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França vai às urnas numa eleição imprevisível…

203883,475,80,0,0,475,365,0,0,0,0Os franceses comparecem às urnas neste domingo (23) sob intensa vigilância policial três dias após um atentado para o primeiro turno de uma eleição presidencial muito disputada e crucial para o futuro da União Europeia.

Quatro horas depois da abertura dos locais de votação, a taxa de participação era de 28,54%, o que representa uma leve alta na comparação com 2012, segundo o ministério do Interior francês.

O nível de mobilização dos 47 milhões de eleitores é uma das incógnitas das eleições, que registravam um grande número de indecisos nas pesquisas.

Continua…

A votação começou às 8h locais (3h de Brasília) e acontece pela primeira vez sob estado de emergência. No total. 50 mil policiais e 7 mil militares foram mobilizados para garantir a segurança em todo o território francês.

Estas são as eleições de resultado mais imprevisível da história recente da França, com uma disputa muito acirrada entre quatro dos 11 candidatos.

O centrista Emmanuel Macron e a líder de extrema-direita Marine Le Pen lideravam as pesquisas de intenção de voto publicadas na sexta-feira (21), mas o conservador François Fillon e o candidato da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon estavam muito próximos.

A diferença entre eles é tão curta que está dentro da margem de erro, o que significa que qualquer um dos quatro pode passar ao segundo turno, que acontece em 7 de maio.

Quase todos os candidatos votaram durante a manhã. Emmanuel Macron, acompanhado da esposa Brigitte, votou em Touquet (norte) e Marine Le Pen em seu reduto eleitoral de Hénin-Beaumont, também na região norte do país.

Marine Le Pen, líder da Frente Nacional (FN), 48 anos, espera beneficiar-se da onda populista que resultou na vitória de Donald Trump nos Estados Unidos e o voto a favor da saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

Com um programa centrado no “patriotismo” e na “preferência nacional”, Le Pen defende a saída do euro e da UE, promessas que, caso cumpridas, poderiam representar um golpe fatal a um bloco já fragilizado pelo Brexit.

Macron, ex-ministro da Economia do presidente socialista François Hollande, fez uma campanha com um programa abertamente europeísta e liberal.

O ex-executivo do setor bancário, praticamente desconhecido há apenas três anos e que nunca disputou uma eleição, pode se tornar, aos 39 anos, o presidente mais jovem da França.

Campanha repleta de sobressaltos
A reta final da campanha foi abalada por um atentado na  principal avenida de Paris, a Champs Elysées de Paris, em um país traumatizado por uma onda de ataques jihadistas que deixaram mais de 230 mortos desde 2015.

Apesar da dificuldade de medir o impacto do ataque, alguns analistas acreditam que poderia reduzir a brecha na intenção de voto entre os principais candidatos.

A campanha foi atípica. Com uma impopularidade recorde, Hollande não tentou disputar um novo mandato, algo nunca visto na França em mais de 60 anos.

O primeiro-ministro Manuel Valls foi eliminado nas primárias do Partido Socialista por um candidato mais à esquerda, Benoît Hamon.

A campanha também foi marcada pelos problemas judiciais de vários candidatos, o que relegou ao segundo plano o debate das questões importantes, principalmente econômicas, em um país taxa de desemprego próxima de 10%.

O conservador François Fillon perdeu a condição de favorito depois que a imprensa revelou que sua esposa, Penelope, e dois de seus cinco filhos se beneficiaram de empregos públicos supostamente fictícios, pelos quais receberam centenas de milhares de euros.

Indiciado por desvio de recursos públicos e apropriação indébita de bens sociais, Fillon, que alega inocência, não abriu mão da candidatura, apesar das várias deserções ao seu redor.

Marine Le Pen também é objeto de uma investigação por supostos empregos fictícios no Parlamento Europeu, onde ocupa uma cadeira de eurodeputada, e por supostas irregularidades no financiamento de campanhas passadas. Ao contrário de Fillon, se nega a ser interrogada pela justiça, invocando sua imunidade.

A última surpresa veio da esquerda radical. Mélenchon, um ex-socialista que virou o símbolo do partido “França Insubmissa”, subiu nas pesquisas e se aproximou de Fillon.

Mélenchon, que já elogiou Hugo Chávez e Fidel Castro, afirmou que está disposto a sair da UE se o bloco não encerrar a política de austeridade.

A votação termina às 20h (15h de Brasília). Os dois candidatos com o maior número de votos. (France Press)

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