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Tag Archives: Marília Arraes

Humberto: Aliança entre Marília e Silvio Costa ‘não muda nada’…

O senador Humberto Costa (PT) reagiu contra a união entre Marília Arraes (PT) e Silvio Costa (Avante), para fortalecimento da pré-candidatura da petista ao governo estadual. Segundo ele, ao longo de seus 38 anos de militância no partido, jamais alguém tomou este tipo de atitude, mas isso “não muda nada”. Por isso, na sua opinião, a iniciativa demonstra “ansiedade” ou até mesmo “falta de conhecimento de como o PT trabalha e atua”.

De acordo com Humberto, o gesto de Marília “não muda nada com relação ao debate feito pela direção nacional do PT”. “Eu entendo que esse ato de hoje não é uma articulação ou organização que reflita alguma discussão partidária. Foi de caráter pessoal da parte dela e não foi debatido com o presidente do partido ou com a direção nacional. Inclusive estou no PT há 38 anos e nunca vi uma coisa como essa, de alguém lançar uma candidatura já com espaço para senador, sem que isso tenha passado por um debate no partido”, colocou Humberto.

Durante a coletiva que anunciou a pré-candidatura de Silvio Costa para o Senado, Marília chegou a dizer que espera ansiosamente a confirmação de Humberto para a outra vaga à Casa Alta, pois ele é “o senador de Lula e o povo reconhece nele esse papel”. “Humberto não precisa do PSB para se eleger”, colocou a petista, que critica a articulação de uma possível aliança da sigla com o governador Paulo Câmara (PSB). “Gostaria que o senador Humberto Costa estivesse aqui e sem dúvida, na minha opinião como política e militante do PT, é que o senador da nossa chapa, além de Silvio Costa, deve ser ele. Tenho certeza que ele será novamente senador”, acrescentou.

Questionado sobre esse aceno, Humberto destacou que será, de fato, candidato à reeleição como senador e que está “lutando para isso”. “Mas nem por isso saio por aí anunciando coisas sem o aval do partido. O projeto está sendo coordenado com a nacional, que discute a política de alianças. Só depois vamos discutir as questões locais. Como vou discutir com Avante se não sei se o partido vai estar aliado nacionalmente com o PT? Talvez tenha sido ansiedade ou pouco conhecimento de como o PT trabalha e atua”.

Agendas
A decisão sobre a tese de candidatura própria do PT deve ser tomada na primeira quinzena de julho, pela direção nacional. Daqui para lá, Marília e Silvio irão passar a fazer agendas juntos. Inclusive, os dois estão programando viagens para intensificar as articulações eleitorais, durante as festividades juninas. (Blog da Folha)

O PT sempre trabalhou para inviabilizar Marília…

Atribui-se ao deputado Sílvio Costa, craque na criação de “factóides”, a ideia de fazer uma coletiva de imprensa num hotel de Boa Viagem, na manhã de ontem, para anunciar a candidatura dele ao Senado na chapa em que Marília Arraes figuraria como candidata ao governo estadual. O deputado e a vereadora lançaram-se candidatos há cerca de seis meses, mas até então permaneciam no isolamento. Ele isolado no Avante e ela no Partido dos Trabalhadores. Esse, aliás, era um dos motivos alegados pela direção nacional do PT para não avalizar a candidatura dela.

Daí a ideia de Sílvio Costa de convocar essa coletiva para que ambos anunciassem a celebração da aliança, que dificilmente prosperará porque as direções regional e nacional do PT não têm interesse na candidatura da vereadora. Querem é uma aliança com o PSB por pragmatismo eleitoral. O PT apoiaria a reeleição do governador Paulo Câmara e em troca indicaria o senador Humberto Costa para concorrer à reeleição na chapa da Frente Popular. O evento de ontem acabou não sendo bom para Marília porque logo após o anúncio da aliança o PT regional divulgou uma nota desautorizando a candidatura dela e também a aliança com o Avante. Em todo caso, quanto mais o PT bota terra na candidatura da vereadora, mais ela se fortalece junto às bases do partido. (Por Inaldo Sampaio)

Marília Arraes colocou o carro à frente dos bois …

O PT nacional havia alterado o cronograma da decisão sobre candidatura própria para o dia 27 de julho. A partir de então seria legítimo que Marília Arraes se movimentasse como pré-candidata a governadora no campo oposicionista enquanto Humberto Costa trabalhasse internamente para levar o partido para a Frente Popular, como é o seu desejo. Questionado sobre ser candidato a senador na mesma chapa que Jarbas Vasconcelos, Humberto refutou a hipótese dizendo que não poderia falar antes da decisão do PT, por respeitar a tese de candidatura própria ainda existente no processo petista.

