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A tentação do cercadinho e a retórica desastrosa de Lula

Foto: Ricardo Chicarelli/AFP

Da Veja – Desde a virada do ano, quando petistas começaram a falar em possibilidade de vitória de Lula no primeiro turno, o ex-presidente estava jogando parado. Ele atuava basicamente nos bastidores e deixava Bolsonaro se desgastar sozinho, em razão das múltiplas dificuldades enfrentadas pelo governo, como a pandemia de Covid-19 e a inflação. Com a recuperação do ex-capitão nas pesquisas, petistas têm exortado o ex-presidente a colocar a campanha nas ruas e participar de atos que reúnam não apenas seus apoiadores tradicionais, como tem acontecido até aqui.
A ideia é que ele dialogue com eleitores de centro numa tentativa de atenuar a rejeição ao PT e de afastar as suspeitas — alimentadas pelos rivais — de que fará uma gestão radical, e não moderada. Por enquanto, Lula se recusa a abandonar o seu cercadinho e, ao falar a plateias domesticadas, tem dado munição aos oponentes. Recentemente, ele criticou a classe média brasileira, conclamou sindicalistas a pressionarem os parlamentares até nas casas destes e disse que o aborto tem de ser encarado como uma questão de saúde pública — tese correta no mérito, mas problemática do ponto de vista eleitoral, já que tem potencial para afastar o eleitor religioso da campanha petista.
Todas essas declarações foram divulgadas pelos bolsonaristas nas redes sociais para desgastar o ex-presidente. Diante da ofensiva do adversário, Lula tentou explicar melhor o que quis dizer sobre cada um dos tópicos e atenuar o seu desgaste. Os próprios petistas, no entanto, admitem que as falas funcionaram como tiros no pé. A seguir, algumas perigosas derrapadas do ex-presidente:

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