Câmara pode derrubar artigo que beneficia igrejas…

Folha de S. Paulo – Mônica Bergamo A Câmara dos Deputados deve derrubar artigo inserido por parte da bancada evangélica na MP do Refis, o programa de renegociação de dívidas com o Leia mais »

Juízes peitam a lei, dividem férias, geram custo extra…

Contrariando a Loman (Lei Orgânica da Magistratura), juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo vêm adotando a prática de tirar suas férias de forma fracionada em dias úteis, sem Leia mais »

Anvisa é contra liberação do cultivo de maconha medicinal…

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) parecer contrário à liberação do cultivo de maconha para fins científicos ou medicinais. No documento enviado na última quinta-feira Leia mais »

Moro é o único a superar Lula em pesquisa realizada pelo Datafolha…

Na última pesquisa Datafolha, o juiz federal Sérgio Moro, apesar de não ter partido político, em eventual segundo turno, seria o único a superar Lula (PT) numericamente, com empate técnico: 42% a Leia mais »

Câmara Federal deve dar carga total na reforma política…

O novo formato do fundo partidário é apenas um detalhe da reforma, que, daqui a dez dias, será uma das principais pautas da Câmara dos Deputados. Apresentada com a ideia de mudar o Leia mais »

Tag Archives: Marina Silva

Eleições 2018: após condenação de Lula, Marina se candidata…

No dia seguinte à condenação do ex-presidente Lula, Marina Silva chamou líderes da Rede no Congresso para uma conversa sobre 2018. Até então enigmática sobre sua disposição em concorrer ao Planalto, deu sinais de que decidiu entrar no páreo. Quer montar, desde já, uma agenda de candidata. Marina disse que há “um grande vácuo” na política e afirmou que a Rede precisa apresentar uma “alternativa aos polos”.

Nesta segunda (17), participa de encontro com artistas no Rio.

A reunião da ex-senadora na capital fluminense está sendo organizada pelo ator Marcos Palmeira. Participam do encontro nomes que têm defendido a saída do presidente Michel Temer do Planalto.

Na conversa com aliados, quando o assunto foi a possível filiação de Joaquim Barbosa e Carlos Ayres Britto, Marina disse que atua para ter os dois ex-presidentes do STF nos quadros do partido.

Ambos são vistos como nomes ideais para compor uma chapa com ela em 2018.

Fonte: Folha de S.Paulo – Daniela Lima

Marina diz que Temer ‘sabotou a República’ e pede eleições diretas…

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A ex-senadora Marina Silva (Rede) afirmou à reportagem que o presidente Michel Temer “sabotou a República” e não tem mais legitimidade para permanecer no cargo.
Ela defendeu a renúncia de Temer e a realização de eleições diretas para presidente.
“Temer não tem credibilidade, não tem legitimidade e vai para zero de popularidade”, disse Marina, na noite de ontem (17).

“A renúncia é a única coisa que resta ao presidente, se ele não quiser preservar por apenas alguns dias o foro privilegiado”, afirmou.  Marina ressaltou que a sociedade não pode cruzar os braços caso Temer não tome a decisão voluntária de sair. “A renúncia é um ato unilateral. Mas não podemos ficar esperando a consciência dele. Temos que apelar às instituições”, afirmou.A ex-senadora disse que Temer “sabotou a República” ao dar aval ao pagamento de propina a Eduardo Cunha, segundo gravação feita pelo empresário Joesley Batista. Ela disse que a ex-presidente Dilma Rousseff fez o mesmo ao avisar Mônica Moura que ele seria presa, de acordo com a delação da marqueteira.

“PT e PMDB são irmãos siameses. Os dois partidos praticaram os mesmos crimes. Os dois presidentes sabotaram a República”, afirmou.

A ex-senadora disse ver três saídas legais para Temer. “Uma saída é a renúncia. As outras são o impeachment e a cassação no TSE”.

Ela defendeu uma mudança na Constituição para permitir eleições diretas. Para Marina, o Congresso não tem legitimidade para fazer uma eleição indireta, como prevê a regra atual.

