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Armando Monteiro representa maior coligação oposicionista dos últimos tempos …

Pré-candidato a governador de Pernambuco, o senador Armando Monteiro será oficializado no próximo sábado como candidato de uma coligação que possui garantidos pelo menos doze partidos, configurando-se na maior frente política de um projeto oposicionista da história recente. Além do mais, serão dois senadores, uma dezena de deputados federais, quase quinze deputados estaduais, e dezenas de prefeitos de todo o estado.

No que diz respeito aos prefeitos, é importante frisar que Armando Monteiro será apoiado pelos prefeitos de Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Garanhuns, São Lourenço da Mata, Igarassu, Belo Jardim, Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru, Petrolina e Araripina, que juntos representam parte significativa do eleitorado, e que terão papel imprescindível na eleição deste ano.

Diferentemente de 2014 quando foi colocado como candidato de mudança num forte sentimento de continuidade, Armando será novamente candidato num quadro em que o eleitor sinaliza pelo desejo de mudança. Essa frente política montada em torno de Armando, diga-se de passagem, com muita harmonia entre os aliados, foi construída sem qualquer tipo de imposição da parte do petebista, que acabou sendo ungido como candidato sem ter qualquer aresta.

Armando que já foi três vezes deputado federal, presidente da CNI, ministro e senador, tem envergadura suficiente para exercer o cargo de governador, que há anos é o seu maior desejo. Se em 2014 ele teve Eduardo Campos como um grande óbice ao seu projeto, em 2018 ele dependerá exclusivamente dele para chegar ao segundo turno e tentar quebrar uma hegemonia que já dura doze anos.

Como candidato de uma ampla frente política, o senador Armando Monteiro conta com importantes apoios na politica, como o do senador Fernando Bezerra Coelho, que já prometeu ser um leão-de-chácara na tentativa de levá-lo ao Palácio do Campo das Princesas em 2019. Armando é definitivamente o candidato da mudança em Pernambuco, mas não uma mudança para caminhos incertos, pelo seu perfil, pela sua história e sobretudo pela sua experiência, ele é a mudança mais segura que será ofertada a Pernambuco nestas eleições. (Por Edmar Lyra)

Oposição irá com força máxima para a disputa em outubro …

O anúncio oficial da pré-candidatura de Bruno Araújo a senador que ocorrerá neste sábado na sede do PSDB tem um significado muito forte para a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, que é o de a oposição estar apresentando o que tem de melhor em seu palanque para a eleição e todos eles arriscando mandatos eletivos. Com Armando Monteiro na cabeça de chapa e Mendonça Filho na outra vaga do Senado, os três principais partidos da coligação estarão contemplados na majoritária.

Muito se falava que Bruno Araújo não teria coragem de encarar uma majoritária por ter uma reeleição líquida e certa de deputado federal e estar há quase duas décadas ocupando mandatos eletivos ininterruptos. É evidente que a disputa de senador é bola dividida para todos os candidatos, tal como a de governador, e isso denota o empenho de Mendonça e Bruno para fazer de Armando governador de Pernambuco.

Além da dúvida sobre a coragem de Bruno de entrar na majoritária, o Palácio do Campo das Princesas sempre sublinhou que a oposição não conseguiria se entender para apresentar um projeto para Pernambuco. Diferentemente das pré-candidaturas do PT e do PSB, que seguem em dúvida quanto a composição completa da chapa majoritária, deixando pra última hora a definição, a oposição só falta definir o vice-governador, que poderá ser ocupado por nomes que já integram a oposição como Fred Ferreira e Daniel Coelho ou por um nome de um partido que integra a coligação governista, como Kaio Maniçoba do Solidariedade ou Sebastião Oliveira do PR, caso decidam marchar com a oposição.

