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Pesquisa CNT mostra governo Bolsonaro com rejeição e Lula na frente

Por Deborah Hana Cardoso/Correio Braziliense –  A mais recente pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgada nesta segunda-feira (21/2) mostrou que para 42,7%, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) continua ruim ou péssimo. O percentual é 5,2 pontos porcentuais menor do que o registrado em dezembro. Para 25,9%, o governo é bom ou ótimo, e para 30,4%, é regular; 1% não soube responder.
Isso se reflete nas pesquisas eleitorais. Na pesquisa espontânea, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mantém na liderança, confirmando a tendência de outras amostragens, em 32,8%, seguido por Bolsonaro com 24,4% das intenções de voto. Entretanto, há ainda uma fatia de 28,3% de indecisos. Também são citados Ciro Gomes (2,6%), Sergio Moro (2,1%), André Janones (0,5%) e João Doria (0,3%), outros (1,1%), branco e nulos (7,9%).
Quando os candidatos são apresentados ao eleitor, Lula salta para 42,2% e Bolsonaro vem em seguida, com 28%. Já os indecisos diminuem para 6%. Ciro Gomes (6,7%), Sergio Moro (6,4%), João Doria (1,8%), André Janones (1,5%), Simone Tebet (0,6%), Felipe D’Avila (0,3%) e Rodrigo Pacheco (0,3%). Branco e nulos aparecem com 6,2%.
Emprego e renda
Ao avaliar as opiniões sobre setores da gestão Bolsonaro, nota-se que há falta de ânimo entre os eleitores sobre alguma melhora em temas fundamentais como educação, segurança, emprego e renda. Mesmo com alguma perspectiva de melhora do desemprego, a inflação — o mercado financeiro estimou que deve chegar a 5,56% conforme o boletim Focus publicado nesta manhã — mantém a renda do brasileiro corroída e assim seu poder de compra. Com isso, os eleitores sentem o empobrecimento, mesmo com emprego e renda. A percepção sobre o aumento dos preços chegou a 93,2% dos entrevistados.
Para 42,1%, a expectativa é de que, nos próximos meses, a situação do emprego melhore, contra 18,4% que acreditam que piorará. Já 37,2% esperam que fique igual. Apesar da expectativa sobre o mercado de trabalho, o mesmo não se repete quando se trata de renda mensal. 50,2% esperam que fique igual, enquanto 32,9% ainda esperam alguma melhora. 14,2% acreditam que as coisas irão piorar.
Para 36,7%, a situação econômica do Brasil só irá melhorar em 2023; para 23,7%, em 2024. Apenas 16,8% são mais otimistas e acreditam que este ano as coisas ainda melhorarão. Já 15,1% não esperam melhora. Só 1,9% acha que a economia está boa como está.
Saúde 
Em meio à vacinação contra a covid-19, a mudança sobre o pessimismo da saúde é notável. 41,9% esperam que tudo fique como está enquanto 36,4% esperam alguma melhora. 19,6% esperam uma piora. Em dezembro de 2021, 27,7% esperavam piora, uma diferença de 8,1 pontos percentuais.
Educação
No quesito educação, as opiniões não registraram grande mudança. Para 40,6%, tudo vai permanecer como está e para 38,7% vai ocorrer melhora. Já para 19,2%, vai haver piora.
Segurança pública
A falta de mudança na opinião se mantém no quesito segurança pública. Para 48,6% tudo deve permanecer como está, enquanto para 20,3% vai haver piora. Já para 29,2% pode ter melhora.
A pesquisa foi realizada de 16 a 19 de fevereiro deste ano por 2002 eleitores de todas as unidades federativas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O nível de confiança é de 95,6%.

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