Continua…

Marina afirma que suspeita de caixa 2 em campanha reforça necessidade de novas eleições…

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Apontada como uma das favoritas à disputa pela Presidência da República em 2018, a ex-senadora Marina Silva (Rede) defendeu nesta quinta-feira a tese de que as supostas operações de Caixa 2 na campanha de Dilma Rousseff em 2014, sob investigação na Polícia Federal, reforçam a necessidade de realização de novas eleições, uma vez que o presidente em exercício, Michel Temer, era o vice na chapa da petista e, portanto, não teria legitimidade para permanecer no cargo.

“Todas as informações estão vindo à tona, demonstrando que houve dinheiro de caixa 2 na campanha que elegeu a chama Dilma e Temer continuam colocando a necessidade que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) faça o julgamento da denúncia do PSDB (que pede a cassação da chapa). Como se pode sustentar uma chapa que foi eleita com recursos de uma base criminosa?”, questionou a líder da Rede Sustentabilidade.

Continua…

Aécio Neves e Marina Silva criticam desemprego no governo Dilma…

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Os dois principais concorrentes da presidenta Dilma Rousseff no primeiro turno das eleições presidenciais de 2014, Marina Silva e Aécio Neves usaram as redes sociais ontem (1°), quando foi celebrado o Dia do Trabalho, para criticar o aumento do desemprego no país.

Aécio, senador e presidente nacional do PSDB, disse se solidarizar com os brasileiros desempregados. “Minha homenagem aos trabalhadores brasileiros. Lembrando que mais de 10 milhões perderam seus empregos em razão de uma política econômica que levou o país ao fundo do poço. É com esperança e reconhecimento que me solidarizo com cada um deles”, afirmou.

Continua…

Lula e Marina Silva lideram disputa para a presidência, aponta pesquisa…

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade) lideram as pesquisas de intenções de voto para presidência da República. Pesquisa Datafolha divulgada hoje traçou quatro cenários, com diferentes nomes de candidatos do PSDB. O senador mineiro Aécio Neves aparece com porcentual maior de votos do que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do que o senador paulista José Serra. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para cima ou para baixo. Foram ouvidas 2.779 pessoas entre os dias 7 e 8 de abril.

No cenário em que o candidato tucano é Aécio Neves, Lula aparece com 21% da intenção dos votos. Marina Silva tem 19%, enquanto Aécio Neves aparece com 17% dos votos. Marina está empatada tecnicamente com Lula e com Aécio. O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), com 8% dos votos, e o ex-ministro Ciro Gomes (PTD), com 7% dos votos, também aparecem entre os mais votados. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) teria 2% dos votos.

Continua…

Governador recebe Marina Silva no Palácio do Campo das Princesas‏…

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O governador Paulo Câmara recebeu, ontem (28), no Palácio do Campo das Princesas, a ex-senadora Marina Silva, que disputou duas eleições presidenciais. Na pauta da conversa, temas como os cenários político e econômico do País; projetos na área de energia eólica tocados em Pernambuco, além de ações de empreendedorismo social e tecnologia.

Também participaram do encontro a primeira-dama do Estado, Ana Luiza Câmara, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, o secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier, e o ex-deputado estadual Roberto Leandro. (Arthur Cunha) 

Marina Silva diz que é preciso parar de culpar somente Dilma pela corrupção no país…

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A ex-candidata à Presidência da República Marina Silva rompeu o silêncio e afirmou que vivemos uma “crise civilizatória” em evento realizado em São Paulo na noite de quinta-feira sobre a democracia na internet. Para Marina, a sociedade precisa sair da posição de “espectadora da democracia” e parar de culpar a presidente Dilma Rousseff pela corrupção no país.

— Eu diria que a gente vive uma crise civilizatória, uma crise onde cinco grandes crises, econômica, social, ambiental, politica e de valores, constituem uma única crise, que é uma crise civilizatória. Enfrentar uma crise dessa magnitude não é algo fácil, nós não temos sequer um acervo de experiência que nos possibilite fazer isso — afirmou Marina.

