Eleições 2018 – Propaganda Eleitoral…

A propaganda eleitoral para as eleições só será permitida a partir de 16 de agosto de 2018, dia seguinte ao prazo final para apresentados dos registros de candidaturas (15 de agosto). A propaganda Leia mais »

Uma eleição com cara de dois turnos…

A primeira rodada de pesquisas produzida pelo Ipespe para este Jornal aponta uma eleição em dois turnos na disputa pelo governo estadual. Os números indicam empate técnico entre Paulo Câmara e Armando Leia mais »

Governador institui Programa de Apoio para as Comunidades Terapêuticas do Estado…

O governador Paulo Câmara assinou, nesta quinta-feira (16), no Palácio do Campo das Princesas, o decreto Nº 46.404, que cria o “Programa de Apoio às Comunidades Terapêuticas de Pernambuco”, visando qualificar e Leia mais »

Sociedade dos Criadores de Limoeiro anuncia programação da Exposição de Animais…

No período de 29 de agosto a 02 de setembro, a Sociedade dos Criadores de Limoeiro (SCL) realizará a 40ª Exposição Regional de Animais e 10ª Festa do Agronegócio. O parque Dr. Leia mais »

Nova diretoria da União dos Vereadores do Brasil-PE, tomou posse nessa quinta…

A diretoria da União dos Vereadores do Brasil, seccional Pernambuco, tomou posse na manhã desta quinta (16). A solenidade aconteceu no auditório Senador Nilo Coelho na Assembleia Legislativa de Pernambuco, e contou Leia mais »

Tag Archives: Marília Arraes

Marília pode apoiar Júlio Lóssio ao governo do estado…

Atende pelo nome de Júlio Lóssio (REDE) o candidato que deverá receber o apoio da candidata a deputada federal Marília Arraes (PT) após ter sido rifada da disputa eleitoral. A informação segundo levantamentos feitos é de que a vereadora recifense estaria dividida entre o candidato do PROS, Maurício Rands e o candidato da REDE Júlio Lóssio, sendo que este segundo tem mais chances do que o primeiro de levar o apoio de Marília que já declarou também abertamente apoio a Silvio Costa (AVANTE) ao senado. Marília Arraes tem conversado bastante com sua base de apoio e caso venha a se confirmar esse apoio ao ex-prefeito de Petrolina ele pode ganhar musculatura e tornar-se um candidato em ascensão no pleito estadual.

Júlio já disputou uma eleição desta forma em 2008. Quando foi candidato a prefeito de Petrolina naquele ano contra um adversário forte que foi o socialista Gonzaga Patriota, que teve o apoio do governo municipal, do governo estadual e do governo federal. Júlio não tem apoio das máquinas administrativas e são poucos que o conhecem. Com a adesão de Marília Arraes que já disse que só irá se posicionar oficialmente após o início da campanha, ou seja, após o dia 16. Não está descartado o apoio a Maurício Rands, no entanto, pessoas que tem proximidade com a petista disseram que a possibilidade de adesão à campanha da REDE de Júlio Lóssio são muito maiores do que uma aliança com Maurício Rands.

Já com Armando Monteiro (PTB), embora considere o senador uma pessoa que lutou contra o impeachment da Dilma e um aliado político, Marília se disse desconfortável em estar no mesmo palanque que tem o DEM e o PSDB. No entanto, caso o trabalhista passe para o segundo turno, não está descartado  um apoio da petista ao candidato do PTB. “Ela só não subirá no palanque do PSB” disse-me uma fonte. (Silvinho Silva)

Quem herdará os votos de Marília?

Fora da disputa ao Governo de Pernambuco, a vereadora do Recife, Marília Arraes, aparecia empatada tecnicamente com o Armando Monteiro e Paulo Câmara na última pesquisa divulgada. A matemática dessa eleição ficará diante dos indecisos e de quem herdará o capital eleitoral de Marília?

Com o PT no seu palanque, Paulo Câmara tende a absolver parte desse eleitorado na mesma proporção que perde, porque muitos petistas ficaram magoados com o movimento político do PSB para rifar Marília da disputa. Diante disso, o candidato Maurício Rands (PROS), que foi líder do PT na Câmara dos Deputados no Governo Lula fez uma chapa alinhada com a esquerda mirando esse eleitor lulista e que está insatisfeito.

