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Governador do RS, Eduardo Leite namora médico capixaba há nove meses

Correio Braziliense
Logo após se assumir gay, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), disse que está namorando. O relacionamento já dura nove meses e é que com um médico do Espírito Santo. “Tô namorando há nove meses. Não é do Rio Grande do Sul, é um médico do Espírito Santo. Tenho enorme admiração e amor por ele”, disse em entrevista ao Pedro Bial, no Conversa com o Bial.
Leite ainda contou que o namorado trabalhou na linha de frente da covid-19 e se disse muito orgulhoso dele. “Trabalhou em hospital de campanha. Algumas pessoas falam sobre alguma coragem que eu possa ter sobre assumir isso publicamente. Eu acho que há alguma, mas coragem tem mesmo quem vai para um hospital de campanha, para trabalhar na linha de frente da pandemia. Gente que está fazendo tanto para superar esse quadro de pandemia. Tem tantos outros exemplos de coragem que a minha fica pequenininha. E aí a minha homenagem a todos os profissionais de saúde a partir do meu namorado, que também é médico”, disse.
De acordo com a colunista Fábia Oliveira, o médico que Eduardo Leite se refere é Thalis Bolzan. Capixada, ele se formou em medicina no Espirito Santo, mas mora em São Paulo, onde fez uma especialização em endocrinologia pediátrica pela Universidade de São Paulo (USP). Segundo a colunista, os dois se conheceram pela internet e oficializaram o namoro em novembro.
Repercussão 
Após a revelação pelo político, muitas foram as reações nas redes sociais. Eduardo Leite recebeu muitas mensagens de apoio dos internautas e agradeceu o carinho. “As inúmeras mensagens de carinho e apoio que estou recebendo me deixam absolutamente seguro: o amor vai vencer o ódio! Muito, muito, muito obrigado a todos!”, escreveu no Twitter. 
Mas ele também recebeu críticas. Muitos usuários do Twitter, inclusive o ex-deputado Jean Wyllys, lembraram que Leite apoio o presidente Jair Bolsonaro na eleição de 2018. “Enquanto o gay recém-saído do armário não expressar por ATOS e novas palavras que se arrepende de ter apoiado alegre e explicitamente um homofóbico racista que se revelou genocida, sua saída do armário não será, para mim, fonte de alegria acrítica”, disse.

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