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Candidaturas impostas são fadadas ao fracasso …

As eleições de 2020 estão cada vez mais próximas, e atualmente já se começam as especulações sobre quem irá disputar a prefeitura do Recife em 2020. Por se tratar da principal prefeitura de Pernambuco e responsável por projetar politicamente seus ocupantes, Recife é considerada a joia da coroa das eleições municipais e por isso existe uma série de aspirantes ao cargo que se movimentam neste sentido.

Nas últimas eleições tivemos alguns episódios que corroboraram a tese de que para ser candidato a prefeito do Recife para apresentar alguma competitividade é preciso ter um projeto consistente, que signifique novidade mas também que tenha apoio político para se apresentar como alternativa viável. Foi o caso de João da Costa em 2008 e de Geraldo Julio em 2012, que mesmo sendo desconhecidos do grande eleitorado ganharam a eleição por terem apoios importantes.

E foram exatamente nestas duas eleições que ficou provado que as candidaturas precisam ter lastro e projeto para se tornar viáveis. Em 2008, Cadoca havia disputado a eleição anterior, e não conseguiu o apoio do seu então partido, o MDB, para tentar novamente a prefeitura. Lançou-se pelo PSC e findou com apenas 3,07% dos votos válidos, 30.929 votos.

Quatro anos depois, Raul Henry que tinha figurado em terceiro lugar no pleito de 2008, viu que não tinha reunido as condições de disputa e abdicou para apoiar o projeto de Geraldo Julio que sagrou-se vitorioso. Mendonça Filho insistiu no projeto de ser prefeito depois de figurar em segundo lugar, e ficou com apenas 2,24% dos votos válidos, com 19.403. Já Humberto Costa implodiu o PT para disputar a prefeitura, retirando a candidatura legítima de João da Costa, e figurou no terceiro lugar, atrás do azarão Daniel Coelho que polarizou com Geraldo Julio a disputa.

A história recente mostra que para apresentar uma candidatura minimamente competitiva é fundamental que junte partidos e lideranças políticas, sem qualquer tipo de imposição de nomes, mas construída junto a atores estratégicos tanto da política quanto fora dela. Portanto, a oposição precisará chegar a um entendimento sobre a estratégia adotada e os nomes que serão apresentados para que eles não repitam o desempenho de Cadoca em 2008 e Mendonça e Humberto em 2012. (Edmar Lyra)

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