Por sua vez, Armando mesmo abrindo o palanque para Geraldo Alckmin no Estado já havia declarado voto a Lula, tentando uma reaproximação com o eleitorado do PT, devido a proximidade que tiveram na eleição passada e vem fazendo acenos públicos para a vereadora e candidata a deputada federal.

Por fim, o mais contumaz dos quatro candidatos mais bem posicionados na disputa, o ex-prefeito de Petrolina Júlio Lóssio está não só afiado contra todos, mas há uma grande expectativa que Marília declara seu voto a ele possibilitando uma migração do seu espólio. Uma coisa é fato, quem conseguir agradar os indecisos que na última pesquisa passou dos 50% e sinalizar para o eleitor de Marília estará bem forte na corrida pelo comando do Palácio do Campos das Princesas. Vamos aguardar a próxima pesquisa! (Elielson Lima)

Marília Arraes e João Campos disputam pelo título de deputado federal mais votado de Pernambuco…

Diário de Pernambuco

Oriundos do mesmo DNA familiar, a vereadora Marília Arraes (PT) e o engenheiro João Campos (PSB) estão travando uma briga de “titãs” nesta eleição para serem puxadores de votos à Câmara Federal. Atuando em lados opostos, os dois primos (em segundo grau) podem se tornar potenciais adversários na disputa pela Prefeitura do Recife em 2020 ou ao governo do estado em 2022. O status que conquistarão na disputa em outubro terá reflexo direto nas futuras eleições majoritárias.

A partir de agora, a ordem é cada um colocar seu exército nas ruas e usar as “armas” que dispõe para conquistar o maior número de votos. A neta e o bisneto do ex-governador Miguel Arraes não medirão esforços para ter bons desempenhos eleitorais. Se, de um lado, Marília percorreu o estado popularizando seu nome em busca da simpatia do eleitor, antes de ser “rifada” pelo PT nacional como candidata ao governo do estado, João tem mais de 70 prefeitos somente no PSB a seu favor, além de deputados e lideranças políticas.

Estreante nas urnas, o filho do ex-governador Eduardo Campos conta com apoio dos principais líderes do PSB no estado: o governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Julio. Marília, por sua vez, tem ao seu lado a força da base do PT, de parte dos dirigentes estaduais de seu partido, além do apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE) e movimentos sociais.

De acordo com o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, Marília é um excelente quadro que fez uma caminhada vitoriosa. “Recebemos a filiação dela há dois anos com entusiamo. O nosso líder maior, Lula, abonou sua ficha de filiação. Esperamos que Marília tenha uma excelente votação. É importante para ela e o PT”.

Para não correr o risco de conquistar o voto, mas não eleger seus representantes na Câmara Federal como aconteceu em 2014, o PT de Pernambuco decidiu sair sozinho na disputa proporcional. “Tivemos quase 400 mil votos, mas não conseguimos eleger nenhum deputado federal porque estávamos coligados com o PTB, que elegeu cinco. Por isso o sentimento do partido foi sairmos sozinhos na chapinha”.

Fiel escudeira da candidatura de Marília, a deputada estadual Teresa Leitão (PT) acredita que a vereadora conquistará muitos votos de opinião. “É possível que ela seja puxadora de votos, mas muitos votos de opinião ainda estão soltos. Marília andou muito pelo estado e a meta é trabalharmos para ela ser bem votada”.

Presidente licenciado da CUT-PE e candidato a deputado federal pelo PT, Carlos Veras afirmou que Marília não está preocupada em ser a mais votada, mas, como líder do PT, sua meta é receber mais votos para eleger um maior número de deputados. “Faremos ações juntos e individuais. O importante é manter a unidade no voto ao PT. Vamos mostrar quem são os verdadeiros candidatos de Lula e do nosso partido”, enfatizou Veras.

O presidente do PSB estadual, Sileno Guedes, foi procurado, mas não retornou as ligações nem as mensagens via WhatsApp. Para o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Isaltino Nascimento (PSB), João Campos tem a responsabilidade de dar seguimento à história de compromisso com o povo iniciada por Miguel Arraes e Eduardo Campos. De acordo com ele, não está em discussão a disputa pela Prefeitura do Recife, mas o objetivo do grupo é reeleger Paulo Câmara, os dois senadores e fazer uma forte bancada de deputado estadual e federal. “Arraes e Eduardo foram dois excelentes quadros políticos com dimensão nacional. João Campos tem a responsabilidade de dar seguimento a isso”, afirmou Isaltino.

