Brasil não vai participar da abertura das caixas-pretas da LaMia na Inglaterra…

cycmj9qxaaelmsm-jpg-large

Brasil não irá participar do processo de abertura, degravação e leitura dos dados das caixas-pretas de voz e de dados do avião da LaMia que caiu na Colômbia em 28 de novembro, próximo a Medellín, matando 71 pessoas, entre eles jogadores do time do Chapecoense que seguiam para a final da Copa Sul-Americana, jornalistas brasileiros e parte dos tripulantes. O acidente deixou também 6 feridos (dois bolivianos e quatro brasileiros).

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) decidiu não enviar um representante para acompanhar a abertura das caixas do British Aerospace Avro RJ 85, prefixo CP-2933, de fabricação britânica em uma parceria entre a British Aerospace, BAE Systems e Avro Internacional. 

Continua…

A decisão de não enviar investigadores ocorre porque as informações dos gravadores de voo serão compartilhadas entre os órgãos participantes.

Apesar de não participar do momento da abertura das caixas-pretas, o Cenipa tem nesta investigação um oficial como “representante acreditado do Estado brasileiro”, o que significa que o investigador brasileiro que participará da investigação terá poderes como os demais investigadores internacionais, podendo vetar pontos que não concordar sobre as decisões da apuração, requerer inspeções ou perícias, formular hipóteses e receberá todas as informações que serão retiradas e estão nos gravadores.

Segundo a FAB, o Grupo de Investigação de Acidentes e Incidentes Aéreos (Griaa) da Colômbia, órgão oficialmente responsável pela apuração da tragédia, notificou e solicitou apoio do Brasil no caso. Em seguida, a Aeronáutica enviou dois investigadores para Medéllin: um deles, que será o representante acreditado, e outro, que é psicólogo e analisará fatores humanos que poderão ter influenciado na tragédia. Este psicólogo fará entrevistas com os brasileiros sobreviventes. (Fonte: G1)