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Chuvas na Grande Recife que já deixaram 91 mortos

Foto: Anderson Riedel e Clauber Cleber Caetano/PR

AFP – Pelo menos 91 pessoas morreram devido a deslizamentos de terra, desabamentos de casas ou arrastadas pela água e lama das enchentes que devastaram Recife e uma dezena de municípios pernambucanos, segundo o último balanço oficial.
As equipes de resgate procuram por “26 pessoas desaparecidas”, segundo o governo de Pernambuco.
“Tivemos problemas semelhantes em Petrópolis, sul da Bahia, norte de Minas. Estive ano passado no Acre também. Infelizmente, essas catástrofes acontecem, um país continental tem seus problemas”, afirmou o presidente Bolsonaro que visitou a região nesta segunda-feira (30).
“Estamos obviamente tristes, manifestamos nosso pesar aos familiares. O objetivo maior é confortar os familiares e atender a população com meios materiais”, acrescentou.
O governo federal anunciou uma alocação de R$ 1 bilhão para ajudar o governo local e os municípios com a resposta humanitária, o restabelecimento dos serviços básicos e, posteriormente, a reconstrução das casas.
Esta manhã, os bombeiros continuavam as buscas pelos desaparecidos na comunidade do Jardim Monte Verde, epicentro do desastre.
Sob um céu nublado, socorristas e garis trabalhavam nesta área íngreme com casas precárias localizada na divisa entre Recife e o município de Jaboatão dos Guararapes, onde um deslizamento de terra soterrou casas inteiras no sábado e causou a morte de vinte pessoas.
Previsão de novas chuvas
As chuvas começaram na terça-feira passada, mas se intensificaram no fim de semana. 
Entre a noite de sexta e a manhã de sábado, o volume de chuvas chegou a 70% do esperado para todo o mês de maio em alguns pontos da capital pernambucana.
“Ainda tem previsão de chuva para os próximos dias, as medidas de autoproteção precisam ser respeitadas, a população precisa respeitar os alertas da defesa civil local”, comentou nesta segunda-feira o ministro do Desenvolvimento Regional, Daniel Ferreira.
O Centro de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden) estima como “muito alta a possibilidade de ocorrência de alagamentos e inundações urbanas nas mesorregiões da Mata Pernambucana e Metropolitana de Recife devido aos acumulados de chuva nos últimos dias nas bacias hidrográficas e à previsão de continuidade de chuva ao longo do dia”.
A devastação também deixou cerca de 5.000 desabrigados ou deslocados e danos extensos à infraestrutura de vários municípios. 
As imagens deste fim de semana evocam o drama ocorrido em fevereiro em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, onde 233 pessoas morreram devido a chuvas torrenciais e deslizamentos de terra.
Segundo especialistas, tragédias desse tipo se devem, além das fortes chuvas, à topografia e à existência de grandes bairros com moradias precárias no Brasil, muitos deles construídos ilegalmente, em áreas de risco acentuado.

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