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Tag Archives: Ciro Gomes

Ciro Gomes diz em vídeo que não vai ‘tomar lado’ no 2º turno por ‘razão prática’…

Em um vídeo nas redes sociais, o candidato derrotado à Presidência Ciro Gomes (PDT), de volta ao Brasil após viagem à Europa, não declarou apoio a Fernando Haddad (PT), como parte da militância de esquerda esperava, e disse que vai “preservar um caminho” para que os brasileiros possam ter uma “alternativa”. O pedetista reconheceu que “todo mundo preferia” que ele “tomasse um lado e participasse da campanha”, mas ressaltou que não o faria.

“Claro que todo mundo preferia que eu, com meu estilo, tomasse um lado e participasse da campanha, mas eu não quero fazer isso por uma razão muito prática que eu não quero dizer agora. Porque, se eu não posso ajudar, atrapalhar é que eu não quero”, destacou.

A candidatura de Ciro à Presidência sofreu um forte baque quando o PT decidiu retirar a pré-candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco para evitar que o PSB fechasse uma aliança nacional com o PDT. Com a saída dela, o governador Paulo Câmara (PSB), que conseguiu a reeleição, ficou com o caminho aberto. A articulação foi comandada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Logo depois de ter confirmada a derrota no primeiro turno, Ciro Gomes foi questionado sobre a disputa final entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro (PSL). Na ocasião, ele sinalizou oposição do militar: ” Ele não, sem dúvida “. Enquanto ainda concorria, o próprio Ciro chegou a dizer que votaria no ex-prefeito de São Paulo caso o petista fosse para o segundo turno em vez dele. O pedetista viajou para a Europa e frustrou a intenção do PT de tê-lo ao seu lado na campanha.

No vídeo deste sábado, o candidato recomendou o voto pela democracia e contra a intolerância. Segundo ele, o Brasil precisa, a partir de segunda-feira, construir “um grande movimento” para proteger o regime democrático e a sociedade mais pobre “dos avanços contra os direitos” e os interesses nacionais “contra a cobiça estrangeira”. (O Globo)

Ciro, entre morrer na praia e vencer…

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo

Ciro Gomes é o único candidato que vence as disputas de segundo turno. Todas.

Nos demais confrontos, há na prática empate, com exceção de um confronto ora improvável.

Ciro bate Jair Bolsonaro com folga e Fernando Haddad de lavada, se lê no Datafolha.

No momento, Ciro é o recurso de segunda e última instância dos que rejeitam petistas e bolsonaristas.

É o candidato no centro geométrico da eleição, embora não ocupe o centro do espectro tradicional da política –e boa parte do eleitorado nem liga para isso.

Ainda assim, seu sucesso depende de dar as mãos para os dois lados, azuis e vermelhos.

Ciro é o “anti”. O segundo melhor para muita gente, 30% dos eleitores. O mal menor. O filho do meio. O nome que se dê. Mas corre o risco de ficar de fora do segundo turno, empatado que está com um Haddad em ascensão rápida.

Pensar no segundo turno tem importância considerável nesta campanha de votação muito fragmentada, de repulsas intensas e em que parte relevante do eleitorado fará lances estratégicos a fim de evitar o pior.

Continua…

Datafolha: Bolsonaro, 26%; Ciro, 13%; Haddad, 13%; Alckmin, 9% e Marina, 8%…

Do G1

O Datafolha divulgou, há pouco, o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 2.820 eleitores entre ontem e hoje.

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Os resultados foram os seguintes:

  • Jair Bolsonaro (PSL): 26%

  • Ciro Gomes (PDT): 13%

  • Fernando Haddad (PT): 13%

  • Geraldo Alckmin (PSDB): 9%

  • Marina Silva (Rede): 8%

  • Alvaro Dias (Podemos): 3%

  • Henrique Meirelles (MDB): 3%

  • João Amoêdo (Novo): 3%

  • Cabo Daciolo (Patriota): 1%

  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%

  • Vera Lúcia (PSTU): 1%

  • João Goulart Filho (PPL): 0%

  • Eymael (DC): 0%

  • Branco/nulos: 13%

  • Não sabe/não respondeu: 6%

Em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado na segunda-feira (10):

  • Jair Bolsonaro oscilou, dentro da margem de erro, de 24% para 26% (com a margem de erro, tem de 24% a 28%);

  • Ciro Gomes se manteve no mesmo patamar, com 13% (pela margem de erro, de 11% a 15%);

  • Fernando Haddad tinha 9%, agora cresceu para 13% (pela margem de erro, de 11% a 15%);

Ciro e Haddad estão empatados.

  • Marina Silva estava com 11%, agora caiu para 8% (com a margem de erro, tem de 6% a 10%);

  • Geraldo Alckmin tinha 10%, agora, 9% (com a margem de erro, de 7% a 11%);

Marina e Alckmin estão tecnicamente empatados.

