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PT pede que TSE retire vídeo de reunião de Bolsonaro com embaixadores

Foto: CLAUBER CAETANO / Brazilian Presidency / AFP

Por: Luana Patriolino – Correio Braziliense – O Partido dos Trabalhadores pediu, ontem (19), que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) derrube os vídeos da reunião do presidente Jair Bolsonaro (PL) com os embaixadores. O material está salvo nas redes sociais do chefe do Executivo e no canal oficial da TV Brasil no YouTube. A legenda alega desinformação e propaganda eleitoral antecipada.
No encontro, Bolsonaro fez uma série de acusações contra a integridade das eleições e a segurança das urnas. Representado pelos escritórios Teixeira Zanin Martins Advogados e Aragão e Ferraro Advogados, o PT sustenta que o presidente usou canais oficiais para propagar desinformação e realizar propaganda extemporânea, pois o pronunciamento foi transmitido ao vivo e na íntegra pela mídia oficial do Governo Federal, a TV Brasil.
Os advogados também solicitam que o TSE proiba Bolsonaro de propagar as informações falsas, sob pena de multa de R$ 25 mil. A sigla diz que Bolsonaro “durante aproximadamente 46 minutos, atacou as urnas eletrônicas, a democracia e diversas autoridades públicas por meio de falas sem qualquer embasamento probatório apto a sustentar suas alegações”.
A ação alega ainda que, buscando promoção pessoal visando as eleições, Bolsonaro exibiu imagens das motociatas que vem promovendo em todo país. “O representado atacou a segurança do sistema eleitoral brasileiro a partir de uma pretensa comparação entre nossa nação e os demais países”, diz o processo.
Reunião com embaixadores
Na tarde de segunda-feira (18), Bolsonaro fez uma série de ataques às urnas eletrônicas e disseminou diversas notícias falsas sobre a confiabilidade do sistema de votação do país. O presidente também insistiu no discurso de que os magistrados tentam constantemente “desestabilizar” seu governo.
Após os ataques de Bolsonaro, o ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu recados duros ao chefe do Executivo. O magistrado disse que estão tentando “sequestrar a opinião pública” e que é hora de “dizer um basta”.
“Mais uma vez a Justiça Eleitoral e seus representantes máximos, são atacados com acusações de fraude, ou seja, uso de má fé. Ainda mais grave, é o envolvimento da política internacional e também das Forças Armadas, cujo relevante papel constitucional a ninguém cabe negar como instituições nacionais, regulares e permanentes do Estado, e não de um governo. É hora de dizer basta”, afirmou Fachin.

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