Espólio 

Na opinião do cientista político Hely Ferreira, a briga entre Marília e João Campos mostra como a disputa pelo poder pode colocar famílias em lados opostos e transformar parentes em ferrenhos adversários. “O poder, muitas vezes, divide as famílias. O bom disso é que a quantidade que cada um deles tiver de votos seja visto como grande responsabilidade para com o povo de Pernambuco. É importante que Marília e João Campos entendam que as cadeiras que serão conquistadas pelo voto não são da família Campos ou Arraes, mas do povo de Pernambuco”, enfatizou Ferreira.

Deputados federais mais bem votados nas eleições 

2014

Eduardo da Fonte (PP)

283,5 mil

Pastor Eurico (PSB)

233,7 mil

Jarbas Vasconcelos (MDB)

227,4 mil

Felipe Carreras (PSB)

187,3 mil

Anderson Ferreira (PR)

150,5 mil 

2010

Ana Arraes (PSB)

387,5 mil

Eduardo da Fonte (PP)

330,5 mil

João Paulo (PT)

264,2 mil

Inocêncio Oliveira (PR)

198,4 mil

Pastor Eurico (PSB)

185,8 mil 

2006

Armando Monteiro (PTB)

205,2 mil

Inocêncio Oliveira (PL)

181,1 mil

Ana Arraes (PSB)

178,4 mil

Cadoca (PMDB)

157,9 mil

Maurício Rands (PT)

149,2 mil 

Bases de Marília migram para Julio Lossio…

Com a retirada da candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes (PT), da disputa pelo governo de Pernambuco, as bases de apoio de Marília tendem a migrar para o palanque de Júlio Lóssio, prova disso fui a declaração de apoio do Vereador de Santa Cruz do Capibaribe Ernesto Maia (PT),   que em discurso recente, na tribuna da Câmara declarou seu apoio a Júlio Lóssio.

Segundo Ernesto Maia os principais motivos que o levaram a tomar essa decisão foram a retirada da candidatura do Partido dos Trabalhadores, que covardemente rifou a neta de Arraes da disputa, e diante dessa negativa ele resolveu apoiar Júlio Lóssio, que de forma muito acertada escolheu  para vaga de vice o ex- vereador de Santa Cruz do Capibaribe Luciano Bezerra.

Para Ernesto Maia, a escolha de  um representante do Agreste é um ato de valorização  e acima de tudo é reconhecer a importância do Agreste para o desenvolvimento econômico de Pernambuco.

O Vereador Ernesto Maia foi o grande entusiasta e porta voz do Agreste da pré-candidatura de Marília Arraes na região, e sua adesão ao palanque do ex- prefeito de Petrolina Júlio Lóssio, poderá desencadear a adesão de outros petistas que estão se sentindo órfãos pelo assassinato da candidatura do PT. (Edmar Lyra)

Marília Arraes e João Campos travam duelo velado nas urnas…

A vereadora Marília Arraes (PT) e o engenheiro João Campos (PSB), neta e bisneto de Miguel Arraes, respectivamente, travam um duelo velado nas urnas não apenas por uma vaga na Câmara Federal. A disputa, já de olho na Prefeitura de Recife em 2020, é pelo espólio eleitoral da família Arraes e, consequentemente, saber quem dos dois receberá mais votos.

Novato em eleições, João, filho de Eduardo Campos, conta com o apoio do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e do prefeito de Recife, Geraldo Júlio (PSB). O empenho dos dois principais líderes do PSB tem provocado descontentamento de outros candidatos do partido.

Agora, com a entrada de Marília na disputa direta com Campos, aumentará o esforço empreendido para evitar uma derrota política. “Atendo ao chamado da Frente Popular para cumprir a honrosa missão de ser candidato a deputado federal e, junto com o povo de Pernambuco, dar continuidade ao legado de doutor Arraes e de Eduardo Campos”, afirma João.