Rejeição

O Instituto também perguntou: “Em quais desses candidatos… você não votaria de jeito nenhum no primeiro turno da eleição para presidente deste ano?”

Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.

Vamos aos números:

  • Bolsonaro: 44%

  • Marina: 30%

  • Haddad: 26%

  • Alckmin: 25%

  • Ciro: 21%

  • Vera: 19%

  • Cabo Daciolo: 18%

  • Eymael: 17%

  • Boulos: 17%

  • Meirelles: 17%

  • Alvaro Dias: 16%

  • João Goulart Filho: 14%

  • Amoêdo: 15%

  • Rejeita todos/não votaria em nenhum: 4%

  • Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2%

  • Não sabe: 5%

Em relação à pesquisa anterior, a variação da taxa de rejeição foi a seguinte: Bolsonaro, de 43% para 44%; Marina, de 29% para 30%; Haddad, de 22% para 26%; Alckmin, de 24% para 25%; Ciro, de 20% para 21%.

Simulações de segundo turno

  • Marina 43% x 39% Bolsonaro (branco/nulo: 16%; não sabe: 2%)

  • Ciro 40% x 34% Alckmin (branco/nulo: 23%; não sabe: 3%)

  • Alckmin 41% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 19%; não sabe: 2%)

  • Alckmin 39% x 36% Marina (branco/nulo: 23%; não sabe: 2%)

  • Ciro 45% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 2%)

  • Alckmin 40% x 32% Haddad (branco/nulo: 25%; não sabe: 3%)

  • Bolsonaro 41% x 40% Haddad (branco/nulo: 17%; não sabe: 2%)

  • Ciro 44% x 32% Marina (branco/nulo: 22%; não sabe: 2%)

  • Marina 39% x 34% Haddad (branco/nulo: 25%; não sabe: 2%)

  • Ciro 45% x 27% Haddad (branco/nulo: 25%; não sabe: 2%)

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos

  • Entrevistados: 2.820 eleitores em 197 municípios

  • Quando a pesquisa foi feita: 13 e 14 de setembro

  • Registro no TSE: BR 05596/2018

  • Nível de confiança: 95%

  • Contratantes da pesquisa: TV Globo e “Folha de S.Paulo”

Armando Monteiro cogita apoio a Ciro Gomes…

O candidato a governador Armando Monteiro (PTB) ficou oficialmente sem candidato ao Palácio do Planalto, quando o nome do ex-presidente Lula (PT) foi afastado da disputa. Havia uma expectativa de que o petebista apoiasse o tucano Geraldo Alckmin – levando em conta que o PSDB está no seu arco de alianças – entretanto, segundo informações de bastidores, esse gesto está praticamente descartado dos planos de Armando, que deve apoiar o candidato do PDT, Ciro Gomes.

Decidido a votar em Lula, enquanto o petista era candidato, Armando não foi a Petrolina, em 23 de agosto. “Não fui porque eu voto em Lula, sempre tivemos o palanque aberto ao ex-governador, meus senadores o apoiam, mas eu voto em Lula”, justificou o senador, à época. Vale lembrar que o PT não está coligado com Armando e, sim, com o governador Paulo Câmara (PSB). A justificativa do petebista, contudo, é uma afinidade política histórica com o petista.

Indagado sobre as alternativas a Lula, o candidato a governador sempre mencionou que os partidos da sua coligação apoiam diversos presidenciáveis. PSDB, DEM, PRB e PPS apoiam Alckmin, PSL e PRTB apoiam Jair Bolsonaro (PSL), Podemos e PSC apoiam Alvaro Dias (Pode), PV apoia Marina Silva (Rede) e PHS apoia Henrique Meirelles (MDB). “É importante que o governador de Pernambuco tenha capacidade de articulação para aprovar projetos no Governo Federal independentemente de quem for o próximo presidente da República”, alega o petebista. 

Segundo integrantes do PSDB, que preferiram não se identificar, Armando não firmou compromisso de apoiar Alckmin, na desistência de Lula, e estaria liberado para apoiar Ciro, se quisesse. Chama atenção que, em sabatinas, o petebista já tem feito uma ponte com o ex-governador do Ceará, ao mencionar, nas suas propostas de governo para Pernambuco, a intenção de copiar o modelo educacional cearense, com foco no ensino fundamental.

A hipótese de que Armando apoiaria Ciro foi aventada na coluna Fogo Cruzado, ontem. Interlocutores da coligação, por sua vez, confirmaram que o apoio a Alckmin está descartado e que a adesão a Ciro deve ser anunciada em breve. Confrontado com essa informação, o senador não negou, alegando que está discutindo com a coligação a nova posição. “A gente procura buscar opções com as quais a gente tem afinidade. Nesse momento, estamos pensando no Brasil. Vamos fazer uma avaliação com os meus companheiros, os companheiros dessa grande frente que nós lideramos”, afirmou o senador. 