Ainda filiada ao PSB e tentando viabilizar a criação da Rede, Marina disse que a democracia está em “uma espécie de estagnação” e criticou a polarização da política e a postura do que chamou de “núcleo de estagnados”, que não participa ativamente da política. 

— Aqui no Brasil está todo mundo muito feliz de dizer que a culpada pela corrupção é a Dilma. Enquanto a culpada pela corrupção for a Dilma, o Lula, o Sarney, o Collor ou Dom Pedro II, vai ter corrupção feia. Quando a corrupção virar um problema nosso, acabaremos com a corrupção ou criaremos instituições para coibi-la (…) Não é sustentável acharmos que a corrupção é o problema de uma pessoa, de um grupo ou de um partido — afirmou a ex-candidata.

Para Marina, estamos vivendo uma época de “democracia prospectiva”, onde todos podem participar do processo que antes era protagonizado por corporações, igreja, Estado, academia, sindicatos, ONGs e grupos de pressão.

— Eu tenho insistindo muito que a gente está num tempo em que é necessário democratizar a democracia exatamente por entender que ela está vivendo já uma espécie de estagnação. Pelo menos, se considerarmos quais são as estruturas e processos que temos e, em muitos casos, a visão de que isso leva à polarização e acaba que a gente não consegue entrar no que de fato está dentro da nossa região, do nosso país. (O Globo)

Opinião – Pronunciamento de Marina Silva é forte e inequívoco…

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Marina Silva fez um discurso de adesão a Aécio Neves mais forte e inequívoco do que alguns poderiam apostar. Segundo o Ibope e o Datafolha, o candidato do PSDB teria hoje 51% dos votos válidos, contra 49% de Dilma Rousseff. A estarem certos esses números, comparando-os com o resultado das urnas (41,59% a 33,55% dos válidos para a petista), o peessedebista ganhou impressionantes 17,45 pontos, e a petista, apenas 7,41. Há institutos dizendo que essa vantagem é bem maior. Isso é uma indicação de que a maioria do eleitorado de Marina migrou para o tucano primeiro, e ela, só depois, mas o gesto tem um simbolismo importante, embora nem tudo em sua fala esteja correto, como deixarei claro. Tudo o mais constante e, reitero, desde que esses números façam sentido, a eventual vitória de Aécio não terá dependido da adesão pessoal de Marina. Mas é importante que ela tenha ocorrido. Por quê?

Porque a campanha do PT, até agora, não encontrou uma alternativa que não seja dividir o país e investir, pela sétima vez consecutiva, no confronto e na luta de brasileiros contra brasileiros. Deu errado três vezes (1989, 1994 e 1998) e certo outras três (2002, 2006 e 2010). O apoio de Marina a Aécio reforça a imagem — e o fato — de um candidato que fala em união, não em separação.

Em seu discurso, Marina deixa claro que a carta pública de Aécio, em que se compromete com alguns temas, serviu para definir seu apoio, embora tenha dito que o compromisso não tenha sido firmado com ela, mas com a população. Marina destacou alguns itens: ampliação da participação popular; fim da reeleição e reforma política; desmatamento zero; metas socioambientais e economia de baixo carbono; manutenção das atuais regras para demarcação de terras indígenas etc. Algumas dessas questões dependem da vontade do Congresso. Mas é evidente que a ação do Executivo tem sempre um peso importante.

Marina se refere claramente à forma como o PT a tratou na disputa eleitoral. Afirmou: “É preciso, e faço um apelo enfático nesse sentido, que saiamos do território da política destrutiva para conseguir ver com clareza os temas estratégicos para o desenvolvimento do país e com tranquilidade para debatê-los tendo como horizonte o bem comum. Não podemos mais continuar apostando no ódio, na calúnia e na desconstrução de pessoas e propostas apenas pela disputa de poder que dividem o Brasil”.

