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Corpo de Ruth de Souza é enterrado no Rio…

Por Ricardo Abreu, GloboNews

O corpo de Ruth de Souza foi enterrado no Rio nesta segunda-feira (29), no Cemitério da Penitência, após um breve cortejo, por volta das 17h. Amigos, fãs e parentes também puderam se despedir da atriz durante o velório, que aconteceu no Theatro Municipal, no Centro da cidade.

A cerimônia de despedida foi fechada para os familiares por cerca de duas horas, quando o espaço foi aberto ao público, e assim ficou até o início da tarde. Atores como Lázaro Ramos, Taís Araújo, Milton Gonçalves, Nathalia Timberg e David Junior estiveram no velório. Por volta das 13h, o corpo deixou o Theatro e seguiu para a capela do cemitério.

Ruth de Souza, de 98 anos, morreu neste domingo (28) após ficar internada por uma semana no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Copa D’Or, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Ela deu entrada na unidade hospitalar para cuidar de uma pneumonia. A causa da morte não foi divulgada.

Trajetória

Ruth de Souza Pinto nasceu em 12 de maio de 1921, no bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Passou a infância com a família em Porto do Marinho (MG) e, após a morte do pai, voltou ao Rio com a mãe. Viveram em uma vila de lavadeiras e jardineiras em Copacabana.

Interessada em teatro, procurou e se uniu ao Teatro Experimental do Negro, grupo fundado por Abdias Nascimento e Agnaldo Camargo. Foi com o grupo que, em 8 de maio de 1945, atuou pela primeira vez no Theatro Municipal, que até então só tinha recebido atrizes brancas e ajudou a abrir as portas para artistas negras no Brasil. A peça encenada foi “O Imperador Jones”, de Eugene O’Neil.

Na televisão, foi uma das pioneiras. Passou pela TV Tupi, pela Record, TV Excelsior e, em 1968, Ruth de Souza foi contratada pela Globo para atuar na novela “Passo dos ventos”, onde interpretou a mãe de santo Tuiá, uma mulher sábia cujos antepassados eram escravos, no Haiti.

Seu último trabalho foi na minissérie “Se eu fechar os olhos agora”, que foi ao ar este ano, na Globo. Na história recriada por Ricardo Linhares a partir do romance original de Edney Silvestre, ela viveu Madalena. Idosa e abandonada, a personagem era “adotada” pelos meninos Paulo Roberto (João Gabriel D’Aleluia) e Eduardo (Xande Valois) antes de ser assassinada de forma brutal e misteriosa.

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