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Graça Araújo é declarada patrona do jornalismo pernambucano

A jornalista Graça Araújo foi declarada patrona do jornalismo pernambucano. A Alepe aprovou a proposta do primeiro-secretário da Casa do Povo e deputado estadual, Clodoaldo Magalhães (PSB), no dia 31 de julho, e, na última terça-feira (11), a Lei nº 17.005 foi promulgada, tornando o título oficial.

“O nome de Graça Araújo fez história no jornalismo pernambucano e ficou guardado nos nosso corações. Construiu valores que enchem de orgulho todos nós. Respeito, credibilidade, confiança, responsabilidade, generosidade, dedicação, ética. Todas sob o manto da solidariedade”, comentou o deputado Clodoaldo Magalhães.

Maria Gracilane Araújo da Silva, conhecida como Graça Araújo, natural de Itambé, foi jornalista e apresentadora de televisão brasileira de grande expressão. Formou-se pela Faculdade Integrada Alcântara Machado em 1987, e voltou para o Recife. O primeiro trabalho na capital pernambucana foi na rádio Transamérica.

Em seguida, foi para a Rádio Clube. Passou pela TV Manchete, TV Pernambuco e se tornou chefe de reportagem da TV Jornal, afiliada do SBT, em 1992. Na emissora, ajudou na formatação do TV Jornal Meio-Dia, do qual foi âncora por 26 anos. Também foi apresentadora na RádioJornal.

Por 17 anos, comandou as tardes da frequência no programa Rádio Livre, do qual fez parte o famoso quadro Consultório de Graça, em que abordava, diariamente, diferentes temas relacionados à saúde. “Graça olhava os invisíveis à margem da sociedade e era porta-voz das suas carências e necessidades. Enxergava os mais humildes e acolhia suas pautas”, ressaltou Magalhães.

O programa do Consultório de Graça sobre o câncer de cérebro conquistou o primeiro lugar na categoria rádio no Prêmio SBN de Jornalismo, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. A jornalista também deu importante contribuição no mundo jurídico. Foi uma das homenageadas em sessão solene do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), recebendo condecoração concedida a profissionais que contribuem para melhorar o trabalho da Justiça no Estado.

Em virtude de sua honrosa carreira profissional, Graça foi, ainda, homenageada na edição do livro “Sucesso: o que elas pensam”, que reúne 150 mulheres que contam como chegaram ao sucesso profissional. “A nossa homenagem é um reconhecimento à história da cidadã pernambucana e ao seu legado no jornalismo”, conclui Magalhães.

Graça morreu aos 62 anos  no dia 8 de setembro de 2018, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico. 

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