Essas definições na oposição apontam que o grupo formado em 2017 por integrantes que foram expulsos da Frente Popular pelo próprio governador Paulo Câmara está com um único desejo, que é o de vencer a eleição e acabar com a hegemonia do PSB. Apesar das discórdias ocorridas recentemente, ao que parece, com a escolha de Bruno Araújo para senador, a unidade oposicionista ficou mais firme, uma vez que se houvesse qualquer tipo de aresta, jamais Bruno entraria no páreo, indicando um nome pouco representativo para a majoritária.

No futebol a gente entende como força máxima um time que coloca o que tem de melhor no seu elenco para o jogo e conquistar o campeonato. A oposição fez isso, se ganhará o campeonato, no caso a eleição, somente o tempo irá dizer, mas ninguém pode afirmar que no palanque oposicionista existem nomes irrelevantes para o jogo, entraram todos os melhores que poderiam entrar para tentar vencer a disputa. (Por Edmar Lyra)

Em ato, Oposição aponta barganha política do Governo…

O evento que oficializou a entrada do Grupo dos Ferreira e do PSC à frente “Pernambuco Vai Mudar”, hoje, foi marcado por duras críticas ao governo do Estado, que já é visto sem capacidade administrativa, falta de liderança política e que vem tentando atrair apoios em troca de cargos. O ato reuniu cerca de 2 mil pessoas, na galeria The Garden Mall, em Piedade, Jaboatão dos Guararapes. Estiveram presentes os pré-candidatos a governador Armando Monteiro (PTB) e a senador Mendonça Filho (DEM), o prefeito Anderson Ferreira (PR), o presidente do PSC e deputado estadual André Ferreira, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), o deputado federal Bruno Araújo (PSDB) e os ex-governadores Joaquim Francisco (PSDB), João Lyra Neto (PSDB) e Roberto Magalhães (DEM), entre outras autoridades.

O pré-candidato a governador Armando Monteiro ressaltou que o Grupo dos Ferreira tem credenciais políticas para compor a chapa e que o os Ferreira se juntarão à Frente para iniciar a discussão. O petebista também frisou que o projeto da Frente das Oposições tem o compromisso de resgatar a liderança de Pernambuco e oferecer um novo caminho à população. “Em todos os momentos que conversamos com o Grupo Ferreira, em nenhum momento o nosso entendimento passou por exigência de cargos e posições. Agora, quando me perguntam quando vamos fechar a chapa, quais são os nomes, digo que Anderson e André estarão dentro dessa frente e vão construir conosco essa solução. Hoje, Pernambuco tem governador, mas não tem governo. E a tarefa desse conjunto de forças é restabelecer a autoridade do governo”, afirmou Armando.

Em seu discurso, o prefeito Anderson Ferreira ressaltou seu apoio a Armando Neto, destacando a liderança do pré-candidato à frente do grupo. “Liderança não se impõe, se conquista. Aprendi a fazer política com ética e não tenho medo da máquina. Vejo a máquina do Estado fazendo conchavos e eles achavam que os Ferreira iriam se render a este tipo de política. Nós entregamos nossos cargos e viemos somar com este grupo. Viemos sem impor condições e para criar um caminho que agregue. Nosso grupo soma e é a porteira de entrada para novos adeptos que tenham essa mesma coragem. Política se faz assim, com diálogo e sem barganha”, disparou.

O deputado André Ferreira ressaltou que a decisão de romper com o Governo Estadual foi por este ter perdido a capacidade administrativa. “Pernambuco é o Estado com maior desemprego no Nordeste. São 12 anos de um Governo sem condições de recuperar o Estado. Precisamos de um líder de verdade e você, Armando, é o líder deste grupo. As ruas estão cada vez mais ruidosas, pedindo mudança. Encontramos aqui políticos sérios e experientes para mudar o rumo de Pernambuco. Estamos vindo sem impor condições. Tenho disposição de atuar em qualquer posição para contribuir da melhor forma possível”, disse o dirigente do PSC.

