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Diretor da OMS adverte o Brasil que situação da pandemia ‘é muito séria’

This handout picture taken and released on February 12, 2021 by World Health Organization (WHO) shows WHO Director-General Tedros Adhanom Ghebreyesus delivering remarks during a press conference on February 12, 2021 in Geneva. - The head of the World Health Organization said on February 12, 2021 that all hypotheses on the origins of the Covid-19 pandemic remained on the table following the WHO's investigation in China. (Photo by Christopher Black / World Health Organization / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO/ CHRIS BLACK/ WORLD HEALTH ORGANIZATION" - NO MARKETING - NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS

AFP
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, advertiu ontem (5) o Brasil que a situação sanitária “é muito séria” e instou o país a tomar “medidas agressivas” para conter o novo repique da pandemia do coronavírus.    
“A situação é muito séria e estamos muito preocupados. As medidas sanitárias tomadas pelo Brasil devem ser agressivas, ao mesmo tempo em que avança na vacinação”, disse o chefe da OMS durante coletiva de imprensa.
“A preocupação não gira apenas em torno do Brasil, mas também dos vizinhos do Brasil, é quase a América Latina como um todo, muitos países, exceto dois mais ou menos”, alertou o diretor da OMS.  
“Se o Brasil não levar isso a sério, isso afetará todos os vizinhos e além, então não se trata apenas do Brasil, acho que diz respeito a toda a América Latina”, disse ele.
O diretor da OMS comparou a situação do Brasil com a de outros países onde se observaram “tendências de queda” e disse que no gigante sul-americano a situação era “de alta ou simplesmente estável”, por isso Brasília “tem que levar isso muito a sério”. 
Forte aumento 
Com 262.770 mortes por covid-19 (1.800 nas últimas 24 horas), o Brasil é o segundo país do mundo mais afetado pela pandemia, superado apenas pelos Estados Unidos (520.563 mortes), segundo balanço da AFP baseado em dados oficiais. 
Nos últimos dias, o Brasil registrou recordes consecutivos de mortes por covid-19 em um único dia (1.641 na terça, 1.910 na quarta).  
O total de casos no país chegou nesta sexta-feira a 10.869.227 (com 75.495 novos contágios nas últimas 24 horas). 
A média semanal de mortes está acima das 1.000 desde 20 de janeiro, pela primeira vez desde agosto de 2020, e ultrapassa 1.400 desde a última sexta-feira. 
O aumento é efeito, segundo os especialistas, da falta de distanciamento social durante as festas de final de ano e das aglomerações durante o verão e o carnaval, apesar deste último ter sido proibido oficialmente.
Alguns estudos também apontam para a nova variante do coronavírus da Amazônia, chamada de P.1, duas vezes mais contagiosa, já detectada em 17 estados e que causa alarme em todo o mundo.  
Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, também detectaram uma mutação dessa variante na maioria dos pacientes de seis entre oito estados analisados.
– “A melhor aposta” –
Para evitar colapsos em seus hospitais, o Rio de Janeiro impôs restrições a bares e restaurantes a partir desta sexta-feira, que devem fechar às 20h, três horas a mais do que o que a prefeitura tinha determinado por decisão da justiça, além da proibição das atividades comerciais nas famosas praias da cidade e o funcionamento das boates, das rodas de samba e outras festas.
Enquanto isso, o estado de São Paulo, o mais rico e populoso do país – onde foram registradas 61 mil mortes – fortalecerá as medidas de enfrentamento à covid-19 a partir da 00h deste, e apenas as atividades essenciais serão permitidas, principalmente no âmbito da saúde, alimentação e transportes públicos, além de escolas e igrejas. 
No país cujo presidente, Jair Bolsonaro, minimiza a pandemia e critica as medidas de isolamento por causa dos seus efeitos nocivos à economia, estados e municípios ordenam medidas de quarentena para impedir a propagação do vírus.
Por sua vez, Michael Ryan, responsável da OMS pelo programa de resposta a emergências, também presente na conferência, destacou a importância de não “baixar a guarda em outras áreas”, como no distanciamento físico, se não se quiser que “a esperança proporcionada pela vacina seja desperdiçada”.
O encarregado frisou que as medidas básicas de prevenção continuam sendo “a melhor aposta” para conter a contaminação, porém acrescentou que em países como o Brasil, com grande população urbana, é muito difícil manter o distanciamento ou usar máscara, se “não têm recursos para fazer isso sem o apoio do Estado”. 

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