Governador Paulo Câmara faz aceno a Lula…

No primeiro dia do encontro de vereadores do PSB, ontem, em Gravatá, o governador Paulo Câmara (PSB)  aproveitou o momento para elogiar as gestões do ex-presidente Lula (PT) e, ao mesmo tempo, Leia mais »

Marília anuncia aliança com Silvio Costa para formação de chapa…

Um dos maiores defensores da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante o processo de impeachment, o deputado federal Silvio Costa (Avante) fechou uma aliança com a vereadora do Recife e pré-candidata ao Governo Leia mais »

Venha pra TiConnect….

19     Leia mais »

Fator Marília Arraes coloca dúvida no PT…

A tendência positiva da vereadora Marília Arraes (PT) nas recentes sondagens para o governo do Estado têm colocado em dúvida as negociações de aliança entre PT e PSB em torno da reeleição do governador Paulo Câmara. O adiamento dessa Leia mais »

O vice de Paulo Câmara …

Nas eleições de 2010, na reeleição de Eduardo Campos, o então governador foi fustigado para trocar o seu vice João Lyra Neto, que para muitos não tinha envergadura para exercer o cargo, Leia mais »

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PSB avisou ao PT: aliança em Pernambuco não decola…

A direção do PSB já avisou o PT: é enorme a dificuldade do partido em cumprir a exigência dos petistas de firmar com eles aliança nacional, em troca de apoio do PT aos socialistas em Pernambuco. A informação é de Mônica Bergamo na sua coluna desta segunda-feira na Folha de S.Paulo.

A legenda está rachada e muitas lideranças não aceitam o apoio ao PT.

Por sua vez, Jaques Wagner (PT-BA) foi o escolhido por Lula para ler a carta que o ex-presidente escreveu para o lançamento de sua candidatura à campanha presidencial. O ex-governador da Bahia acabou recusando a missão.

Ele tinha aceitado fazer a leitura — mas, quando chegou ao comício, em Contagem (MG), no dia 8, foi surpreendido pela decisão da organização para que os governadores do PT também lessem o documento — cada um ficaria responsável por uma página.

Wagner então achou melhor ficar em silêncio. Argumentou também que, assim, a imprensa não passaria a especular com a possibilidade de ele ser o plano B para substituir Lula como candidato a presidente do PT —hipótese que voltou a circular com força na semana passada. Com o impasse, Dilma Rousseff acabou escalada para ler a mensagem. (Magno Martins)

PSB de Pernambuco reúne vereadores em seminário de formação política em Gravatá…

Com a finalidade de promover a formação política, fortalecer as lideranças parlamentares e a integração entre os vereadores socialistas, o PSB de Pernambuco e a Fundação João Mangabeira irão realizar, nos dias 18 e 19 de junho, no Hotel Canariu’s, em Gravatá, o Seminário de Formação Política – Vereador (a) Presente. No evento, serão apresentados painéis acerca da conjuntura nacional, estadual e ações desenvolvidas e os resultados da gestão do PSB no estado de Pernambuco, além da história de 70 anos do partido. O evento também vai tratar as novas ferramentas de comunicação e trazer exemplos exitosos de projetos elaborados por legisladores do PSB.

Todos os vereadores do PSB em Pernambuco estão sendo convidados para a atividade. As principais lideranças do partido também estarão presentes na atividade. “Nosso objetivo é promover a formação política e técnica dos nossos vereadores, a interação entre os nossos parlamentares municipais para troca de experiências e debater temas a respeito da administração do PSB em Pernambuco e novas formas de comunicação”, destaca o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes.

A abertura será feita pelo presidente estadual Sileno Guedes. O dirigente nacional Carlos Siqueira falará em seguida sobre a realidade brasileira e o que o PSB espera do futuro. Às 12h, o governador e vice-presidente nacional Paulo Câmara abordará os desafios e avanços na gestão em Pernambuco.

Na parte da tarde, haverá explanação da vereadora de João Pessoa, Sandra Marrocos, que falará como projetos de lei elaborados por socialistas estão beneficiando a população. Ainda durante a tarde, o coordenador da Escola Miguel Arraes, professor Adriano Sandri, faz uma exposição sobre o Projeto Brasil, documento elaborado pelo PSB e que mostra as diretrizes e princípios para o desenvolvimento nacional. A última palestra do dia 18 será do secretário estadual de Planejamento e Gestão, Márcio Stefanni, que mostrará como Pernambuco se manteve em desenvolvimento em período de crise nacional.

