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30/05/2021
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Barroso é contra voto impresso: ‘Já passou o tempo de quebras da legalidade’, diz a jornal

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Diário de Pernambuco
Já passou o tempo de golpes, quarteladas, quebras da legalidade constitucional”. É o que destaca em entrevista ao jornal O Globo, o ministro e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso. Com a declaração, o ministro se mostra contrário aos desejos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e aliados, além de ser contra ao que declararam recentemente os oposicionistas Carlos Lupi (PDT) e o presidenciável Ciro Gomes (PDT). Estes dois últimos, inclusive, endossaram a pretensão pelo voto impresso via redes sociais. 
Barroso ressaltou, ainda, que um dos principais perigos do voto impresso é que as eleições sejam disputadas nos tribunais e não nas urnas. Durante entrevista ao jornal fluminense, Barroso relembra o caso de Donald Trump nos Estados Unidos. “(Donald) Trump, nos Estados Unidos, esperneou muito, mas está na Flórida, não em Washington. A democracia tem lugar para liberais, progressistas e conservadores. Nela só não cabem a intolerância, a violência e a não aceitação dos resultados legítimos das urnas”, destacou. 
Questionado sobre o principal objetivo dos grupos que propõem este tipo de votação, Barroso retrucou que isso é fruto de desconhecimento do funcionamento do sistema. Ele destacou que “o sistema é seguro, transparente e auditável”. Reforçou que está sendo montada “uma série de providências para deixar isso claro”. De acordo com o ministro, vídeos explicativos e uma comissão de observadores externos farão parte do processo que tornará público os resultados da segurança do atual sistema. 
A repórter Mariana Muniz o indaga sobre o clima de incerteza no processo eleitoral. Barroso responde que a incerteza não é exatamente no sistema eleitoral, mas o sistema político polarizado. “A incerteza que sempre deve existir na democracia é sobre o resultado da eleição, que somente se fica sabendo depois da contagem dos votos. O general (Alfredo) Stroessner, no Paraguai, costumava ser “eleito” com mais de 90% dos votos. Entre nós, Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo foram eleitos sem que houvesse incertezas. Nas democracias, é diferente. A única certeza que eu posso compartilhar é a de que o processo eleitoral é seguro e que vai proclamar quem efetivamente venceu. O resto é espuma e fumaça”, respondeu o ministro. 
Por meio de rede social, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, questionou a garantia de lisura do processo eleitoral brasileiro. Nas palavras dele: “sem a impressão do voto, não há possibilidade de recontagem. Sem a recontagem, a fraude impera”. “Quando tiver alguma desconfiança, alguma votação diferente de locais, você pode conferir esse voto… Esse é o segredo de toda a democracia no mundo! A possibilidade de recontagem”. 
Ciro Gomes também se manifestou:
Para ficar bem claro: o que Lupi defendeu, teoricamente, em uma entrevista, não foi a substituição do voto eletrônico por voto em papel. Mas o aperfeiçoamento da urna eletrônica, tornando-a capaz de gerar um canhoto impresso. (…)

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