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‘Infelizmente estamos vivendo’, declara Mandetta sobre colapso na saúde

Diário de Pernambuco

O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM-MT) utilizou as redes sociais para lamentar a proximidade do pico no número de casos do novo coronavírus no Brasil, nesta quinta-feira (30). Até o momento, o país registra mais de 78 mil pacientes e mais de 5.400 mortos pela Covid-19. Os dados mostram que o Sistema Único de Saúde (SUS) já está perto de entrar em colapso. 

“Sempre foi uma previsão que torci para não se cumprir, que trabalhei para evitar, mas que infelizmente estamos vivendo”, escreveu Mandetta em seu perfil do Twitter. “Mais do que nunca: precaução, lavar as mãos, distanciamento, responsabilidade social. Todos em defesa da vida!”, acrescentou o ex-ministro da Saúde, que esteve à frente da pasta até o dia 16 de abril, quando foi demitido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. 

Médico ortopedista e ex-deputado federal, Mandetta deixou o Ministério da Saúde após embates com Bolsonaro sobre as recomendações de distanciamento social, como o fechamento do comércio, para o combate à pandemia de coronavírus no país. Respeitando as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), entre outras autoridades sanitárias, o então ministro defendia o isolamento como a forma mais eficaz de contenção da doença, contrariando o presidente da República, que pede pela retomada das atividades econômicas. 

As projeções feitas pelo ex-ministro enquanto esteve à frente da pasta, começam a se concretizar. De acordo com Mandetta, em declaração feita no dia 20 de março,  o “apagão sanitário” ocorreria no fim deste mês. “Claramente, em final de abril nosso sistema de saúde entra em colapso”, afirmou após reunião com o presidente Bolsonaro e um grupo empresários. “O que é um colapso? Você pode ter o dinheiro, o plano de saúde, mas simplesmente não há sistema para você entrar”, explicou em seguida. 

Nesta semana, o Brasil passou a China no número de mortes pela Covid-19. O país asiático, que começa a voltar à normalidade após quatro meses sofrendo com o surto da doença, foi o primeiro a registrar casos do novo coronavírus. 

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