Auxílio Emergencial: Caixa conclui nesta sexta pagamento da 1ª parcela para novos aprovados e 2ª para Bolsa Família
29/05/2020
Bolsonaro diz que não acha justo ter o exame da OAB
29/05/2020

Para autor do impeachment de Dilma, Bolsonaro percorre o caminho de Maduro

Brazil's President Jair Bolsonaro wears a face mask during a press conference on the coronavirus pandemic COVID-19 at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil on March 20, 2020. - Brazil's government on Friday drastically downgraded its growth projections for 2020 by 2.1 percent to practically zero (0.02 percent) due to the coronavirus pandemic. (Photo by Sergio LIMA / AFP)

Diário de Pernambuco/Correio Braziliense

O jurista Miguel Reale Junior, uma das pessoas que apresentou o pedido de impeachment que culminou com a saída de Dilma Rousseff da Presidência, afirmou, nesta quinta-feira (28), que, ao reagir de forma dura à operação da Polícia Federal autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, o presidente Jair Bolsonaro produz uma “crise artificial” com outros poderes.

Na avaliação de Reale Junior, que fez a declaração em entrevista à rede de tevê CNN Brasil, Bolsonaro faz isso para justificar medidas cada vez mais autoritárias. Segundo o jurista, Bolsonaro tenta convencer a população de que está sob um ataque antidemocrático e que, por isso, tem o direito de reagir. 

“É o caminho do bolivarismo o que estamos assistindo”, alertou. O bolivarismo é o nome dado à doutrina seguida por alguns líderes latino-americanos e cujo maior representante hoje é o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Declarações após decisão de Moraes

Bolsonaro fez uma série de declarações após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizar, na quarta-feira (27), uma operação de busca e apreensão que mirou apoiadores do presidente que são suspeitos de disseminar fake news e realizar ataques virtuais à Suprema Corte.

Ainda na quarta-feira, o presidente disse, nas redes sociais, que a operação “é um sinal de que algo de muito grave está acontecendo com nossa democracia”. Em outra manifestação, o presidente escreveu: “Estamos trabalhando para que se faça valer o direito à livre expressão em nosso país. Nenhuma violação desse princípio deve ser aceita passivamente!”. Nesta quinta-feira, o presidente disse que não haverá mais ações do tipo. “Acabou!”, garantiu.

Filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) fez outra declaração que sofreu críticas. Segundo o parlamentar, haverá uma “ruptura institucional” no país e disse que a situação podia levar o pai a tomar uma “reação enérgica”.

Nesta quinta-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, criticou as falas de pai e filho. Sobre o que disse o presidente, Maia considera que as falas “trazem insegurança”. Já a declaração de Eduardo, o presidente da Câmara classificou como “grave” e não descartou uma representação no Conselho de Ética da Casa. “Se algum partido entender que há um crime na frase dele, pode representar no Conselho de Ética”, orientou Maia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.