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Moraes quebra sigilo bancário de deputados em inquérito sobre atos antidemocráticos

Diário de Pernambuco

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes determinou, ontem, a quebra do sigilo bancário de quatro deputados bolsonaristas a fim de investigar se eles atuaram no financiamento dos atos antidemocráticos, que pedem o fechamento do STF e do Congresso Nacional. 

Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Cabo Junio Amaral (PSL-MG) e Otoni de Paula (PSC-RJ) estão entre os parlamentares envolvidos na quebra de sigilo. Segundo o ministro, há indícios de que eles manifestaram apoio aos atos antidemocráticos que vem acontecendo no Brasil. 

Alguns empresários também foram alvos de busca e apreensão hoje, como Otávio Fakhoury e o advogado Luís Felipe Belmonte, responsável pela organização e financiamento do novo partido de Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil. 

Busca e apreensão 

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (16), 21 mandados de busca e apreensão solicitados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. 

Os alvos são apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Dentre eles, está o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), o único com foro. Também foram alvos o blogueiro Allan dos Santos, o advogado e empresário Luis Felipe Belmonte, e o publicitário Sérgio Lima.

Allan dos Santos também foi alvo de busca e operação no dia 27 de maio no âmbito do inquérito das fake news, que investiga ameaças, ofensas e informações falsas contra os ministros da suprema Corte. 

O inquérito que investiga atos antidemocráticos foi instaurado em 20 de abril a pedido da PGR. Nessa última segunda-feira (15), a PF prendeu temporariamente a ativista Sara Fernanda Giromini, conhecida como Sara Winter, líder do grupo ‘300 do Brasil’, que apoia o presidente Jair Bolsonaro, a pedido da PGR. Houve mandado de prisão temporária contra outras cinco pessoas ligadas ao grupo, que não haviam sido presas até a última segunda-feira (15).

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