Quando anunciou ontem a sua pré-candidatura a governadora ao lado de Silvio Costa como seu pré-candidato a senador, Marília queimou etapas, e tentou jogar para a plateia. Do ponto de vista da política externa, ou seja, para fora do PT, anunciar Silvio Costa como seu companheiro de chapa anima seus simpatizantes e tenta refutar a hipótese de ser rifada, mas para o processo interno Marília mais perdeu do que ganhou, pois foi torpedeada pelo presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, e por lideranças menos expressivas mas que detém espaços na burocracia petista, como Oscar Barreto.

Para Silvio Costa, que estava sem um palanque para chamar de seu, foi uma jogada de mestre, pois ele que sonhava em ser senador na chapa de Armando Monteiro, percebeu que não teria espaço no palanque petebista, e como no PSB não há diálogo, só restava a candidatura de Marília para lastrear o seu projeto de Senado. Ocorre que se porventura Marília for rifada, Silvio encontrou uma saída honrosa, pois dirá que, assim como ela, foi golpeado pelo processo petista.

Faltando poucos dias para o desfecho da novela petista, Marília deu elementos para Humberto sustentar a tese de aliança com o PSB, uma vez que ela poderá ser acusada de insubordinação e de desrespeito às instâncias superiores e ao devido processo legal que está caminhando para uma solução. Marília fez uma jogada que pareceu de mestre, mas quem entende das idiossincrasias do PT sabe que a partir de agora ficou mais distante da indicação como candidata ao governo de Pernambuco. (por Edmar Lyra)

Marília anuncia aliança com Silvio Costa para formação de chapa…

Um dos maiores defensores da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante o processo de impeachment, o deputado federal Silvio Costa (Avante) fechou uma aliança com a vereadora do Recife e pré-candidata ao Governo do Estado Marília Arraes (PT) e será pré-candidato a senador em sua chapa. O anúncio ocorre na manhã desta terça-feira (19), em coletiva de imprensa, no Recife Praia Hotel.

Para os apoiadores da pré-candidatura de Marília, essa aliança minimiza as críticas com relação ao isolamento da vereadora dentro do partido – isso porque, para os que defendem uma aliança com o PSB, o PT não pode ficar no isolamento e a união com os socialistas significa ter mais chances na disputa eleitoral de outubro deste ano. E o anúncio do apoio de Silvio Costa dá certa robustez para a pré-candidatura dela. 

Até então sem palanque, o deputado federal e pré-candidato ao Senado, que articula apoios pelo Interior, havia afirmado que está construindo a sua candidatura e que não descataria a possibilidade de lançar-se de forma avulsa à Casa Alta. “Existe a possibilidade real de ser candidato sem coligação ou com partidos pequenos, sem candidato a governador”, declarou Costa. A aliança com Marília, por outro lado, pode ser a maneira encontrada para viabilizar essa chapa.

Apesar das articulações, ainda não é certo que Marília Arraes vai se candidatar ao Governo do Estado, pois o seu futuro depende do diretório nacional da sigla, que baterá o martelo no mês de julho. A união com o deputado federal traz o Avante para a chapa, o que dá uma certa força para a petista pleitear a chance de se candidatar ao Palácio do Campo das Princesas com a nacional. Enquanto isso, a vereadora se articula e aguarda uma posição do partido, que ainda negocia com o PSB. 

Ir para o palanque de Marília Arraes distancia cada vez mais o deputado federal Silvio Costa do senador Armando Monteiro Neto (PTB), com quem manteve uma relação muito próxima de aliado. “Minha relação pessoal com Armando é inabalável. Mas podemos estar em campos políticos diferentes”, ponderou nesta segunda. 

