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Fogos, palmas e música marcaram o último adeus ao advogado Lúcio Medeiros, em Surubim…

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O corpo do advogado Lúcio Medeiros foi sepultado às 17h20  de ontem no Cemitério de São José, em Surubim . Ele morreu na madrugada do domingo aos 65 anos, em Recife, poucos dias depois de sofrer complicações cardiovasculares.

Centenas de moradores da cidade e da região acompanharam o cortejo fúnebre, que  saiu da residência do falecido advogado sob o pipocar de fogos e muitas palmas ao som de uma banda musical da cidade de João Alfredo, onde Medeiros atuava como defensor público estadual. A família atendeu a pedidos feitos por Lúcio Medeiros quando em vida, para que seu velório e enterro fossem realizados num clima de saudades mas jamais de tristeza. Os fogos, as palmas e a banda musical evidenciaram a despedida daquele perclaro cidadão no “show da vida”, onde o mesmo cumpriu sua missão.

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O corpo foi aplaudido durante o trajeto de cerca de 40 minutos entre a residência e o cemitério, num itinerário que percorreu grande trecho da avenida São Sebastião, daquela importante cidade agrestina.  Toda a família marcou presença, debaixo de finas chuvas esparsas no município em que Lúcio Medeiros nasceu e passou toda a vida, constituindo sua prole ao lado da professora Gorett Lima Medeiros.

Muito emocionada, Gorett aproveitou para agradecer pelas orações direcionadas à família, enquanto Lúcio esteve enfermo. “O povo teve bondade e solidariedade conosco sem limites, nesses dias todos em que Lúcio esteve lutando”, afirmou Gorett. Os filhos e demais familiares também agradeceram a solidariedade dos amigos presentes ao ato de despedida de Lúcio Medeiros.

Fotos: Tito Alves

Nelson do Acordeon valoriza o forró pé de serra

Nelson 8A história de vida de um povo é marcada pela dinâmica de luzes e sombras. Numa perspectiva cristã há um diferencial muito importante que ajuda a todos a perceberem que esses desafios podem ser superados com o auxílio de nosso Deus.

Nascido e criado em João Alfredo, Nelson do Acordeon é o mais real exemplo do artista batalhador. Vem de uma família pobre, atravessou, e ainda atravessa dificuldades, portas na cara e uma infinidade de “nãos”. Mas valoriza os “sins” que recebe dos amigos e fãs que dão especial atenção à sua arte.

Falar de Nelson é falar de forró. Ele e o ritmo se confundem na medida em que nossa música regional se incorpora de uma forma tão intensa em sua alma, que é impossível falar de um sem se referir ao outro.

Nelson Gonçalves da Silva nasceu no dia 02 de julho de 1962 Nelson 7em João Alfredo, filho de Antônio Gonçalves da Silva e Noemia Maria de Sousa. Foi batizado na matriz de João Alfredo,cuja celebração batismal foi realizada pelo Pe. Jonas Menezes e Silva.O nome “Nelson” foi a melhor forma que Dona Noêmia encontrou para homenagear o seu ídolo nacional, o cantor romântico Nelson Gonçalves. E o sobrenome “Gonçalves” caiu certinho na intenção da mulher do sanfoneiro Antônio.

Desde sua infância o pequeno Nelson namorava o fole de 120 baixos, instrumento este, executado pelo pai Antônio Gonçalves, no qual começou a dar seus primeiros acordes.

“Nelson de Tõe Gonçalves” ou “Nelson de Noême”, como era conhecido na infância, aos 8 anos de idade já “cutucava” a sanfona do pai, às escondidas, quando o mesmo saía de casa para algum compromisso. Certa vez, em plena zona do baixo meretrício, no famoso “Bar do Samuel”, o menino Nelson surpreendeu a todos ao tocar a música Asa Branca, aproveitando a ida do seu pai ao sanitário, durante um “fuá” numa manhã de segunda-feira.  Naquela manhã o pequeno Nelson deleitava-se tocando e cantando e pensava na possibilidade de Seu Tõe o deixar tocar mais vezes. Nelson estava feliz porque era a primeira vez que tocavaNelson 6 na presença do pai, recebendo os primeiros aplausos da galera presente. Ao chegar a casa, Nelson recorda as palavras de Dona Noêmia, sua mãe, que pareciam não ter mais esperança de tocar mais vezes com sua permissão: “Antõe, Nelson é gente pra tocar em dança? Aquilo num é lugar de menino, não!”  Nelson ia crescendo e com sua simpatia e esperteza, conseguiu agradar ao pai que aos poucos foi permitindo que ele ensaiasse várias músicas, em casa com a sanfona. Um detalhe: por ser canhoto, usava (e ainda usa) o instrumento de forma contrária, ou seja, “de cabeça para baixo”.

