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Dor orofacial e disfunção temporomandibular (DTM): saiba a diferença e conheça os tratamentos

Por Marjourie Corrêa/Folha de PernambucoSensação desagradável e que, geralmente, limita as habilidades e capacidades de uma pessoa, a dor pode aparecer em qualquer parte do corpo. Quando ela acomete alguma parte da região da cabeça, como a face, o pescoço, a boca ou a mandíbula, ela é chamada de dor orofacial.
Segundo a Academia Americana de Dor Orofacial, a disfunção temporomandibular (DTM) é definida como um conjunto de distúrbios que envolvem os músculos mastigatórios, a articulação temporomandibular (ATM) e estruturas associadas. Por se tratar de uma região interligada, a dor pode ter origens e causas diversas.
De acordo com a cirurgiã dentista e doutora em Reabilitação Oral, Renata Fernandes, as dores podem ser causadas por problemas odontológicos, musculoesqueléticos e neuropáticos. “Além das dores, que podem afetar o dente, a cabeça, o ouvido e demais regiões da face, muitos pacientes apresentam também otológicas, como zumbidos, ruídos, limitação de movimentos mandibulares e estalos articulares”, destacou Renata.
Ainda de acordo com Fernandes, a dor pode se apresentar de forma aguda e localizada, ou de forma difusa. “Geralmente, quando a dor é aguda, e o paciente consegue apontar exatamente onde dói, a probabilidade de a causa do problema ser identificada é maior. Já quando o paciente não consegue ser preciso quanto à região da dor, e mostra uma área maior dolorida, é provável que a dor já tenha se espalhado”, explica a especialista.
Muitos desses problemas também podem aparecer em conjunto com distúrbios que afetem a saúde mental, como a ansiedade, a depressão e a tensão. “Quando estamos tensos ou nervosos, há uma tendência de pressionar os dentes, e isso acaba aumentando a pressão na região mandibular, provocando dores”, explica Renata.
De acordo com o otorrino e cirurgião bucomaxilo Corintho Viana, quando o problema tem como origem hábitos como bruxismo ou pressão nos dentes, a intervenção médica passa desde educação do paciente em relação a esse comportamento a uso de placas que contenham esse distúrbio. “O uso de placas auxilia na contenção dessa pressão nos dentes. Mas em casos específicos, uma cirurgia pode ser indicada”, afirma Corintho.
Contudo, de forma abrangente, não há um tratamento específico para as dores orofaciais, já que ela tem origens e causas diversas. “É preciso identificar no diagnóstico o que causa a dor e tratar essa causa. Pode ser um tratamento medicamentoso, pode ser um tratamento odontológico, pode ser uma intervenção cirúrgica ou pode ser uma adaptação de hábitos”, conclui a especialista em Reabilitação Oral Renata Fernandes.

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