Para Mendonça Filho, a Frente das Oposições vem ampliando cada vez mais o leque de apoios em todas as regiões do Estado e agregando forças políticas em prol de um novo projeto político para Pernambuco. “Essa mobilização política é cada dia mais crescente, a cada dia vai aumentar. Outras unidades virão, outras forças se somarão a este palanque para mostrar que Pernambuco vai tomar uma decisão correta no dia 7 de outubro com a mudança que é exigida pela população”, cravou o pré-candidato a senador. (Magno Martins)

Ato das oposições com André Ferreira será na terça…

Já está agendado e ocorrerá na manhã da próxima terça-feira o ato festivo em que o clã Ferreira sacramentará o apoio ao grupo das oposições. O local escolhido para sediar o ato foi o segundo colégio eleitoral do Estado, gerido por Anderson Ferreira: Jaboatão dos Guararapes. Como a coluna cantou a pedra ainda no dia 8 de junho, o deputado estadual André Ferreira, a interlocutores, já havia sinalizado a intenção de promover um evento para cravar sua postulação ao Senado que se desse em momento posterior ao anúncio de Armando Monteiro Neto como pré-candidato a governador e de Mendonça Filho como pré-candidato a senador. Naquele momento, pessoas próximas davam conta de que a intenção era fazer um evento grande em Jaboatão.

Oposicionistas têm preferido dizer que o encontro festivo selará, primeiro, a declaração de apoio e que ainda conversam para amarrar a candidatura de André ao Senado. Mas tudo se desenha para que o deputado seja o nome a completar os concorrentes à Casa Alta na chapa encabeçada pelo petebista. No PSDB, inclusive, foi a possibilidade de atrair o PSC que levou integrantes do tucanato a afirmarem que abririam mão de indicar um nome para o Senado. O PR, de Anderson Ferreira, está na base governista, presidido no Estado pelo deputado federal Sebastião Oliveira, mas o prefeito assinou junto com André Ferreira a nota que formalizou, ontem, o rompimento da família com a gestão Paulo Câmara. E os Ferreira subiram o tom. Governistas e o PSB, por meio de notas, reagiram. Anderson pode não levar o PR, mas o fato de governar o segundo maior colégio eleitoral do Estado carrega uma simbologia e integrantes do grupo Pernambuco Quer Mudar realçam esse fato. À coluna, reforçam que a “comunhão” com os Ferreira já estava acertada há cerca de um mês. Armando e Mendonça estarão ao lado de André no ato da terça-feira e a chapa parece tomar contornos mais definidos. (Renata Melo / Folha de Pernambuco)

Na oposição, cresce “desejo de resolver a questão André”…

A chapa pode até não ser fechada logo, mas integrantes da oposição já começam a defender, nas coxias, que o senador Armando Monteiro Neto fixe um prazo para o deputado estadual André Ferreira cravar sua decisão sobre estar ou não na aliança oposicionista. Nos bastidores, ontem, parlamentares observavam que passou a crescer no grupo um sentimento de que “os Ferreira estão usando a oposição para se valorizar junto ao Palácio das Princesas”. Em reserva, um membro do grupo Pernambuco Quer Mudar pontua: “Os Ferreira já sabem que não terão vaga no Senado ao lado de Paulo (Câmara), mas ainda assim não declaram apoio a Armando Monteiro.

E se vierem para oposição é por terem sido excluídos na chapa do governador. E isso deprecia Armando”. Outro graduado integrante desse mesmo time avalia a situação da seguinte forma: “Há um desejo de resolver a questão”. Há quem aponte que “apressar” André pode ser ainda uma forma de deixar nas entrelinhas que o incômodo cresceu a ponto de que, talvez, não seja mais confortável sacramentar essa aliança. Nesse contexto, há quem ventile o nome do deputado federal Daniel Coelho, do PPS, para ocupar a vaga do Senado, ressaltando que ele teria disposição de ir para o embate com o grupo governista. André Ferreira, no entanto, representaria um partido a mais na aliança ao agregar o PSC. Oposicionistas começaram a contagem regressiva. (Por Inaldo Sampaio)

