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Opinião: O affair Milton Coelho

Por Magno Martins – Pelo que apurei, os torpedos do deputado federal Milton Coelho, secretário da executiva nacional do PSB, atingindo fortemente o presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte, foram repelidos pelo governador Paulo Câmara, o pré-candidato da Frente Popular ao Governo do Estado, Danilo Cabral, o Coronel Danulo, e todos os dirigentes da aliança oficial.
“Foi uma estocada desnecessária. Ele agiu sozinho, sem consultar ninguém”, disse um interlocutor do PSB. Segundo esse mesmo socialista, Milton agiu como espalha brasa quando o momento exige serenidade e moderação. Na verdade, Danulo não quer perder o apoio de Dudu, como é mais conhecido o líder do PP. Além de voto e liderança, Dudu tem uma expressiva bancada na Alepe e na Câmara do Recife.
Tem também uma penca de prefeitos e chapas proporcionais competitivas, tanto para Câmara dos Deputados quanto para Assembleia Legislativa. O que Milton alega é que Dudu faz chantagem para se manter na frente de apoio à candidatura de Danulo, principalmente depois que o governador resolveu adoçar a boca do PT, entregando mais duas secretarias ao partido.
Mas Milton, ao contrário do que rebateu o PP, em nota assinada por Zélia Matos, secretária-geral do partido, não é um desqualificado nem cínico. Pelo contrário, é uma liderança respeitada dentro do partido. A rigor, é um socialista histórico, que abraçou muitas causas e cumpriu missões quase que impossíveis, delegadas por Eduardo Campos, a quem era extremamente ligado.
Milton foi presidente estadual do PSB por muito tempo, é o dirigente mais antigo do Estado na cúpula nacional da legenda e, quando o PSB se aliou ao PT, foi a ele que Eduardo recorreu para indicar como candidato a vice-prefeito do Recife na chapa de João da Costa na eleição vitoriosa de 2008.
Meio caminho andado – Não é certo ainda, como Milton Coelho quis antecipar, a debandada de Dudu da Fonte para o palanque de Marília Arraes. O que se passa nos bastidores é que as tratativas do líder do PP com a pré-candidata ao Governo do Estado pelo Solidariedade andam bem avançadas, mas para que o martelo seja batido ainda há um caminho a ser percorrido, que depende muito mais da agilidade de Marília, até porque o SD hoje é uma comissão provisória e não um diretório legalmente constituído. 

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