A tese e os erros
Embora tenha aderido à candidatura de Aécio, Marina não abandonou o discurso da terceira via, da nova política, do fim da polarização PSDB-PT. Em seu pronunciamento, submete o raciocínio a um triplo salto carpado e transforma o Aécio Neves de 2014 no Lula de 2002, e faz do texto-compromisso do tucano a “Carta ao Povo Brasileiro do PSDB”. A síntese de sua leitura é esta: a vitória do PT em 2002 representou a alternância no poder e o acréscimo do viés social à técnica, representada pelos tucanos. Quando os petistas fizeram a sua “Carta ao Povo Brasileiro”, aderiram à racionalidade econômica, mas sem abandonar seu viés social.

Agora, a alternância é Aécio, e sua carta-compromisso significaria a adesão dos tucanos ao viés social, mas sem abandonar a racionalidade econômica: um movimento espelhado. Para Marina, tudo indica, a história tem mesmo uma constante de teses e antíteses, que vão se desdobrando em sínteses, e, assim, todos avançamos.

Assim seria se assim fosse, mas não é. O PT só teve de fazer a sua “carta” em 2002 porque o partido passou mais de 20 anos pregando o calote das dívidas interna e externa e hostilizando o livre mercado. Os agentes econômicos achavam que se tratava de gente equivocada, mas séria dentro do seu erro. E foi necessário que o petismo comprovasse que a segunda parte, ao menos, não era verdadeira. O PSDB nunca foi um partido hostil à agenda social — e, portanto, não precisou nem precisa fazer carta nenhuma. O Bolsa Família é herança do governo FHC. A política de valorização real do salário mínimo teve início no governo tucano. O Plano Real significou a mais forte ferramenta — consistente, duradoura e sustentável — de inclusão dos pobres na economia.

Faço esses reparos não para diminuir ou tisnar a adesão de Marina, mas para colocá-la nos seus justos termos. Quem inventou um PSDB hostil ao povo foi Lula, foi o PT. Era só conversa para vencer a eleição. Enquanto os que tiraram o país da bancarrota eram tratados aos pontapés, os salvadores da pátria estavam perpetrando aquelas sujeiras na Petrobras.

Marina fez o que seu eleitorado já havia feito. Isso não diminui o peso da sua escolha. Mas é importante contar a história direito.

 

Por Reinaldo Azevedo

A fala indecorosa do vice de Marina Silva…

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Já deu para perceber, parece, qual será o padrão ético da “nova política” caso Marina Silva se eleja presidente, com Beto Albuquerque como vice. Eis que o ainda deputado, um dos capas-pretas do PSB e homem que era muito próximo de Eduardo Campos, afirma, para espanto geral, que o avião-problema — aquele que voava no caixa dois e está enredado numa porção de crimes — não é problema do PSB.

Não? Então é problema de quem? Dos coitados que viram aquela estrovenga cair sobre suas propriedades? Do conjunto dos brasileiros, que pode ver chegar ao poder um partido incapaz de dizer a origem do avião que servia à sua campanha?

Disse ele: “Isso está bastante claro. A compra do avião não é um problema nosso. Devem-se buscar os proprietários, que têm nome, sobrenome e endereço. Os custos [do uso do avião] serão lançados na prestação de contas do Eduardo Campos”.

É uma fala indecorosa.

(Reinaldo Azevedo – Veja)

Marina Silva embarcaria no avião em que estava Campos…

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A ex-senadora Marina Silva, candidata a vice-presidente na chapa de Eduardo Campos, estava ontem no Rio de Janeiro e embarcaria hoje no avião que caiu ao tentar pousar no Guarujá. Campos estava na aeronave.

Na última hora, Marina mudou a rota e decidiu embarcar em um avião de carreira com assessores. Ela está agora em sua casa, em São Paulo, reunida com políticos da Rede e pessoas próximas. ]

Segundo relatos, está em estado de choque e não vai se pronunciar. Desde a manhã, quando foi divulgada a notícia do acidente, integrantes da campanha de Campos e Marina tentavam confirmar se ele estava na aeronave.