No dia 19, a especialista em Marketing Natália Marques e o jornalista Marco Bahe abordam a temática da Comunicação e Política. Em seguida, o jornalista Evaldo Costa fala sobre os 70 anos de história do
PSB. Para participar da atividade, é necessário que o vereador realize a inscrição até o próximo dia 15 de junho, no site do partido, preenchendo dados pessoais e informações acerca do mandato no link (http://www.psbpe.org.br/seminario-de-formacao-para-vereadores-do-psb-de-pernambuco/).

Promessa de veto a Marília anima PSB em PE…

Dois movimentos do PT balançaram o PSB: a publicação da resolução em que os petistas admitem entregar a vice na chapa presidencial à legenda e as intensas negociações pelo veto à candidatura de Marília Arraes (PT) ao governo de PE.

Pelo apoio do PSB na esfera nacional, o PT promete rifar a candidatura de Arraes, que hoje é a adversária mais poderosa e competitiva do governador Paulo Câmara (PSB). Ele tenta a reeleição.

Integrantes do PSB dizem que a tese de uma aliança nacional com o PT ganhou alguma força –percepção compartilhada até pelos que não aprovam a união. Ala numerosa, porém, ainda defende a neutralidade. Um terceiro grupo quer fechar com Ciro Gomes. 

O PSB aprovou resolução que define como será a divisão do fundo eleitoral. Dos R$ 118,7 milhões que o partido dispõe, 55% (R$ 45,7 milhões) serão destinados ao financiamento de candidaturas proporcionais e 45% (R$ 37,4 milhões) aos candidatos majoritários.

Para o dinheiro ser suficiente, a sigla vai reduzir o número de candidaturas. Há 11 postulantes a governador. O PSB tentará chegar a oito.  (Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo)

Para Aluísio Lessa, Armando ‘apela’ ao esconder que o PTB integra o governo Temer…

O deputado estadual Aluísio Lessa (PSB) criticou a postura do senador Armando Monteiro (PTB), sobre a relação do bloco de oposição no estado com a imagem do presidente Michel Temer (MDB). Segundo ele, o petebista “quer esconder” que seu partido integra o Governo Federal e indicou, para comandar o Ministério do Trabalho, a deputada federal Cristiane Brasil, que foi alvo de uma ação da Polícia Federal, nesta terça-feira (12).

“O senador é presidente estadual do PTB, que integra o governo Temer, com o Ministério do Trabalho. Até recentemente, defendiam o nome da deputada Cristiane Brasil para a vaga, que está sendo investigada pelo Ministério Público. Esse é o partido de Armando. Querer esconder que ele integra o governo Temer é apelo, desespero”, colocou.

No evento que lançou sua pré-candidatura ao governo, nesta segunda (11), Armando elogiou a figura do ex-presidente Lula e argumentou que o PSB terá que explicar como se posicionou contra os governos petistas e agora busca uma aliança com o partido. “Nós não fazemos alianças ocasionais. Não fazemos alianças oportunísticas”, pontuou.

Já Cristiane Brasil foi alvo de mandados de busca e apreensão nos seus endereços, por causa de mensagens de celular trocadas entre ela e um dos principais investigados da Operação Registro Espúrio, o ex-coordenador de Registro Sindical do Ministério do Trabalho Renato Araújo Júnior. Há indícios, segundo a investigação, de que a congressista integrava esquema de cobrança de propina em troca da liberação de cartas sindicais.

PP
O socialista também comentou sobre a presença do deputado federal Marinaldo Rosendo (PP) no evento oposicionista. O partido integra a base de governo, mas ameaça migrar para a oposição caso não seja contemplado com uma vaga na chapa da Frente Popular. “Ao que me consta, o deputado Marinaldo Rosendo é uma figura que chegou recentemente ao PP. Chegou com o único objetivo de buscar sua reeleição. Então saiu de onde estava, como deputado eleito pelo PSB. Mas não acho que ele fala nem pelo presidente estadual Eduardo da Fonte, muito menos pelos 14 deputados do partido na Assembleia Legislativa. Não vejo ele representar o sentimento desses que são aliados de Paulo Câmara, desde a eleição de 2014”, disse. (Blog da Folha)

PT decide por prioridade ao PSB. Marília pode sobrar…

Executiva do partido ressaltou a primazia do projeto nacional sobre as disputas regionais

Catia Seabra e Carolina Linhares – Folha de S.Paulo

Sob protestos da esquerda do partido, o comando do PT formalizou ontem (9) a disposição de sacrificar suas candidaturas estaduais em troca do apoio do PSB e do PCdoB na corrida presidencial.