Oposição não sinaliza projeto para o estado

Construção de três hospitais, redução da conta de energia, integração do transporte público. Essas foram três das propostas apresentadas por Eduardo Campos em 2006 quando se lançou candidato a governador de Pernambuco. Naquela ocasião o então governador Jarbas Vasconcelos era bem-avaliado, porém não conseguiu construir uma narrativa de continuidade, o que evidentemente fragilizou seu sucessor na disputa, mesmo tendo sido vitorioso na disputa pelo Senado.

No anúncio realizado nesta segunda-feira sobre os dois pré-candidatos da chapa majoritária da oposição, vide Armando Monteiro para governador e Mendonça Filho para senador, não se ouviu nada que diferenciasse o grupo representado na postulação de Armando do atual governo.

O que se viu foi uma enxurrada de críticas ao governo Paulo Câmara sem apresentar soluções. Para que o eleitor insatisfeito com o atual governo escolha a postulação de Armando, é preciso que ele identifique um projeto, algo que não se viu em nenhum dos quatro atos anteriores e muito menos ontem, quando era fundamental que o palanque aproveitasse aquele momento para dar um start no que será apresentado para que o eleitor enxergue efetivamente uma mudança para melhor no estado caso escolha Armando como seu candidato.

Se a oposição quiser vencer a eleição em outubro, não adianta atacar a segurança pública sem dizer como fará para resolver o problema. De nada adianta dizer que o governo não funciona se não apresentar um projeto que mostre como irá funcionar se houver uma mudança de comando.

Enquanto o time liderado por Armando Monteiro ficar restrito a críticas ao atual governador, será muito difícil conquistar eleitores indecisos, uma vez que eles estão ávidos por propostas e projetos para poder mudar. Sem propostas e projetos no campo oposicionista, o eleitor dificilmente irá trocar de governador. (por Edmar Lyra)

Armando uniu a oposição para as eleições deste ano… 

Pré-candidato a governador de Pernambuco, o senador Armando Monteiro em nenhum momento colocou sua postulação como irreversível, chegando a ter uma prudência até excessiva mesmo sendo um nome natural para representar o grupo oposicionista. As circunstâncias políticas acabaram fazendo dele o nome natural de um grupo que possui dois senadores, quatro ex-governadores, dez deputados federais, oito deputados estaduais e prefeitos de importantes cidades como Ipojuca, Caruaru, Petrolina, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Belo Jardim, Araripina e Igarassu.

É indiscutível que Armando Monteiro exerce forte liderança e grande capilaridade no meio político, e sua característica serena, cordial e respeitosa, faz dele um candidato competitivo pela sua credibilidade política. São poucos políticos que conseguem liderar um grupo de deputados federais, estaduais e prefeitos tão representativo como o que Armando lidera, e esse foi mais um motivo que o credenciou para a disputa.

Se em 2014 Armando foi um candidato de mudança numa conjuntura do forte desejo de continuidade, em 2018 seu projeto representa o que representava em 2014, porém a conjuntura é de uma clara fadiga de material do PSB e naturalmente um desejo de mudança. Vale ressaltar que o partido hegemônico no estado não contará mais com a presença de Eduardo e muito menos com a comoção da sua morte que impulsionou Paulo Câmara rumo a vitória em 2014 e isso tem um peso fundamental.

Armando também contará com um verdadeiro leão de chácara na sua campanha, que é o também senador Fernando Bezerra Coelho que está com sangue nos olhos para derrotar o PSB e terá papel fundamental no Sertão para fortalecer ainda mais o projeto de Armando. Fernando sabe que a vitória de Armando será fundamental para a sobrevida do seu grupo político, e já deixou claro que empenho não faltará para o êxito de Armando Monteiro em outubro.

