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Brasil adota tom mais duro contra Rússia no Conselho de Segurança da ONU e apoia resolução contra Moscou

Blog Mário Flávio – O Brasil apoiou, ontem (25), uma resolução que criticava a “agressão” russa contra a Ucrânia no Conselho de Segurança da ONU, adotando uma postura mais crítica contra a invasão.
Apenas a Rússia foi contra a resolução, mas como o país é um membro permanente do Conselho e tem poder de veto, a resolução não pode ser adotada. China, Índia e Emirados Árabes Unidos se abstiveram de votar e 11 países apoiaram a medida.
Em seu discurso, o embaixador brasileiro na ONU, Ronaldo Costa, reforçou a defesa por uma solução pacífica para o impasse, mas criticou a Rússia de forma inédita desde o início da escalada de tensões.
“As preocupações de segurança manifestadas pela Federação Russa nos últimos anos, particularmente em relação ao equilíbrio estratégico na Europa, não dão à Rússia o direito de ameaçar a integridade territorial e a soberania de outro Estado”, afirmou o diplomata. “Acreditamos que o Conselho de Segurança tem que apresentar uma resolução com soluções diplomáticas e chegar a um acordo para todos. Mas nosso principal objetivo hoje é interromper imediatamente a hostilidade e reagir ao uso da força. Uma linha foi ultrapassada e esse Conselho não deve ficar em silêncio. Mantemos nossa firme convicção de que a ação militar não vai levar a um acordo final”.
O Brasil até então defendia uma solução negociada, mas não havia condenado diretamente a invasão russa à Ucrânia. Assim como o país, o México também defendia uma posição mais diplomática, e nesta sexta-feira votou a favor da resolução. Ambos os países sofrerram forte pressão dos países do Ocidente para aprovar uma condenação à Vladimir Putin.
Na última terça-feira, antes da invasão, Costa Filho já havia pedido uma resolução pacífica do conflito na Ucrânia. Mas até então, havia evitado fazer uma condenação mais contundente do país.
O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, até agora não condenou a invasão russa, seu vice, Hamilton Mourão, comparou Vladimir Putin ao nazista Adolf Hitler e acabou sendo desautorizado pelo presidente. A Chancelaria brasileira, por sua vez, vem adotando um tom mais diplomático e pede a suspensão imediata das hostilidades.

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