Por 19 votos contra cinco e uma abstenção, a Executiva Nacional do PT registrou em papel que “está clara a primazia do projeto nacional sobre as disputas regionais”. A resolução submete as candidaturas e alianças estaduais à prévia autorização da cúpula partidária.  “Toda e qualquer definição de candidaturas e política de aliança nos estados terá que ser submetida antecipadamente à Comissão Executiva”, diz a nota.  Ex-ministro e chefe de gabinete da presidência do PT, Gilberto Carvalho afirma que “este é um sinal” para o PSB. Segundo petistas, seus termos foram discutidos com integrantes do PSB.

Redigido após quatro horas de discussão, o texto sela um compromisso com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB): a candidatura da petista Marilia Arraes   (foto) será abortada caso ele leve o PSB para o palanque do PT à Presidência.

A resolução determina como prioridade “construir uma coligação nacional para apoiar a candidatura Lula com PSB, PCdoB e outros partidos que venham a assumir este apoio”.

O documento diz também que “essa construção passa pela indicação do candidato a vice-presidente em entendimento com os partidos aliados”.

Durante a reunião, o PT de Minas engrossou uma pressão para que Marilia admitisse desistir em favor de uma composição nacional com o PSB, na qual o ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda pudesse ocupar a vice na chapa presidencial.

Nesse acerto, Lacerda não concorreria ao Palácio da Liberdade contra a reeleição do governador Fernando Pimentel. Embora estivesse em Belo Horizonte, Marilia não participou da reunião. Mas enviou representantes.

Líder da minoria na Câmara, José Guimarães (CE) afirma que a centralidade política da resolução aprovada é a aliança nacional com PSB e PCdoB. “E nos estados, eles nos apoiam onde governamos e nós os apoiamos onde eles governam”, concluiu.

Antes descrentes quanto às chances de aliança, petistas decidiram investir nela depois que enterradas as candidaturas do PSB à Presidência.

A estagnação das candidaturas de Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) nas pesquisas também estimulou o assédio sobre o PSB.

A ideia é consolidar uma aliança e manter a candidatura do PT sob holofotes antes que esses adversários possam esboçar um crescimento.

Por isso, o PT acelerou a negociação. Vice-presidente do PT, Márcio Macedo, rejeita a ideia de sacrifício. “Queremos uma aliança nacional com PSB e PCdoB”.

Dirigentes do PSB não gostam da hipótese de apoiar o PT sem saber qual será o candidato do partido.

Mas, segundo petistas, a manutenção de Lula à frente das pesquisas, com alto potencial de transferência de votos, tem aplacado resistência.

O PT tem dois nomes à mesa para substituir Lula: os ex-ministros Jaques Wagner e Fernando Haddad.
Com força no Nordeste, Wagner tem a simpatia dos líderes petistas. Haddad agrada a militância.

Depois de Dilma Rousseff, Haddad foi o mais aplaudido ao ter seu nome anunciado no ato de lançamento da pré-candidatura de Lula, na noite de sexta-feira (8), na cidade de Contagem.

Há ainda no PT a possibilidade da indicação de um nome sem tanto brilho pessoal, para deixar evidente sua subserviência a Lula.

Humberto admite construção de ‘consenso’ antes do dia 10…

Humberto Costa
Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Se no PSB já reinava uma expectativa de que a definição do PT sobre aliança no Estado saísse antes dia 10 – data agendada pela sigla para votar se terá ou não candidatura própria -, como a coluna registrou no último sábado, do lado do PT, a hipótese também passa a ser considerada. Ontem, o senador Humberto Costa fez a seguinte ponderação: “Naturalmente, se a gente construir um consenso ou uma posição unificada antes disso (dia 10), o encontro (do PT) vai ser feito, mas terá um caráter diferente”. Antes disso, fez uma consideração: “O trabalho todo nosso é para construir a decisão, qualquer que seja ela, no entendimento, na conversa, no convencimento de uma parte pela outra”. Ainda segundo o senador, hoje, existe “maioria pequena” favorável à realização de uma aliança, “porque isso é uma coisa do interesse nacional do PT”. No entanto, se a direção nacional der uma orientação objetiva nesse sentido, “essa maioria cresce bastante”, pontua Humberto.