O petebista é pré-candidato a governador na chapa das oposições, que virá com o nome do deputado federal Mendonça Filho (DEM) para o Senado em uma das vagas. A outra estaria sendo cotada para ter o deputado estadual André Ferreira (PSC) ou o deputado federal Daniel Coelho (PPS), como tem sido ventilado nessa semana. A vice, por sua vez, deve ficar com o PSDB. (Folha de Pernambuco)

Promessa de veto a Marília anima PSB em PE…

Dois movimentos do PT balançaram o PSB: a publicação da resolução em que os petistas admitem entregar a vice na chapa presidencial à legenda e as intensas negociações pelo veto à candidatura de Marília Arraes (PT) ao governo de PE.

Pelo apoio do PSB na esfera nacional, o PT promete rifar a candidatura de Arraes, que hoje é a adversária mais poderosa e competitiva do governador Paulo Câmara (PSB). Ele tenta a reeleição.

Integrantes do PSB dizem que a tese de uma aliança nacional com o PT ganhou alguma força –percepção compartilhada até pelos que não aprovam a união. Ala numerosa, porém, ainda defende a neutralidade. Um terceiro grupo quer fechar com Ciro Gomes. 

O PSB aprovou resolução que define como será a divisão do fundo eleitoral. Dos R$ 118,7 milhões que o partido dispõe, 55% (R$ 45,7 milhões) serão destinados ao financiamento de candidaturas proporcionais e 45% (R$ 37,4 milhões) aos candidatos majoritários.

Para o dinheiro ser suficiente, a sigla vai reduzir o número de candidaturas. Há 11 postulantes a governador. O PSB tentará chegar a oito.  (Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo)

Caso Marília: Diretório nacional é quem dá as cartas…

Do Diário de Pernambuco – Aline Gomes

A vereadora Marília Arraes manteve, ontem, o discurso de que vai tocar a candidatura própria ao governo do estado, um dia depois de se encontrar, em Brasília, com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman (PR). Mas admitiu que a decisão final será do Grupo de Trabalho Eleitoral comandado por Gleisi, principal porta-voz do ex-presidente Lula. Segundo Marília, a divisão no PT estadual atingiu um nível elevado, de modo que a melhor forma de se chegar a um consenso é esperar a decisão da executiva nacional, que tem esperanças de tirar Lula do isolamento com apoio de outros partidos, como o PSB. 

Foi a primeira vez que Marília reconheceu o fato de a conjuntura nacional ser soberana. Antes, ela estava apostando todas as fichas na votação que receberia dos delegados do PT no evento de domingo. Os 300 titulares e 300 suplentes foram convocados para votar pela candidatura própria ou pela aliança com o PSB estadual, mas o encontro foi adiado para o final de julho por Gleisi. Segundo a vereadora, as votações estaduais serão “homologatórias” do que for acordado pela nacional. 

Lula é prioridade do PT nacional e esse discurso venceu. Ele está preso em Curitiba, mas terá o nome lançado ao Palácio do Planalto, hoje, em Belo Horizonte, com a presença de lideranças petistas de Pernambuco. 

Marília teve que amargar decisão de adiamento…

Em meio à animação pelo bom desempenho na pesquisa interna do PT, a vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), pré-candidata ao governo estadual, desembarcou, ontem (5), em Brasília, com a dirigente nacional Sheila Oliveira, para uma série de conversas. Assim como o governador Paulo Câmara (PSB), a petista se reuniu com a presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann, e com os deputados federais Valmir Assunção (PT-BA) e João Daniel (PT-SE). Contudo, ela retornou de madrugada ao Recife, com a desagradável informação do adiamento.

Na conversa, Gleisi teria ponderado com Marília sobre a importância para o PT da aliança com o PSB, como estratégia nacional, e até da possibilidade de adiamento da convenção estadual, marcada anteriormente para o próximo domingo. Hipótese que teria desagradado a vereadora, que cedeu a outro adiamento anteriormente. Ela, todavia, continua sendo tratada como pré-candidata, embora o vazamento da sondagem interna tenha gerado constrangimento à direção nacional.

Horas depois da reunião entre as petistas, a Executiva deliberou pelo adiamento, o que teria incomodado o grupo que defende candidatura própria, sobretudo, após movimento favorável à vereadora. Nos bastidores, comenta-se que o adiamento era uma possibilidade de vencê-la pelo cansaço. Contudo, a princípio, retirar a candidatura não seria uma opção.