Marília personifica, em Pernambuco, a oposição ao governador Paulo Câmara. Após ter o nome retirado da disputa ao governo pelo comando do próprio partido, resolveu se lançar a deputada federal. Na disputa proporcional, o PT decidiu não participar da coligação de apoio ao pessebista. É uma estratégia para que a possível expressiva votação de Marília não ajude a eleger deputados do PSB.

Em vídeo publicado nas suas redes sociais, a vereadora foi direta. “Tomamos a decisão de lançar a nossa candidatura a deputada federal numa chapa exclusiva do PT, sem coligação. Votando em mim ou qualquer outro candidato da nossa chapa, seu voto não vai eleger deputados de outros partidos”, declarou.

Na manhã desta quarta-feira (8), a petista falou a jornalistas que João Campos é um candidato comum. “Ele é um candidato como qualquer outro. Temos muitos candidatos. Não é por ser da família ou por não ser que seria diferente”. Marília ressaltou que não tem a vaidade de ser a mais votada. “Agora, é juntar os cacos de todo esse processo que foi bastante traumático. Não tenho vaidade. Quero que o PT eleja muitos deputados. Não tenho grande estrutura de máquina, de dinheiro, de tudo isso”, alfinetou. 

Em 2014, Marília Arraes rompeu com o primo Eduardo Campos justamente por ele não lançá-la como deputada federal. No mesmo ano, com Ana Arraes fora da disputa por ter se tornado pelas mãos do filho Eduardo Campos ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), os 387 mil votos dados a ela na eleição de 2010, que a tornou a deputada mais votada em Pernambuco e a quinta no Brasil, foram estrategicamente repartidos. 

Os principais beneficiados foram os mais próximos de Eduardo: os deputados federais Tadeu Alencar, Danilo Cabral e Felipe Carreras, todos do PSB e que concorrem à reeleição neste ano.

Em 2006, Eduardo Campos, que venceu a disputa do Governo de Pernambuco, lançou Ana Arraes para ocupar uma vaga na Câmara. Ela obteve 178 mil votos. Em 1990, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, pai de Ana e avô de Eduardo, foi o primeiro das urnas com 339 mil votos. (FolhaPress)

Cúpula do PT derruba recurso de Marília Arraes…

O Diretório Nacional do PT derrubou, há pouco, por 57 votos a 29, um recurso que pedia a manutenção da candidatura própria ao governo de Pernambuco com Marília Arraes. O lançamento de Marília, vereadora em Recife e neta do ex-governador pernambucano Miguel Arraes, foi defendido por uma ala de dirigentes petistas insatisfeitos com o acordo de apoiar a reeleição de Paulo Câmara (PSB).

Ontem à noite, o diretório do PT em Pernambuco chegou a aprovar a candidatura de Marília, criando uma saia-justa para a cúpula da legenda. A vereadora, inclusive, foi à reunião nacional hoje em São Paulo e disse, mais cedo, que estava no encontro para defender a decisão de Pernambuco, e não para debatê-la.

A determinação do PT para a retirada da candidatura de Marília faz parte de um acordo mais amplo com o PSB, que ficará neutro na disputa presidencial – na prática, isolando Ciro Gomes (PDT) no campo da centro-esquerda.

Em 2012, o comando nacional do PT já havia interferido em uma disputa em Pernambuco. Naquele ano, o Diretório Nacional anulou as prévias em que o então prefeito do Recife, João da Costa, foi escolhido como candidato à reeleição. O senador Humberto Costa foi o escolhido pela direção e depois perdeu para Geraldo Julio (PSB). Julio se reelegeu em 2016 contra um petista, João Paulo.

Os defensores da candidatura de Marília podem recorrer ao Encontro Nacional do PT, que acontece amanhã, em São Paulo. Entretanto, Marília considera a opção de abrir mão da candidatura e disputar uma cadeira de deputada federal. (Magno Martins)

Para Ciro, manobra para retirar Marília foi golpe…

“O que essa moça Marília Arraes tem a ver comigo? Ela merecia pagar esse preço? Será que o povo de Pernambuco vai engolir com casca e tudo essa providência golpista? Ninguém pode falar em golpe e praticar um golpe.”