Políticos e parlamentares aguardavam por Campos no Guarujá mas ele não apareceu e nenhum de seus telefones respondia aos chamados. Pela rota do avião, do Rio até o Guarujá, tudo indicava que ele estava entre as vítimas do acidente. (Folha de S. Paulo)

 

[ Ponto de Vista ] Divergências separam Eduardo Campos e Marina em vários Estados…

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Se alguém tivesse dúvida quanto ao destino da candidatura Eduardo Campos nas urnas de outubro, essa dúvida se dissiparia com a leitura da reportagem de Sérgio Roxo, O Globo de 26 de maio, na qual foram expostas divergências essenciais entre o ex-governador de Pernambuco e Marina Silva, candidata à vice em sua chapa.

Estão ocorrendo em diversos Estados, a começar por São Paulo, maior colégio de votos do país. Há uma tendência de o PSB (de Campos) apoiar a candidatura à reeleição do governador Geraldo Alckmim, mas a ex-senadora pelo Acre vetou a aliança e indicou o ambientalista João Paulo Capobianco, ou então o coordenador da sigla de Marina em SP, Céçio Turino.

Sérgio Roxo, além dessa, levantou outras divergências que estão impossibilitando a formação de alianças regionais. A dificuldade de acerto, mais uma vez, tornou-se evidente. Já havia surgido antes, aliás, quando Marina Silva atacou Aécio Neves ao declarar que, se for ao segundo turno, será derrotado por Dilma Rousseff.

Com isso, afastou a perspectiva de qualquer aproximação com o senador mineiro que poderia se transformar em fator importante entre as correntes da oposição. Não apenas na hipótese de um segundo turno, mas mesmo no primeiro. Porque, penso eu, as pesquisas do Datafolha e do IBOPE estão apontando uma escala de 31 pontos para as correntes contrárias à Dilma e ao PT. Rousseff permanece no patamar que para o Datafolha é de 37, e para o IBOPE, pesquisa que sucedeu à do Datafolha, de 40% das intenções de voto.

 

SINTONIA

 

As alianças eleitorais possuem relativa importância, mas dependem do grau de aceitação das candidaturas nas respectivas unidades da Federação. Firmar alianças, em si, nada acrescentam se não houver sintonia e se não captar votos adicionais. Além disso, não contribuem para aumentar o espaço na televisão do horário partidário. A divisão desse tempo, fator fundamental, claro, se bem utilizado, é regido pelo número das bancadas que os partidos possuem na Câmara Federal. As candidaturas estaduais, portanto, com base na própria lei eleitoral do país, não têm poder para alterar a distribuição estabelecida. Assim, os acordos regionais, na verdade, esgotam-se nas imagens dos candidatos nas bases originais. Dificilmente podem se refletir na dimensão nacional do debate.

O tempo partidário utilizado em São Paulo, Minas, Rio de janeiro, conjunto que representa 50% do eleitorado brasileiro, é o mesmo que é exibido em Sergipe, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, sobrando parcelas mínimas para os candidatos a governador, Senado, aos deputados federais e estaduais. A proporção utilizada para os candidatos à presidência permanece nas divisões pelos estados.

Mas ainda não é essa, embora muito forte, a questão mais abrangente. Está no desempenho dos candidatos nas respectivas unidades, sua penetração nas bases regionais e, ainda por cima de tudo, a capacidade que tiverem de transferir votos. Há, inclusive, não raro, casos em que a simples presença de um político na campanha faz com que os apoiados ou indicados por ele, ao invés de ganhar, percam votos.

É o caso, por exemplo, do deputado pelo Paraná, André Vargas, atualmente sem partido, cujo mandato (o Globo na segunda-feira) o PT, legenda da qual se desligou, agora deseja cassar. Pois se ele apoiar a candidata do partido ao governo estadual, basta isso, a senadora Gleisi Hoffmann estará derrotada. Ele não acrescenta. Ao contrário: subtrai. (Por Pedro do Coutto)

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