Já com os parlamentares petistas, a vereadora tentou fortalecer a relação, visto que eles são representantes de uma tendência interna que possui delegados com votos na convenção. Até a data do encontro, a petista deve continuar tentando demarcar território. Participará, inclusive, do lançamento da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais, estado simbólico para as pretensões petistas, e para a negociação da aliança com o PSB em Pernambuco. 

Além disso, a ala dos defensores da candidatura própria na comissão criada por Gleisi para acompanhar as conversas com o PSB não definiu o membro. Estão no aguardo da convocação da presidente nacional do partido, que, apesar da reunião de terça, disse que não era necessário a participação do grupo. Mas, com o adiamento das convenções, decerto que a comissão participará de outras conversas. Os outros são o presidente estadual da sigla, Bruno Ribeiro, e o ex-prefeito João da Costa, pelos aliancistas. (Blog da Folha)

‘Plano A é registrar a candidatura, plano B é vencer a eleição’, diz Marília Arraes…

Kleber Nunes, O Estado de S.Paulo

A vereadora do Recife Marília Arraes (PT) tenta se viabilizar como candidata à cadeira ocupada por duas vezes pelo seu avô, Miguel Arraes, e outras duas vezes por seu primo, Eduardo Campos. O surgimento de sua pré-candidatura movimentou o cenário político local, mas sua principal dificuldade ironicamente está dentro de seu próprio partido, que cogita apoio à reeleição do governador Paulo Câmara (PSB). Marília usa pesquisas internas que lhe colocam em posição competitiva na disputa como principal argumento para convencer o PT a lançar candidatura própria ao governo de Pernambuco. A seguir os principais trechos da entrevista:

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A vereadora de Recife Marília Arraes (PT)  Foto: CARLOS EZEQUIEL VANNONI/FOTOARENA

No próximo domingo, 10, o PT deve definir se retoma aliança com o PSB ou aposta na candidatura própria ao governo do Estado, que deve ser a sua. Qual a sua expectativa?

Acho que deveriam resolver logo a nosso favor, mas essa pesquisa (encomendada pela executiva nacional do PT) vai mudar muita coisa nessa discussão. A expectativa é de que a gente vai ganhar na assembleia, porque na verdade essa decisão reflete o que a base do partido quer, que é a candidatura que representa mais de um ano de construção de debates. A gente não tem o direito de chegar, entrar num gabinete, fazer um acordo e deixar para trás, como se nada tivesse acontecido, a composição que foi feita com as bases, não só do PT, mas de fora dele também.

Como nasceu a sua pré-candidatura ao governo?

Primeiro, no final de 2016, o partido definiu que teria um candidato próprio ao governo do Estado, pela inviabilidade de aliança com os dois palanques que estavam e continuam aí postos. Politicamente nada mudou de tão substancial para que possibilitasse uma aliança, por isso, que a gente mantém essa postura de defender a candidatura própria. Fui chamada, naquele ano, pelo senador Humberto Costa (PT) para conversar e ele falou dessa possibilidade e perguntou o que eu achava. Na época, isso (concorrer ao governo) nem passava pela minha cabeça, estava pensando em dispustar para deputada. Eu tinha acabado de assumir a liderança da oposição (na Câmara dos Vereadores do Recife) ao mesmo tempo precisamos rodar o Estado para conversar sobre as reformas trabalhista e da previdência com sindicatos e movimentos sociais. Foi durante esse trabalho que a própria militância, em cada encontro, levantava o nome da gente como candidata à governadora.

Caso e confirme a sua pré-candidatura quais os partidos a senhora quer no seu palanque?

Essa articulação tem que ser feita pelo PT, o presidente (Lula) que vai ter que fazer essas conversas. Existe um grupo de trabalho já escalado para fazer essa articulação, mas é claro que como pré-candidata a gente não deixa de ser procurada por diversas lideranças que estão só esperando a definição. Uns para compor uma chapa marjoritária, outros como prefeitos, vereadoes, ex-prefeitos e lideranças políticas apenas dispostos a dar apoio a nossa candidatura.