Sobre a vídeoconferência realizada ontem, entre a direção nacional e representantes do PT de Pernambuco, Humberto classificou: “A presidenta (Gleisi) colocou muito claramente que, desde novembro, existem conversas iniciais, que se intensificaram ao longo desses últimos dois meses, especialmente no último mês”. Havia uma reunião agendada entre Gleisi e Paulo Câmara para a última terça-feira, que acabou não ocorrendo em função dos transtornos causados pela crise de abastecimento. A presidente nacional, por sua vez, já tentava, desde a última sexta-feira, promover encontro com os petistas pernambucanos, o que acabou se dando por vídeoconferência na última quarta. Gleisi não bateu o martelo durante a conversa com correligionários pernambucanos, mas ficou de remarcar com Paulo Câmara, segundo Humberto. E esse novo encontro pode ser decisivo. (Renata Bezerra de Melo / Folha de Pernambuco)

 

Negociação não anda: Paulo Câmara, PT, PSB e Marília…

Coluna do Estadão – Andreza Matais

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, quer condicionar o apoio do PT à candidatura à reeleição do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), à defesa do indulto para Lula.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, respondeu a Gleisi que não poderá atender à exigência porque o partido tem muitas alas.

Desesperado pelo apoio dos petistas, Paulo Câmara disse que ele topa adotar a bandeira.

O governador pernambucano já tentou até visitar Lula na prisão. Ele quer que o PT desista de lançar Marília Arraes na disputa ao governo. Recebeu do mineiro Fernando Pimentel (PT) promessa de que ela será inviabilizada na convenção.

Enquanto isso, a sogra de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e uma empresa da qual ela é sócia repassaram R$ 252,7 mil para a SM Terraplenagem, firma ligada a Adir Assad, usada para lavar dinheiro do petrolão.

Os dados são do MPF, que levantou a movimentação da SM de 2007 a 2013. Maria Teresa de Abreu Moreira (a sogra) é vinculada a R$ 109,6 mil; a Geobase Construção e Pavimentação, a R$ 143 mil.

Procurados, Maria Teresa, a Geobase e a defesa de Adir Assad não se manifestaram.

Siqueira diz que decisão de Barbosa é compreensível…

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse, hoje, ser compreensível a decisão do ex-ministro Joaquim Barbosa de não ser candidato à Presidência da República pelo partido nas eleições deste ano. O dirigente informou também que o partido deve se reunir nas próximas semanas para discutir se vai tentar viabilizar outra candidatura ao Planalto ou não.

“Ele (Barbosa) avisou hoje cedo. Ligou agradecendo muito ao partido, disse que refletiu muito e que tinha decidido não ser candidato.”, afirmou Siqueira ao Estadão/Broadcast. De acordo com ele, Barbosa alegou questões de foro íntimo para não disputar. “Disse a ele que era compreensível, porque é uma decisão de foro muito íntimo ser ou não candidato numa eleição”, afirmou, sem explicar quais as razões de foro íntimo do ex-ministro.

O presidente do PSB contou que esteve com o ex-ministro do STF na semana passada, quando acertaram a contratação de assessores e marcação de encontros com economistas e especialistas na área social para discutir pontos de um futuro plano de governo. “Estivemos juntos na semana passada, tomamos uma série de decisões, mas ele recuou”, declarou o dirigente partidário.

Siqueira disse que a decisão de Barbosa “não chega a ser completamente uma surpresa”. “Essa dúvida ele sempre teve”, disse. “Nós nunca asseguramos a legenda para ele, assim como ele nunca assegurou para nós que seria candidato. Então, estava dentro do combinado”, acrescentou. O presidente disse que o partido vai discutir o que fazer a partir de agora nas próximas semanas. “Vamos discutir esse assunto posteriormente”, declarou.

Após meses de especulações e articulações de bastidores, Barbosa anunciou sua decisão de não disputar o pleito deste ano, em sua conta no Twitter. “Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a Presidente da República. Decisão estritamente pessoal”, escreveu o ex-ministro, que havia se filiado ao PSB no final de abril. (Magno Martins)

PSB deve decidir oficialmente candidatura de Joaquim Barbosa nesta semana…

Por Valdo Cruz / G1

Depois pontuar de 8% a 10% em pesquisa de intenção de voto do Instituto Datafolha divulgada domingo (15), o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa vai se reunir nesta semana com a cúpula do PSB para decidir oficialmente o lançamento de sua candidatura à Presidência da República. 

