperar que o governo brasileiro tome a frente desse processo de negociação internacional. Temos visto o Ministério da Saúde procurar e anunciar uma série de acordos no sentido de disponibilizar vacinas. Não estamos por dentro dessa articulação recente do Consórcio (Nordeste). Devemos ser informados dessa questão”, disse André Longo.

O secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, destacou que é preciso ter muita responsabilidade científica para adotar certas medidas em saúde, como as vacinas. “Precisamos ter paciência para, no momento certo, usar a vacina no Brasil. Não temos dúvida de que a decisão estratégica de fazer do país um produtor de vacinas, como a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e o (Instituto) Butantan, colocam o Brasil em uma posição estratégica global interessante de produção de vacinas para a sua população”, afirmou.

OMS

Nessa segunda-feira (3), o diretor-geral da Organização Mundial Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que uma vacina ou a cura para a Covid-19 podem não se tornar realidade. Segundo a organização, há 164 vacinas em desenvolvimento: 25 estão em fase clínica e 139 em etapa pré-clínica. “Não existe bala de prata no momento e talvez nunca exista”, disse Ghebreyesus.

O diretor-geral da OMS afirmou que a maioria da população global permanece vulnerável à infecção pelo novo coronavírus mesmo em países que lidaram com surtos graves, como o Brasil. De acordo com a OMS, estudos sorológicos mostram que menos de 10% desenvolveram anticorpos contra o vírus, indicando que tiveram a doença. A prevalência pode ser maior em meio a grupos específicos, como profissionais de saúde.

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