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As caras novas na disputa pela prefeitura do Recife …

As eleições de 2020 marcam um ciclo de vinte anos dos partidos que integram a Frente Popular no poder, e também permitem o lançamento de nomes que podem efetivamente representar uma renovação, sobretudo em relação a nomes tradicionais que historicamente disputaram o comando da capital pernambucana.

Sensação das eleições de 2018 quando elegeu-se deputado federal com uma votação advinda de sua grande exposição nas redes sociais, Túlio Gadelha é tido como a grande novidade na disputa municipal pelo comando da capital pernambucana. O parlamentar tem todas as condições de se colocar como alternativa para um eleitorado de esquerda que nas últimas eleições apostou no PT e no PSB e que pode almejar outras opções.

No PSB, dois nomes despontam como novidades majoritárias, o primeiro deles é o deputado federal João Campos, tido como candidato natural para liderar o projeto de sucessão do prefeito Geraldo Julio. Apesar de jovem, João Campos obteve uma expressiva votação em 2018 que lhe possibilitou o posto de mais votado de Pernambuco e do Recife. Além disso, é o herdeiro político de Eduardo Campos que fez história quando foi governador de Pernambuco, e isso tende a pesar a favor dele quando se colocar efetivamente como candidato a prefeito. O segundo nome socialista é o também deputado federal Felipe Carreras. O parlamentar se preparou para suceder Geraldo Julio e considera que agora é a sua vez. Se porventura não for o nome do PSB, poderá ir para outra sigla, ainda que isso configure um risco de perda do seu mandato por infidelidade partidária.

A situação de Felipe Carreras se aplica a também deputada federal Marília Arraes, que precisará sair do PT para ser candidata a prefeita do Recife. Porém, esbarra no risco de perda do mandato. Se conseguir ser candidata, assim como Túlio e João, Marília se apresentaria como alternativa consistente ao eleitor de esquerda. Já no campo de direita, eis que surge como uma novidade com candidatura não declarada, a delegada Patrícia Domingos, que pode empunhar uma narrativa de apostar no novo e no combate à corrupção junto a um eleitor mais alinhado com o presidente Jair Bolsonaro, o segundo nome é o deputado estadual Marco Aurélio que nunca disputou majoritária e tentará um voo solo pela primeira vez. Saindo do polarização dos campos de esquerda e direita, o nome do suplente de senador Fernando Dueire tem sido visto como uma opção mais ao centro que representaria uma novidade no processo eleitoral, agregando experiência numa candidatura própria do MDB, cuja última vitória na capital se deu em 1992 com Jarbas Vasconcelos. (Edmar Lyra)

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