Barbosa se filiou ao PSB, mas ainda não houve uma decisão oficial do partido pelo anúncio de sua candidatura. Havia resistências em alguns setores da legenda a seu nome, mas o presidente da sigla, Carlos Siqueira, avalia que estão sendo contornadas.

EMPOLGAÇÃO – “Vamos nos reunir nesta semana para ter uma definição”, disse Siqueira ao blog, comemorando a estreia do nome de Joaquim Barbosa nas pesquisas. “Sem lançamento de seu nome, ele já saiu com 8% a 10% na pesquisa Datafolha deste domingo”, destacou Siqueira.

Apesar das resistências internas, reservadamente líderes do PSB dizem que é preciso lançar oficialmente a candidatura de Joaquim Barbosa o mais rápido possível, provavelmente no mês de maio. É que a campanha deste ano será curta e, para reforçar o nome do ex-presidente do STF, seria preciso usar, na avaliação de integrantes do PSB, o período da pré-campanha.

Sílvio Costa: “o PSB foi o grande algoz das esquerdas”…

A política é a arte do diálogo, mas, dependendo do político, pode ser também a arte da desfaçatez. A visita ou tentativa de visita do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), ao ex-presidente Lula, em Curitiba, é um exemplo de cinismo político reles. O PSB foi o grande responsável pelo impeachment da presidente Dilma, em 2016, uma ruptura da ordem democrática que desorganizou o país e fragilizou as instituições, levando à situação grave que hoje vivemos.

O PSB tinha o número suficiente de deputados para evitar o impeachment de Dilma, porém, ao contrário, ajudou a arrancar do poder a presidente eleita pelos brasileiros. Sendo mais realista, eu diria que o PSB foi tão algoz do país quanto o PMDB, PSDB e DEM. Além da derrubada de Dilma, os socialistas – e os de Pernambuco têm o poder na legenda – são responsáveis por um segundo mal à população mais carente: o impeachment desorganizou as esquerdas no Brasil. O PSB é o maior algoz das esquerdas brasileiras.

Uma análise lúcida dos trágicos episódios políticos do país vai demonstrar que os socialistas, desde 2013, quando abandonaram o governo, trabalharam para derrubar Dilma. Depois de alcançar o objetivo, em 2016, calaram-se, tentando aparentar um postura de neutralidade ao governo Temer.

Acontece que o golpe não se limitava à derrubada de Dilma. Lula viria depois. O golpe previa a prisão do ex-presidente Lula, a busca por destruí-lo política e pessoalmente. Lula é o primeiro ex-presidente preso, e sem ter a materialidade do crime. Grande parte do saber jurídico nacional afirma que não há provas contra Lula, o que joga a sua condenação ao limbo da perseguição e da condenação política.

O PSB tem culpa sobre tudo isso. Mas, agora, Paulo Câmara quer a aproximação e aliança com o PT por mero cálculo eleitoral. O governador quer, de todo jeito, retirar a candidatura de Marília Arraes. Ele tem medo de Marília porque sabe que, estando ela na disputa, Paulo Câmara corre o risco de sequer ir ao segundo turno.

Paulo Câmara busca, agora, encobrir o mal que o PSB fez ao país e às esquerdas. Ele e o PSB, que em 2014 votaram em Aécio Neves (PSDB). Eu pergunto: o que seria deste país e da Lava Jato se o senador mineiro tivesse sido eleito? O PSB tenta reparar o mal que fez a Pernambuco e ao Brasil. O PSB foi profundamente desleal com o ex-presidente Lula. Acredito na militância do PT. Ela não vai esquecer o que Paulo Câmara e seus aliados fizeram contra os ex-presidentes Dilma e Lula.

* Sílvio Costa é vice-líder das oposições na Câmara dos Deputados.

Eleições 2018: Joaquim Barbosa entra no PSB e pode disputar a Presidência…

Por Cristiane Jungblut – O Globo

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa decidiu que vai se filiar ao PSB até o dia 7 de abril e pode disputar a Presidência da República pela legenda. Este é o prazo final para que qualquer pessoa que pretenda concorrer nas eleições deste ano se filie a alguma sigla partidária.