A afirmação foi feita nesta quinta-feira (2) pelo candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, no seminário da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional) sobre combate à sonegação e corrupção. (Folha de PE)

Judicialização não é descartada por grupo de Marília Arraes…

Após sair vencedora da disputa interna entre aliancistas e candidatura própria com ampla margem de apoio, a vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), trabalha para consolidar a decisão da base petista no Diretório Nacional. Com a vitória de ontem, o grupo avaliou que houve um empate técnico e o jogo estaria zerado para a resolução de hoje. Mas, em caso de vitória, a questão pode ser levada para a Convenção Nacional, amanhã, e, em último caso, à Justiça Eleitoral. A petista estará presente, como convidada, na reunião de hoje, em São Paulo.

A ideia do grupo dela é obter a chancela da Direção Nacional e protocolar o registro de candidatura dela no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas não descarta judicializar o processo, caso seja necessário. O prazo para registro é até 15 de agosto e esta é a data limite para a estratégia da petista. Em último caso, o caminho natural para a Marília é disputar uma vaga à Câmara dos Deputados, que – no primeiro momento – havia resistência por parte da vereadora, mas tornou-se uma solução viável, sem subir no palanque do governador Paulo Câmara (PSB). 

Após o pacto de neutralidade na corrida presidencial firmado entre PT e PSB, uma possível candidatura de Túlio Gadelha (PDT) ao Governo de Pernambuco teria entrado no radar do partido. Nos bastidores, comenta-se que a petista poderia ser dissidente e apoiar a postulação do pedetista ao governo estadual. Marília e Gadelha possuem boa relação, ele, inclusive, era um ferrenho defensor da candidatura dela, mesmo o PDT estando na base de Câmara.

Anteontem, Marília disse que não judicializaria o processo e que tentaria resolver o imbróglio dentro das esferas partidárias. “Até segunda-feira muita coisa pode acontecer”, disse, após saber da decisão da Comissão Executiva Nacional do PT, pró-aliança com o PSB. (Folha de Pernambuco)

PT estadual vota a favor da candidatura de Marília…

Diário de Pernambuco

A reunião do diretório do PT em Pernambuco se transformou no principal evento político do país hoje. Todas as atenções da esquerda nacional – e o olhar atento dos demais atores políticos envolvidos na eleição que se aproxima – estavam voltados para a decisão dos 251 delegados petistas no Recife em relação à manutenção da candidatura da vereadora Marília Arraes ao governo do estado. Sob forte pressão da Executiva Nacional – que, na noite anterior, fechou um acordo com o PSB para apoiar a reeleição do atual governador Paulo Câmara – a maioria absoluta dos militantes do PT gritavam pela resistência local. Sentimento que ficou ainda mais exposto quando o senador Humberto Costa foi hostilizado em sua chegada ao encontro. Cercado e acuado pelos gritos de “golpista”, Humberto tentou utilizar uma possível orientação do ex-presidente Lula como justificativa para seu posicionamento contra a candidatura de Marília: “Vocês acreditam que existe alguma coisa que seja aprovada no PT que não tenha o apoio ou o conhecimento de Lula?”

De Curitiba, ainda em frente à sede da Polícia Federal onde Lula está preso, a presidente do partido, Gleisi Hoffman, gravou um vídeo para reforçar o posicionamento do PT de apoiar o PSB em Pernambuco. A senadora estava reunida com o ex-presidente minutos antes de gravar o vídeo e, desta forma, enviava um recado direto e seco para Marília. A “voz silenciosa” de Lula ecoava pelos corredores e salas do Recife Praia Hotel. Durante o processo de votação dos delegados, a portas fechadas, a vereadora e pré-candidata deixou a sala e foi para uma ala reservada do hotel fazer ligações. Do lado de fora, ouviu coros de apoio dos militantes. A divisão do partido estava clara. O futuro de Marília não.

Eram 20h40 quando o som que veio do salão onde acontecia a votação deixou claro o que acabara de acontecer ali dentro. A candidatura da vereadora Marília Arraes resistiu à pressão da cúpula do partido. A decisão da Executiva Nacional foi “derrubada” pelos delegados pernambucanos.

Isso significa que Marília terá sua candidatura oficializada? Ainda não. O ex-deputado federal Fernando Ferro explicou os próximos passos do imbróglio: “Depois desse encontro vai haver uma votação do recurso da Executiva Nacional amanhã. Se não tivermos sucesso, vamos recorrer a última instância domingo. Isso está sendo muito ruim para o partido. Tem muita gente querendo se desfilar. Como lidar com isso? Sou favorável até que recorramos a instâncias jurídicas. Isso pode destroçar o PT de Pernambuco”.

