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Opinião:Uma eleição acirrada para presidente em outubro

Por Edmar Lyra –  Desde a redemocratização, o Brasil experimentou oito eleições presidenciais, das quais apenas duas foram resolvidas em primeiro turno, as vencidas por Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998. O PT, por sua vez, que disputou todas as eleições presidenciais desde 1989 figurou nas duas primeiras colocações, vencendo quatro disputas e perdendo quatro.
Além das vitórias mais elásticas de Fernando Henrique, do PSDB, em primeiro turno, o PT teve três vitórias amplas no segundo turno, Lula em 2002 quando derrotou José Serra obtendo mais de 60% dos votos válidos, em 2006 quando obteve mais de 60% contra Geraldo Alckmin e Dilma Rousseff com 56% dos votos válidos em 2010 derrotando novamente José Serra. A eleição mais apertada foi de Dilma na reeleição em 2014 contra Aécio Neves, quando ela obteve 51,64% dos votos válidos, enquanto Collor derrotou Lula em 1989 no segundo turno com 53,03% dos votos válidos, e Jair Bolsonaro derrotou Fernando Haddad com 55,13% dos votos válidos.
O presidente Jair Bolsonaro enfrentou e ainda enfrenta muitos problemas de ordem política, social e econômica, graças aos efeitos da pandemia e mais recentemente a guerra na Europa que coloca em xeque a recuperação econômica, mas tem visto sua popularidade e suas intenções de voto crescerem a ponto de se aproximar do então líder absoluto nas pesquisas divulgadas, o ex-presidente Lula, cuja diferença já foi de vinte pontos percentuais e em alguns levantamentos caiu para apenas um dígito.
Os números ainda não permitem cravar quem será o vitorioso em outubro, porém já é possível admitir que não haverá espaço para a terceira via, garantindo uma polarização entre o atual presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula. Os fatores de recuperação do atual presidente são o arrefecimento da pandemia, a retomada da economia, cujo crescimento foi de 4,6% em 2021 e a distribuição do Auxílio Brasil que reduziu de forma significativa a sua rejeição em setores do eleitorado, possibilitando que ele viesse a se aproximar de Lula.
Assim como Lula que teve um colchão de apoio que amorteceu a queda da sua popularidade no auge do mensalão e permitiu sua recuperação na busca pela reeleição em 2006, o presidente Jair Bolsonaro foi resiliente no pior período do seu governo, e a medida que a eleição se aproxima ele tem se recuperado, tornando-se mais competitivo e capaz de ameaçar a volta de Lula ao Palácio do Planalto. Teremos, portanto, uma eleição duríssima entre dois líderes carismáticos e populares que terão argumentos sólidos para convencer a massa cinzenta que não quer nem um nem outro para tentar garantir a vitória em outubro.

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