A decisão foi comunicada ao presidente do Partido Socialista Brasileiro, Carlos Siqueira, e ao deputado federal Alessandro Molon (RJ) durante encontro realizado na manhã desta quinta-feira, em uma padaria de Brasília. No entanto, publicamente Siqueira é cauteloso:

—- Avançamos muito na reunião, mas para termos certeza da vinda dele ainda teremos que aguardar mesmo até o dia 7, até que esteja assinado. O PSB conseguiu reverter todas as resistências internas à filiação de Barbosa e ao lançamento de sua candidatura à Presidência.

O ex-deputado Beto Albuquerque (RS) e o ex-ministro Aldo Rebelo já haviam entregado carta à direção se disponibilizando para concorrer ao Palácio do Planalto. Mas o clima de disputa já arrefeceu. Albuquerque deve concorrer ao Senado pelo Rio Grande do Sul e Rebelo demonstrou à cúpula partidária que não criará problemas caso Barbosa realmente queira concorrer ao governo federal.

Uma vez filiado, Barbosa teria candidatura praticamente certa no PSB…

Por Maria Carolina Marcello

Caso decida se filiar ao PSB, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa teria sua candidatura ao Palácio do Planalto praticamente viabilizada, garantem fontes do partido.

A ideia da candidatura de Barbosa, até pouco tempo defendida por poucos socialistas, ganhou força dentro da sigla e tem como trunfo a grande viabilidade eleitoral do ministro atestada em pesquisas qualitativas, garante uma das fontes.

“Na hora em que ele se filiar está praticamente viabilizado, ele não tem que ‘pegar fila‘”, disse a fonte, referindo-se à lista de possíveis nomes a serem lançados como candidatos do PSB.

“Quando ele se filiar e bater os 15 por cento (em pesquisas eleitorais), quem vai fazer ele pegar fila?”.

Essa fonte, assim como outra do PT, confirmam pesquisas e análises segundo as quais Barbosa poderia angariar boa parte do eleitorado petista.

Um exemplo da empolgação de socialistas é a disposição do vice-presidente de Relações Governamentais do partido , Beto Albuquerque (RS), de abrir mão de seu próprio nome como candidato do partido.

“Sempre estive à disposição, no Congresso do partido distribuí documento defendendo a candidatura própria e colocando o meu nome como candidato”, disse Beto à Reuters.

“Obviamente que se ele se filiar não vou disputar com ele. Ele tem meu apoio. Retiro minha postulação em 2018 para apoiar Joaquim Barbosa”, afirmou.

O ex-deputado, que concorreu como candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva nas últimas eleições, deve se dedicar à disputa pelo Senado caso Barbosa se confirme candidato do PSB.

Apesar de ter ganhado fôlego, a candidatura de Barbosa ainda não está definida e depende, antes de mais nada, de sua filiação ao PSB. E isso tem que ocorrer até 7 de abril, prazo máximo para quem deseja disputar as eleições de outubro estar filiado a um partido.

O convite já foi feito, ainda em 2017, e resta saber se Barbosa embarcará na sigla. Uma vez filiado, a candidatura se construiria de maneira natural, avalia uma das fontes.

Outra fonte explica que filiado, Barbosa poderia se inteirar e conviver com os correligionários e trabalhar até julho, quando ocorre a convenção partidária para a oficialização da candidatura.

Resistência

Ainda que tenha crescido entre os socialistas, a candidatura de Barbosa enfrenta resistências no partido, principalmente por parte de candidatos a governos estaduais, que temem reviravoltas nas alianças locais que já vêm sendo negociadas.

Pesa também, para os que se opõe à ideia, a questão financeira: uma candidatura presidencial abarcaria boa parcela dos recursos destinados à campanha.

Resolução aprovada no último congresso do PSB autorizou a direção nacional a negociar em três frentes diferentes. A mais defendida, no momento, é a da candidatura própria, tendo Barbosa como o nome mais forte.

O segundo caminho, que pode ser adotado pela direção a depender do desenrolar do cenário eleitoral, diz respeito a coligações e alianças em nível nacional, desde que com partidos que tenham identificação com o PSB.

E a terceira via seria nem investir em candidatura própria nem em coligações nacionais, mas priorizar a eleição de deputados federais – a meta é chegar a mais de 40 deputados – e de governadores em até 10 estados.

Nesse contexto, a eleição do vice-governador de São Paulo Márcio França é tida como “prioridade zero”, tanto pela importância do Estado, quanto pelo impacto de uma eleição dessas na estratégia nacional do partido.

Pesquisa Datafolha do final de janeiro mostrou Barbosa com 5 por cento das intenções de voto, em seu melhor cenário. (Reuters)

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