Apesar de haver críticas ao perfil de Armando, que é mais reservado, é importante lembrar que apenas Eduardo Campos foi um ponto fora da curva, sendo bastante carismático, Miguel Arraes, Jarbas Vasconcelos, Joaquim Francisco e outros governadores sempre foram sisudos e nem por isso deixaram de vencer suas eleições. Portanto, Armando não pode ser menosprezado porque tem argumentos plausíveis que o colocam como um candidato mais competitivo em 2018 do que foi em 2014. (Edmar Lyra)

Oposições desistem de anunciar chapa incompleta…

As oposições pernambucanas adiaram pela terceira vez o anúncio da chapa majoritária que irá disputar as próximas eleições. Alegou-se como causa o rescaldo da greve dos caminhoneiros, mas na verdade o motivo foi outro: a falta de entendimento interno para a escolha do vice e do segundo candidato a senador. Há consenso nos sete partidos que formam a frente oposicionista em torno do nome de Armando Monteiro para disputar o governo e do deputado Mendonça Filho para concorrer a uma das vagas no Senado. Mas ainda não se chegou a um acordo sobre o nome do vice e o segundo candidato a senador. Tudo que se sabe até agora é que o vice será do PSDB, indicado pelo deputado Bruno Araújo, que se nega a concorrer por não querer pôr seu mandato em risco e ter sido ministro do governo Temer, que é fortemente rejeitado em Pernambuco.

Cogitou-se para esta vaga o vereador recifense André Régis. Mas não houve avanço dentro do partido, que passou a examinar o nome do ex-deputado Guilherme Coelho, que tem a vantagem de ser sertanejo de Petrolina e a desvantagem de morar em São Paulo. A vaga portanto está em aberto e deve passar também pelo crivo da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra. Quanto à segunda vaga de senador, continua a indecisão entre o deputado federal Sílvio Costa e o deputado estadual André Ferreira. Fora desses dois será uma surpresa.(Inaldo Sampaio)

Próximo passo da oposição é apresentar um projeto pra Pernambuco…

Prestes a anunciar Armando Monteiro como seu candidato a governador, a oposição intitulada Pernambuco quer mudar tem um desafio pela frente que é o de discutir e apresentar um projeto político que tenha apelo popular e que naturalmente conquiste a opinião pública a ponto de transformar Armando Monteiro num candidato ainda mais competitivo.

É pertinente discutir temas como saúde, educação, segurança pública, desenvolvimento econômico e geração de emprego. Porém, talvez ganhe mais adeptos na sociedade um projeto que reduza o tamanho do estado e inverta as prioridades de Pernambuco a ponto de o projeto oposicionista lograr êxito.

A redução de cargos comissionados, o número de secretarias, as parcerias com a iniciativa privada que possam diminuir o tamanho da responsabilidade do governo de Pernambuco poderão ser temas de forte apelo popular, e que naturalmente dependendo da forma como forem abordados, trarão a Armando Monteiro uma perspectiva bastante interessante.

O corte de privilégios e o aumento dos investimentos nas áreas de interesse da população podem ser motes que canalizem os insatisfeitos com o governo Paulo Câmara. Também será importante para a oposição lembrar as promessas que não foram cumpridas pelo governador, como dobrar o salário dos professores, reduzir o valor da passagem, duplicar a BR-232 até Arcoverde, construir hospital em Serra Talhada e tantas outras que não saíram do papel.

