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Fiocruz quer pedir registro de vacina de Oxford contra Covid à Anvisa até 15 de janeiro

Mauricette, a French 78-year-old woman, receives a dose of the Pfizer-BioNTech Covid-19 vaccine at the Rene-Muret hospital in Sevran, on the outskirts of Paris, on December 27, 2020. - A 78-year-old woman is the first person to receive a dose of the Covid-19 vaccine in France against Covid-19, as countries of the European Union began a vaccine rollout. (Photo by Thomas SAMSON / AFP)

FolhaPress

À frente de um acordo que prevê a produção de uma vacina contra Covid-19 no Brasil, a Fiocruz planeja entrar com um pedido de registro do imunizante até o dia 15 de janeiro, disse à reportagem nesta segunda-feira (28) o vice-presidente de inovações da instituição, Marco Krieger.

Desde junho, a Fiocruz trabalha em uma parceria para transferência de tecnologia com a farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford, que desenvolvem a vacina. O acordo é considerado a principal aposta do Ministério da Saúde para a vacinação contra a Covid.

Segundo Krieger, o pedido pode ser feito já na próxima semana caso sejam finalizados alguns documentos.
Ele afirma que os primeiros dados ligados à vacina começaram a ser submetidos à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pelas empresas ainda em setembro, de forma escalonada.

“A maior parte dos dados já foram entregues, falta só a última parte de manufatura e controle que estamos finalizando para entrar. Devemos entrar [com o pedido] na semana que vem ou no mais tardar [poucos dias depois]. Nosso deadline interno é fazer isso até o dia 15 de janeiro, mas estamos com expectativa de antecipar um pouco”, afirmou.

A previsão de pedir o registro em janeiro já constava no cronograma da Fiocruz, mas a data ainda não tinha sido divulgada e havia dúvidas sobre o risco de haver atrasos nesse processo.

Mais cedo, o vice-presidente de inovações confirmou em entrevista à Rádio Gaúcha que o cronograma está mantido. Segundo ele, a instituição deve fazer o pedido de registro definitivo, e não o de uso emergencial.

A informação foi confirmada à reportagem. “Nossa expectativa era fazer pedido no fim de janeiro, a Anvisa demorar um mês e conseguirmos entregar as doses até março. Agora vimos que conseguimos antecipar em 15 dias a submissão, e temos sinalização da Anvisa de avaliações mais rápidas”, disse sobre o processo de entrega de dados à agência até que haja o pedido de liberação para oferta à população.

Atualmente, a Fiocruz tem um acordo para entregar 210 milhões de doses ao Ministério da Saúde –desse total, 100 milhões seriam entregues no primeiro semestre, e o restante nos meses seguintes. A expectativa é iniciar a produção das doses no dia 20 de janeiro.

Em audiência na Câmara dos Deputados na última semana, a presidente da fundação, Nísia Trindade, disse que a previsão era entregar 1 milhão de doses da vacina de 8 a 12 fevereiro e mais 1 milhão na semana seguinte para o PNI (Programa Nacional de Imunização), do Ministério da Saúde. A partir de então, serão 700 mil doses diariamente.

A instituição ainda trabalha para tentar adiantar parte das doses, o que permitiria antecipar a vacinação.
“Temos uma expectativa real de conseguir antecipar o número de doses, em vez de 100 milhões nos primeiros seis meses, adiantar em um a dois meses, e aumentar nossa escala em seguida. Estamos tentando acelerar, mas no momento nossos dados ainda são esses”, diz Krieger.

Nas últimas semanas, a possibilidade de haver atrasos no cronograma passou a ser aventada em meio a questionamentos sobre os dados de eficácia da vacina, que teve números diferentes conforme a aplicação das doses. A situação fez com que a AstraZeneca anunciasse novos estudos.

Krieger, no entanto, diz que isso não interfere no cronograma e que os dados já apresentados permitiriam a solicitação do registro. Os demais dados seriam adicionais, afirma. “Eles já trazem um benefício muito grande. São vacinas que estão mostrando capacidade de proteção muito alta, o que supera nossas expectativas”, diz. “Ela tem ainda vantagens adicionais, de estabilidade e facilidade de produção.”

Recentemente, a Anvisa concedeu um certificado de boas práticas de fabricação à empresa Wuxi Biologics, que fica na China, e que fornece os insumos para produção da vacina.

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