Enquanto a militância fazia festa em torno de Marília, o senador Humberto Costa afirmou que a decisão do diretório de Pernambuco dificilmente será validada pela cúpula nacional. “A decisão de amanhã, se não houver nada novo, será manter a decisão da executiva. Hoje eu defendi a aliança com o PSB e amanhã defenderei de novo”, afirmou o senador que – no entanto – não se negou a dar as mãos a Marília após o resultado: “Serei candidato ao Senado de todo jeito”.

Marília diz não desistir e aliados já buscam um plano B…

 Marlon Diego/Esp.DP – 

Pré-candidata ao governo do estado, a vereadora Marília Arraes (PT) tomou a decisão de bater de frente com as executivas estadual e nacional do PT até domingo, quando termina o prazo das convenções partidárias. Ontem, a cúpula nacional da legenda aprovou a resolução para retirar sua pré-candidatura em Pernambuco por 17 votos a oito, a executiva estadual acatou essa decisão, porém Marília resistiu às pressões de ambos os lados e rejeitou apoiar o palanque do governador Paulo Câmara (PSB). A petista repetiu um discurso que vem sendo usado pelo próprio ex-presidente Lula, que se nega a abrir mão de concorrer à Presidência da República, mesmo estando preso há mais de 100 dias. Ela prometeu apoiar o recurso movido por aliados contra a tática anunciada pela executiva nacional e ir “até as últimas instâncias”. 

“Marília Arraes não tem o direito de recuar a candidatura e colocar a esperança das pessoas numa mesa como moeda de troca, a preço de banana”, afirmou a pré-candidata, recebendo aplausos da militância presente na coletiva convocada na sede da Central Única dos Trabalhadores. Marília falou à imprensa depois de divulgar um vídeo nas redes sociais e convocar os delegados do PT para marcar presença no encontro estadual previsto para hoje à tarde, às 17h, no Praia Hotel em Boa Viagem. O encontro estadual tem autonomia em relação à executiva nacional. Trezentos delegados vão votar para apoiar a tese de candidatura própria ou aliança estadual com o PSB, defendida pelo senador Humberto Costa. 

A petista negou a hipótese de o ex-presidente Lula ter feito jogo duplo nos últimos meses, apoiando sua candidatura ao governo, para, em seguida, rifá-la em troca de apoio do PSB nacional. Lula sempre adota esse tipo de estratégia, segundo informações de bastidores. O cacique petista incentivou uma disputa velada entre Humberto Costa e João Paulo, no passado, depois estimulou a candidatura de Humberto Costa e Eduardo Campos, em 2006, e, em 2012, deu a bênção para a retirada da candidatura de João da Costa à Prefeitura do Recife. Na época, Humberto Costa concorreu ao governo municipal, no lugar de João da Costa. Para Marília, Lula apoia sua pré-candidatura e não interfere nas decisões partidárias.

“Da parte do presidente Lula, todos os sinais que Lula mandou, os recados antes de ser preso e depois da prisão política que ele está sofrendo (foram positivos à minha candidatura). Ele mandou recado por Rui Falcão (ex-presidente nacional do PT), por João Pedro Stédile (coordenador do MST) e pelo Frei Sérgio Görgen (que acompanha movimentos populares do campo). Então, eu e a sociedade achamos que essas pessoas têm idoneidade suficiente para não saírem de uma visita com Lula e colocando palavras na boca de Lula”.

Continua…

Marília Arraes nega que candidatura tenha sido retirada…

Obs.: Para melhor audição, desative momentaneamente a Rádio DS. 

PT nega que candidatura de Marília foi rifada…

Em contato com aliados da vereadora Marília Arraes e com a equipe do PT estadual, ambos negaram a informação de que a candidatura de Marília foi rifada conforme noticiado por alguns blogs no estado.

“Isso será decidido amanhã, em reunião com os trezentos delegados do partido que vão optar se o PT terá candidatura própria ou não” disse uma das pessoas do PT.

De acordo com informações quem trabalha com hipóteses tem apenas o desejo de tumultuar o trabalho do Grupo Eleitoral Petista. (Blog Silvinho)

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