Sem sombra de dúvidas a maior perspectiva de vitória da oposição em outubro passa por diferenciar-se do PSB com um discurso firme, e um projeto que atenda aos anseios da população que exige que o dinheiro público seja melhor alocado, e como o orçamento é o mesmo para todos os candidatos, ganhará aquele que demonstrar um projeto que reduza o custeio e aumente o investimento. (por Edmar Lyra)

Silvio Costa pode ser o antídoto da oposição em outubro…

Pernambuco é um estado com eleitorado lulista, que durante as sete eleições presidenciais deu ao candidato petista vitórias em 1989, 2002, 2006 e 2010, e em 2014 garantiu a Dilma Rousseff uma expressiva vitória no segundo turno depois de ter feito Marina Silva a mais votada no primeiro turno. Pesquisas apontam que o eleitor pernambucano além de ser um dos mais simpáticos a candidatura de Lula em 2018, também é um dos que mais condenam a existência do impeachment de Dilma Rousseff ocorrido em 2016.

Foi baseado em pesquisas qualitativas que o PSB inteligentemente se reaproximou de Lula e do PT. O partido hegemônico em Pernambuco, que venceu as últimas três eleições para o governo, não quis que Marília Arraes surfasse na onda de Miguel Arraes e sobretudo na onda de Lula, e por isso está praticamente sacramentada a aliança entre PT e PSB com grandes chances de Humberto Costa ser indicado ao Senado na chapa de Paulo Câmara.

Num ambiente em que a oposição deverá lançar Armando Monteiro para o governo e Mendonça Filho, ex-ministro de Michel Temer, para o Senado, fica extremamente necessária a indicação de alguém que possa fazer um contraponto a essa reaproximação de PT e PSB e que possa desvencilhar o palanque oposicionista da pecha de palanque de Temer, mesmo diga-se de passagem, Armando Monteiro tendo votado contra o impeachment de Dilma Rousseff e ter sido ministro da ex-presidente afastada.

Não há nome melhor para a segunda vaga de senador na chapa de oposição do que Silvio Costa, que foi defensor até às últimas consequências de Dilma Rousseff, e que já teve a oportunidade de ter sido deputado federal por três mandatos e ascender em Brasília como um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional. Silvio teria a legitimidade de neutralizar a tese do PSB de apontar a chapa oposicionista como o palanque dos “golpistas”, mesmo tendo os socialistas parte fundamental na deposição da ex-presidente.

Como há uma necessidade da oposição de aproximar-se do eleitorado pernambucano que é majoritariamente lulista e Silvio Costa preenche todos os requisitos, é pouco provável que a oposição escolha outro nome para esta segunda vaga. O antídoto oposicionista com Armando que foi ministro de Dilma e Silvio como maior defensor da ex-presidente, tem todas as condições de ter eficácia numa eleição em que o impeachment ainda será pauta da disputa. (Por Edmar Lyra)

Oposição poderá eleger apenas cinco federais…

Com dificuldades para formar a chapa majoritária, a oposição em Pernambuco tem mais um problema para se preocupar, que é a formação do chapão proporcional para deputado federal, porque se eventualmente mandar deputados federais para a majoritária, terá a chapa de federal desfalcada e correrá um risco real de ter um resultado tão ruim quanto o obtido em 2010 pela coligação liderada por Jarbas Vasconcelos.

Considerando que Fernando Filho, Mendonça Filho, Bruno Araújo, Betinho Gomes, Daniel Coelho, Adalberto Cavalcanti, Ricardo Teobaldo, Jorge Corte Real, Zeca Cavalcanti, Silvio Costa Filho e Ossesio Silva sejam candidatos a federal e estimando as votações considerando o potencial de cada um, teríamos Fernando Filho com 150 mil votos, Bruno Araújo 120 mil votos, Mendonça Filho 120 mil votos, Ricardo Teobaldo 100 mil votos, Silvio Costa Filho 100 mil votos, Daniel Coelho 100 mil votos, Jorge Corte Real 90 mil votos, Zeca Cavalcanti 90 mil votos, Ossesio Silva 80 mil votos, Adalberto Cavalcanti 50 mil votos, Betinho Gomes 50 mil votos, cauda 100 mil votos e legenda 50 mil votos, a oposição teria 1.200.000 votos.

