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Palanque de Danilo é o que mais reúne “golpistas” de Dilma

Blog Magno Martins – A relação entre PT e PSB sempre foi tumultuada, oscilando entre alianças convencionais e embates virulentos. Parte dessa crise foi hiperdimensionada em 2016, quando os socialistas votaram maciçamente pelo impeachment da ex-presidente Dilma Roussef (PT), azedando de vez a relação.
Os efeitos vêm sendo sentidos pelo pré-candidato Danilo Cabral (PSB), um dos favoráveis ao afastamento. Os militantes ressaltam que o palanque de Danilo é o que mais reúne “golpistas”, expressão utilizada pelo grupo. Oito dos 18 então deputados que afastaram a presidente estão na campanha do PSB.
Além do próprio Danilo, que citou Eduardo Campos e Miguel Arraes em seu voto pró-impeachment, estão no palanque Augusto Coutinho (Republicanos), Eduardo da Fonte (PP), Gonzaga Patriota (PSB), Jarbas Vasconcelos (MDB), João Fernando Coutinho (Pros), Kaio Maniçoba (PP) e Tadeu Alencar (PSB).
O segundo grupo com mais “golpistas” é o de Raquel Lyra (PSDB), que reúne Bruno Araújo (PSDB, autor do voto que sacramentou o impeachment na Câmara dos Deputados), Betinho Gomes (PSDB), Daniel Coelho (Cidadania) e Jorge Côrte Real, à época no PTB.
Marília Arraes (Solidariedade) também reúne apoiadores do impeachment, que são André de Paula (PSD), seu candidato a senador, e Marinaldo Rosendo (PP), hoje prefeito de Timbaúba.
Postulante ao Governo de Pernambuco, Anderson Ferreira (PL) votou favorável ao afastamento da ex-presidente, assim como seu aliado Pastor Eurico (PL). Do palanque de Miguel Coelho (União Brasil), votaram “sim” o irmão dele, Fernando Filho, e o ex-deputado Mendonça Filho, ambos filiados ao União Brasil.
Entre aqueles que votaram contra, Adalberto Cavalcanti, Ricardo Teobaldo e Zeca Cavalcanti apoiam Miguel Coelho, enquanto Luciana Santos (PCdoB), Sílvio Costa (Republicanos) e Wolney Queiroz (PDT) estão com Danilo.
Sebastião Oliveira (Avante) foi o único a se abster naquela votação. Ele figura no palanque de Marília, como candidato a vice da chapa.
SENADO
Dos três senadores daquela ocasião, Armando Monteiro Neto (PSDB) e Humberto Costa (PT) votaram contra o afastamento de Dilma e foram vencidos. Eles integram os palanques de Raquel e Danilo, respectivamente. Já Fernando Bezerra Coelho (MDB), pai de Miguel, foi favorável ao afastamento.

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