Na sua opinião, há uma fragmentação da esquerda em Pernambuco? Quais partidos abraçariam o projeto do PT?

Já estamos em diálogo com os partidos de esquerda, mas não posso externar agora porque está no campo das conversas e esse movimento tem que ser feito respaldado pelo PT. Temos conversado bastante, não acho que a gente vá sair (para a campanha) fragmentado. Todos estão bastante conscientes de que é importante a união neste momento e a esquerda estará no nosso palanque.

O senador Humberto Costa (PT) foi o primeiro que lhe apresentou a proposta de disputar o governo pernambucano, mas agora está articulando a retirada da sua possível candidatura. O que mudou?

O PT não está vendo vantagens não e vai mostrar isso. O senador não fala pelo PT, quem fala pelo partido é o presidente do partido. Humberto e as lideranças que defendem essa aliança acho que podem esclarecer bem o porquê disso. Do meu ponto de vista, não tem justificativa política para ela, o PSB sequer está fazendo gestos significativos de autocrítica por ter votado pelo golpe. O próprio governador (de Pernambuco) foi contra o posicionamento do PSB nacional e se declarou a favor da reforma da Previdência. Também não estou vendo nenhum gesto de defesa de Lula, de denúncia da prisão política do ex-presidente, ou seja, nada que signifique que eles estão fazendo um caminho de volta para o nosso campo político.

A senhora diz que o governo de Paulo Câmara (PSB) é ‘ruim e altamente rejeitado’ pelos pernambucanos. Onde foi que ele errou?

Errou na política. A gestão Paulo Câmara é um governo desgastado politicamente, ele não tem a liderança que um governador precisa. É como se ele tivesse no cargo e não tivesse se dado conta da dimensão e da importância que isso representa. Na verdade, ele foi eleito para ser governado e não para governar. Um Estado como Pernambuco, que independente da coloração partidária, do lado político, sempre teve governadores que eram reconhecidos por serem lideranças nacionais. Paulo Câmara passou quatro anos não mostrou a que veio. Parece que ele não gosta de estar ali e não se deu conta do que é estar ali.

E quais serão as suas propostas para fazer o que o governador não fez?

Definida a candidatura própria, vamos iniciar grupos de trabalho pelo Estado inteiro e setorizados para consolidar a formação do programa de governo, que será apresentado à população antes da convenção do PT, na primeira semana de agosto. Será um projeto que realmente represente o que Pernambuco quer e precisa, construído conversando com as pessoas e não dentro de um gabinete, mas andando todo Estado. Já têm várias pessoas se propondo a trabalhar em diversas áreas conosco, inclusive, na segurança. Conversei com o professor (José Luiz) Ratton, que foi quem idealizou o Pacto pela Vida.

No governo Paulo Câmara, o número de pessoas assassinadas cresceu. Em 2017 o Estado bateu o recorde com 5.427 vítimas. A senhora manteria o Pacto pela Vida?

Na verdade, o Pacto pela Vida foi desmontado, a partir do momento que a área preventiva foi sucateada. Hoje, por exemplo, a maior causa de homicídios são as drogas, mas os programas como Atitude e outras ações preventivas, que diminuem os danos desse problema, foram desmantelados para fazer proselitismo com a base política. O professor Ratton está disposto a elaborar com a gente uma retomada das rédias da segurança pública do Estado.

Quais serão as suas principais ações para Pernambuco?

O Estado, principalmente o interior, sofre muito com a falta de abastecimento de água, que não chega nas torneiras das pessoas. A gente vê algumas obras não muitas, geralmente grandes adutoras e barragens. No caso da Zona da Mata Sul, por exemplo, que nós deveríamos ter cinco barragens construídas, evitando a cheia na região e represando água para levar aonde não tem, somente uma foi entregue. Duas tiveram os projetos reprovados por falhas e o dinheiro que já estava garantido teve que voltar para o governo federal. Há um descaso e uma falácia eterna em relação a esse problema. Muita vezes não chega água por falta de obras de apoio como manutenção da rede de distribuição, modernização dessa estrutura, têm redes que tem 60, 70 anos sem nenhuma manutenção. É como se o governo quisesse sucatear a gestão para incentivar a população a apoiar a privatização da Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento).