Tempos depois, com a morte do pai, Nelson herdou a sanfona e começou a tocar e cantar profissionalmente. O seu futuro estava realmente na sanfona, graças às observações curiosas aos dedos ágeis do seu genitor Antônio Gonçalves e o incentivo de sua maior admiradora: sua mãe Noêmia.

Em 1992 conheceu Mery, companheira dedicada, mãe dos seus dois filhos, considerados por ele como presentes de Deus.

Durante toda a sua trajetória musical, Nelson já participou de vários grupos musicais, a exemplo o “Girassol”, “Aconchego”, “Limão com mel” e “Expresso”, oportunizando também a formação de vários músicos, a exemplo do seu irmão Daniel, que hoje se destaca como grande baterista e cantor, além de efetivo parceiro artístico.

Daniel 2Atualmente Nelson mantém uma banda, que tem o seu nome, muito solicitada na região, por valorizar o cancioneiro nordestino, no autêntico estilo pé de serra. Vale salientar que vez por outra, atendendo ocasiões especiais, Nelson modifica por completo o repertório e o próprio estilo, animando bailes de formaturas e aniversários, provando, desta forma, ser um artista polivalente. Neste caso, o forró dá lugar aos sucessos dos Anos Dourados e músicas inesquecíveis orquestradas.

Neste ano, Nelson do Acordeon em parceria com o mano Daniel, lança seu terceiro CD, numa produção de Farias Propagandas. No citado trabalho, Nelson não canta, deixando para Daniel a oportunidade de mostrar que tem destacável talento com a voz, na mesma intensidade que tem com a bateria. Do repertório constam algumas músicas inéditas, cujos títulos e autores não foram expostos na capa, somadas a sucessos já consagrados no cenário regional.

No show de Nelson do Acordeon predominam os forrós, marchinhas,xotes, xaxados, toadas e toda a alma nordestina autêntica, ideal para animar quadrilhas e bailes de forró “pé de serra”.

Quanto ao novo CD, vale a pena conferir. É um disco agradável, com belas canções e a interpretação precisa de Daniel Gonçalves.

Fotos: DIÉ STUDIO FLASH

Deu a louca em Roberto Carlos

Roberto CarlosAlém das festinhas de confraternização, passeios, férias, formaturas, amigos secretos, farrinhas e muitos outros eventos que inspiram paz e alegria, o final de ano sempre nos leva, em algum dia do mês de dezembro, à frente da televisão para assistir o famoso e tradicional show de Roberto Carlos. Quantas vezes já me rendi a tal ritual: cerveja, tira-gostos, whisky e até mesmo cachaça, além de boas companhias. E da parte do Roberto Carlos, vinha um grande espetáculos musical onde o “Rei” interpretava seus sucessos juntamente com convidados.

Ultimamente o Roberto Carlos não tem lançado CD, nem novos sucesssos. Até parece que sua inspiração esgotou. A última fonte de inspiração foi a falecida Maria Rita…

Mas na noite de ontem o Roberto Carlos radicalizou. Ou endoideceu… Talvez querendo mostrar que evoluiu, o Roberto Carlos regrediu ao injetar no seu famoso show ,gravado há vários dias, dois números musicais da banda de forró estilizado “Calcinha Preta”. Coisa ridícula, cafona e lamentável. O “rei” cantando “Você não vale nada mas eu gosto de você”, que declaração de amor… Prefiro “Detalhes”. E depois aquela música linda “Eu amo demais” que o Roberto Carlos cantava unindo corações apaixonados, foi esculhambada pela banda “Calcinha Preta” com roupagem de forró estilizado. Um horror. Do jeito que vai, o Roberto Carlos vai acabar com tudo de bom que fez pela MPB nestas décadas. E a “Calcinha Preta” ainda se propôs a mudar o nome para “Calcinha Azul” querendo agradar ao Robertão. Deixa a cor preta mesmo, minha gente, combina com o desastre…

Ainda bem que a Maria Carolina veio em seguida e amenizou tal acinte com uma apresentação impecável.

Roberto Carlos não precisa apelar com o forró estilizado para alavancar o sucesso do seu especial de fim de ano. Basta ele próprio intepretar suas lindas canções do passado e pronto. Seu repertório não esgota nunca. Quanto mais a gente escuta as músicas do Roberto Carlos, mais a gente sempre quer mais.

Não quero com isso dizer que “Calcinha Preta” é ruim. Apenas frisar que o forró eletrônico não combina com romantismo. “Calcinha Preta” que procure o seu lugar. Os cearenses e sergipanos aleijaram o forró pé-de-serra tradicional, cantado por Luiz Gonzaga, e agora querem também avacalhar o romantismo.  E deixem o Roberto Carlos com a gente…

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