Mantendo o quociente eleitoral de 2014 que foi de 180 mil votos, a oposição elegeria seis deputados federais na melhor das hipóteses. Seriam seis vagas para onze nomes competitivos, com ponto de corte beirando os 100 mil votos. Então a oposição correria um risco real de ter deputados com 90 mil votos não se elegendo. O que evidencia a grande dificuldade oposicionista para o pleito que se avizinha.

No cenário mais provável que é o de a oposição ter que mandar pelo menos dois nomes para a chapa majoritária, por exemplo Daniel Coelho para a vice de Armando Monteiro e Mendonça Filho para o Senado, a conta oposicionista perderia 220 mil votos na chapa proporcional, ficando 980 mil votos entre nominais e legenda. Neste quadro, a oposição ficaria com apenas 5 vagas, sendo que Zeca e Jorge seriam eleitos, e a partir de Ossesio a situação seria desoladora pois ficariam 9 nomes competitivos para apenas 5 vagas.

O ambiente que está desenhado para a oposição pernambucana, salvo haja um fato novo, é de profunda dificuldade também na chapa proporcional e por isso já existem rumores de que alguns nomes que sinalizavam candidaturas por esta coligação estão refazendo as contas e achando que é melhor ficar em casa e economizar alguns milhões que seriam gastos num projeto eleitoral com chances reais de dar errado. (Por Edmar Lyra)

Oposição bate cabeça porque não construiu projeto para o estado …

No dia 28 de agosto de 2017 em Caruaru, os então ministros Bruno Araújo, Mendonça Filho, Fernando Filho e Raul Jungmann, apareceram juntos com os senadores Fernando Bezerra Coelho e Armando Monteiro, os ex-governadores João Lyra Neto e Joaquim Francisco e uma série de prefeitos, dentre eles a anfitriã do evento Raquel Lyra num evento do Minha Casa Minha Vida.

Foi a primeira aparição pública que delimitaria os campos políticos no estado com vistas as eleições, a partir dali havia a expectativa de que a oposição pudesse se organizar e ampliar suas ações a ponto de antagonizar a disputa com Paulo Câmara. Dias depois o senador Fernando Bezerra Coelho, responsável pelo discurso mais contundente daquele evento contra Paulo Câmara, filiaria-se ao PMDB com o objetivo de conquistar o comando do partido e que teria um prejuízo para a Frente Popular e um lucro para a oposição devido o tempo de televisão do partido.

Em novembro a oposição decidiu realizar um evento no Recife, na Arcádia Paço Alfândega, histórico local de eventos do PSB. Aquele ato ganhou um tom mais político e deu o pontapé numa série de quatro encontros, cuja expectativa era crescer a cada edição. O fato é que o de Petrolina, passando pelo de Caruaru e culminando no de Ipojuca não trouxe nenhum fato novo, senão uma série de eventos cansativos, com discursos críticos ao governo e mais do que isso, sem apresentar qualquer proposta para mudar o panorama que eles estavam criticando.

Esses eventos foram insuficientes para atrair um único partido ou parlamentar que estivessem na base governista de Paulo Câmara. Eles também significaram a evidência clara de que a oposição não se preparou para o embate com um projeto que tivesse começo, meio e fim. Outro fator que prejudica a construção de um palanque vitorioso é a associação direta ao governo Temer, que em Pernambuco se tornou praticamente uma unanimidade negativa.

Sem um projeto que tenha consistência e conteúdo, a oposição segue patinando, tendo apenas Armando Monteiro disposto a disputar novamente o governo, e Mendonça Filho que avalia disputar o Senado, as outras duas vagas seguem em aberto e com os deputados federais e estaduais temerosos a entrar numa aventura majoritária que possa significar a perda de um mandato encaminhado. É evidente que ainda há tempo para a oposição se reinventar e apresentar um projeto viável, mas a cada mês que se encerra o tempo corre contra a oposição e a favor de Paulo Câmara. (Por Edmar Lyra)

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