PE: neta de Arraes é ameaça real a aliança PT-PSB…

O PT federal terá de decidir se quer disputar o governo de Pernambuco ou se deseja virar um estorvo para atrapalhar a candidatura da neta petista de Miguel Arraes, a vereadora de Recife Marília Arraes. Bem-posta nas pesquisas, Marília divulgou um vídeo nas redes sociais para reafirmar seu projeto político. Fez isso para se contrapor à articulação subterrânea que aproxima o PT do seu principal rival, o governador pernambucano Paulo Câmara, que pleiteia a reeleição pelo PSB.

Num arranjo que conta com a simpatia de Lula, o PT pernambucano se aliaria ao PSB de Paulo Câmara, jogando ao mar as pretensões de Marília Arraes. Em troca, o PSB de Minas Gerais descartaria a candidatura a governador de Márcio Lacerda, ex-prefeito de Belo Horizonte, para se coligar com o PT, que tenta reeleger Fernando Pimentel. O problema é que, tomada pelas pesquisas, Marília não se parece com um fardo. E a militância petista resiste à ideia de descartá-la.

Na pesquisa mais recente, feita pelo instituto Múltipla, Marília Arraes (15%) obteve um notável empate técnico com Paulo Câmara (15,5%) e o senador Armando Monteiro (14,5), que disputará a cadeira de governador pelo PTB. Ex-governador e ex-ministro da Educação de Michel Temer, o deputado Mendonça Filho amealhou 11%.

O pedaço do PT que considera a hipótese de rifar Marília tem pouco tempo para agir. Está marcada para 10 de junho a convenção que pode resultar na formalização da candidatura da vereadora ao governo estadual. Para livrar-se da neta de Arraes, o petismo terá de justificar um paradoxo: o PSB de Paulo Câmara apoiou o impeachment de Dilma Rousseff.

Antes da deposição de Dilma, o PSB desembarcara da parceria nacional que mantinha com o PT para lançar, em 2014, a candidatura presidencial de Eduardo Campos, primo de Marília Arraes. Para acrescentar ironia no enredo, Marília trocou o PSB pelo PT em 2013. (Josias de Souza)

PT nacional se posiciona pela aliança com PSB…

Paulo Câmara – Foto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

O Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) nacional do PT realiza, neste momento, reunião por conferência com o PT estadual. Nos bastidores, dizem que, entre outras coisas, a finalidade seria informar a posição do partido pela aliança com o PSB, do governador Paulo Câmara, preterindo a candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes (PT). Essa posição teria o aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A reunião seria na terça-feira (29), mas foi remarcada para esta quarta. A direção estadual decidiria entre as teses de candidatura própria ou aliança no próximo dia 10 de junho. 

Com a decisão, o senador Humberto Costa (PT) deve obter uma das vagas ao Senado Federal na chapa majoritária de Paulo Câmara.

O PT nacional já trabalhava há algumas semanas para desmobilizar a ideia de candidatura própria, encabeçada por Marília. Ela, todavia, poderá ser candidata a Câmara dos Deputados, embora ainda resista à ideia. (Marcelo Montanini  – Folha de Pernambuco)

Mesmo rifada, Marília Arraes já é a grande vencedora de 2018…

Após a vitória de Eduardo Campos em 2006, onde Marília, então estudante da Faculdade de Direito do Recife, teve atuação destacada, ela foi ungida pelo PSB para disputar um mandato de vereadora do Recife em 2008 . Ainda muito jovem, Marília sagrou-se vitoriosa com uma expressiva votação. Já na eleição seguinte teve uma redução de votos, mas conseguiu a reeleição.

Foi alçada ao posto de secretária de Juventude de Geraldo Julio onde ficou um ano, quando decidiu deixar a pasta para tentar viabilizar uma candidatura a deputada federal. Naquele momento, Marília teve o seu desejo negado por Eduardo Campos e acabou rompendo com o primo. Marília, vale salientar, teve uma coragem que nem todo político ousaria ter, que foi romper com Eduardo no auge dele.

