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Marco Maciel, um homem que honrou o Brasil …

Neste domingo o Brasil relembrou a trajetória de um extraordinário homem público, cada vez mais raro nos dias de hoje pela passagem do seu aniversário, quando completou 79 anos de idade. Acometido por uma doença degenerativa do cérebro, o Alzheimer, Marco Maciel saiu da cena política tão logo encerrou seu terceiro mandato como senador de Pernambuco, mas é fundamental reconhecer a sua história e o seu legado para Pernambuco e para o Brasil.

Eleito deputado estadual em 1966, Marco Maciel chegou à Câmara dos Deputados em 1970, sendo reeleito em 1974 e neste segundo mandato ascendeu à presidência daquela Casa. Em 1978 foi indicado pelo presidente Geisel como governador de Pernambuco, sucedendo Moura Cavalcanti. Já em 1982, ao fim do seu mandato como governador, elegeu-se senador derrotando Cid Sampaio.

No primeiro mandato como senador, Maciel ocupou os cargos de ministro da Educação, entre 1985 e 1986 e da Casa Civil entre 1986 e 1987. Nas eleições de 1990 tentou o segundo mandato de senador, e foi reeleito derrotando por uma pequena margem José Queiroz. Mas foi em 1994, no meio do seu segundo mandato, que alcançou o seu principal cargo na vida pública, sendo eleito vice-presidente da República na chapa encabeçada por Fernando Henrique Cardoso, quatro anos depois seria reeleito, ficando oito anos no cargo e tornando-se uma referência de homem público para todo o Brasil.

Foi em 2002 que Marco Maciel conquistou um recorde em Pernambuco, sendo o primeiro homem público eleito para três mandatos como senador da República. Naquela ocasião foi o mais votado com 1,8 milhão de votos, conquistando 44 anos de mandatos ininterruptos, sendo deputado estadual, federal, governador, senador e vice-presidente da República. Prestes a completar oito décadas de existência, com quase 60 anos de vida pública, Maciel é a principal referência de buscar o diálogo e o entendimento, fazendo da política um instrumento de transformação e representação da vontade popular, pois nunca surgiu nada que desabonasse sua conduta de honestidade e respeito com o Brasil. (Edmar Lyra)

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