Passada a morte de Eduardo e a vitória de Paulo Câmara, Marília seguiu no PSB mas virou oposição a Geraldo Julio e a Paulo Câmara até optar por sair do partido para filiar-se ao PT. Assim como em 2014 quando rompeu com Eduardo, Marília deu outra demonstração de coragem quando, no auge da impopularidade petista, entrou no partido. Essas atitudes serviram para mostrar que Marília era diferenciada e isso fez dela alguém que merecesse a confiança da população.

Apesar de muitos afirmarem que ela seria derrotada em 2016, Marília teve o seu melhor desempenho na busca pelo terceiro mandato de vereadora, quando ficou entre as mais votadas do Recife e com a derrota de João Paulo para Geraldo Julio e a perda de muitos vereadores do PT, ela se credenciou como uma importante liderança política do partido. Por ser mulher, jovem e neta de Arraes, e sem um nome do PT para ofertar qualquer perspectiva política em Pernambuco, Marília virou um nome natural do partido para se colocar como alternativa para a eleição de 2018.

Ocorre que a sua pré-candidatura a governadora tomou uma proporção gigantesca e que chamou a atenção do PSB. O senador Humberto Costa enxergou em Marília Arraes o seu passaporte para tentar a reeleição pela Frente Popular e em vez de apoiar a pré-candidatura dela, como no início, passou a trabalhar contra, querendo entregar a cabeça de Marília de bandeja ao PSB. A rifada de Marília está encaminhada porque existe um desejo conjunto do PT e do PSB e pesa a favor da aliança a reaproximação nacional dos dois partidos.

Mesmo sendo rifada, Marília Arraes poderá ter sem sustos um mandato de deputada federal pelo PT, motivo do seu rompimento com Eduardo Campos. A diferença é que se em 2014 ela provavelmente seria eleita a reboque do primo, em 2018 ela chegará ao mandato por méritos próprios, e pode ser considerada a grande vitoriosa em Pernambuco. Marília terá a condição de vítima de um processo político, que dará mais do que um mandato de deputada federal em outubro, que será o protagonismo da política estadual pelos próximos anos. Em suma, a não candidatura em 2014 fez de Marília uma política diferenciada, e em 2018 a não candidatura a governadora lhe permitirá o mandato e uma relevância que jamais sonhou ter no estado. Queiram ou não queiram os juízes, Marília Arraes já é a grande campeã de 2018. (por Edmar Lyra)

Marília:”Humberto foi dos maiores incentivadores”…

Pré-candidata ao Governo do Estado pelo PT, a vereadora Marília Arraes seguiu, ontem, para Petrolândia. A despeito da falta de definição dentro do PT, ela segue circulando pelo Estado. Antes de pegar a estrada e depois de checar se havia combustível na cidade para a qual se dirigia, concedeu entrevista a esta colunista e ao titular do Blog da Folha, Daniel Leite, na coluna digital No Cafezinho.

Entre outras coisas, admitiu que sua postulação partiu de uma sugestão do senador Humberto Costa. “Demorei alguns meses para chegar e dizer: ´Tá certo, eu vou, eu topo. Porque, de qualquer forma, eu sou jovem, estou há pouco tempo no partido. E isso não é normal na política, mas como a gente está aqui para quebrar paradigma mesmo…e a base começou a encampar essa ideia…Enfim, foi movimento muito espontâneo que foi criado, a gente terminou aceitando e tá tudo certo´”, narrou a petista. Para ela, a mudança de posição do senador Humberto Costa, que passou a defender uma aliança do PT com PSB, foi “surpresa”.

Ela explica o seguinte: “Foi surpresa, até porque Humberto foi, inicialmente, um dos maiores incentivadores, senão o maior incentivador, de a gente ter uma candidatura, de colocar meu nome como candidata do PT. Inclusive, numa época em que nem eu mesma tinha assimilado essa questão de ser candidata a governadora tão cedo”. E acrescenta: “Mas eu respeito a ideia do senador Humberto, apesar de achar que ele está equivocado, senão não estaria me contrapondo a ele. Ele tem direito de fazer essa defesa”. Indagada se, em algum momento, se sentiu “usada”, Marília devolve: “De forma alguma. O senador mudou de opinião. Isso é natural na política, algo que a gente precisa respeitar e entender”. A entrevista vai ao ar, hoje, no Facebook da Folha de Pernambuco e no Blog da Folha.  (Renata Bezerra de Melo / Folha Política)

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