Candidata a vice na chapa do ex-deputado Maurício Rands (PROS), a ex-vereadora Isabella de Roldão (PDT) evitou atrito com Armando e destacou que seria bom Ciro ter mais palanques no Estado. “Se é uma coisa de surfar na onda de Ciro, que é uma crescente no Brasil e em Pernambuco, as coisas vão clareando (com o tempo)”, ponderou. A reportagem tentou contato com Rands, sem sucesso. Ele, que anunciou apoio a Ciro, já havia destacado que Paulo Câmara e Armando Monteiro estavam querendo surfar na popularidade do ex-presidente Lula (PT) mesmo sabendo que o petista não teriam condições de ser candidato. (Folha de Pernambuco)

Sem Lula no páreo, Armando deve declarar apoio a Ciro…

No comando da campanha do presidenciável Ciro Gomes, já se espera que ele desembarque em Pernambuco em breve. A nova visita ao Estado seria um aceno ao senador Armando Monteiro Neto e poderia resultar num ato no qual o pedetista receberia apoio do candidato ao Governo do Estado pelo coligação Pernambuco Vai Mudar. Entre os integrantes do palanque do petebista, a declaração de voto em Ciro é vista como “o mais provável”. A aliança de Armando conta com partidos de dois candidatos à Presidência da República: Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL). Pessoas próximas, no entanto, grifam que o tucano não tem relação estreita com o Nordeste e que essa variável já foi citada por Armando em suas declarações.

O nome de Marina Silva também teria sido alvo de debate, mas o fato de ela vir “desidratando” nas pesquisas passou a pesar negativamente. “Há uma migração do voto útil para Ciro”, observa um aliado de Armando em reserva, em sinal de que as perspectivas que as pesquisas apresentam para Ciro podem ser determinantes. Armando Monteiro sempre deixou claro ter compromisso de votar no ex-presidente Lula, mas, em paralelo, grifou, por várias vezes, que isso não se estenderia a Fernando Haddad e ao PT. Armando tem relação próxima com o presidente estadual do PDT, Wolney Queiroz, o que poderia catalisar o processo de apoio a Ciro, ainda que o PDT esteja no palanque de Maurício Rands. O partido segue integrando a gestão estadual, o que não deixa de ser um aceno do governador Paulo Câmara aos pedetistas. Nacionalmente, no entanto, a relação entre PSB e PDT saiu arranhada, o que pode ainda colaborar para aproximar Armando e Ciro.  (Renata Bezerra de Melo)

Meu governo botará pra correr ladrão e bandido, diz Ciro…

Jornal do Brasil

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, subiu o tom das críticas aos adversários neste domingo. Em visita à capital paulista, o pedetista criticou o tucano Geraldo Alckmin, o emedebista Henrique Meirelles e presidenciável do Novo, João Amoêdo.

O MDB foi quem tomou a maior parte dos ataques. Questionado se aceitaria um eventual apoio da sigla do presidente Michel Temer caso seja eleito, Ciro revidou: “Nem a pau, Juvenal. Meu governo vai botar pra correr ladrão e bandido. Botar pra correr até a porta da cadeia.”

Ao afirmar que o decorrer da campanha deixará evidente qual projeto cada candidato representa, Ciro reforçou a associação direta de Alckmin e Meirelles com o governo do Temer.

“A turma do Temer está dividida entre Meirelles e o Alckmin. Então, se você é favorável às ideias do Temer, à proposta do Temer, vota na turma do Temer”, disse Ciro, que visitou neste domingo, 26, uma feira livre na região de Itaquera, na capital. “Eu lutei muito contra o Temer, contra essas reformas antipovo, antipobre, e estou fazendo propostas populares”, afirmou.

Sem citar diretamente o nome de Amoêdo, Ciro fez referência ao patrimônio declarado de R$ 425 milhões do candidato do Novo. “Tem candidato nesta eleição que tem R$ 425 milhões, quase meio bilhão de Reais, e vive com mais da metade disso em renda fixa. E vive falando mal do Estado. Então, o camarada faz com que todo cidadão desempregado no Brasil hoje pague o juro com que ele paga seu jatinho. “

Para Ciro, manobra para retirar Marília foi golpe…

“O que essa moça Marília Arraes tem a ver comigo? Ela merecia pagar esse preço? Será que o povo de Pernambuco vai engolir com casca e tudo essa providência golpista? Ninguém pode falar em golpe e praticar um golpe.”

A afirmação foi feita nesta quinta-feira (2) pelo candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, no seminário da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional) sobre combate à sonegação e corrupção. (Folha de PE)

PDT lança candidatura de Ciro Gomes a presidente…

O PDT confirmou a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, na convenção nacional em Brasília que reuniu filiados do partido nesta sexta-feira (20). “Ciro tem a responsabilidade de ser a síntese do Brasil soberano, mais justo e mais soberano”, afirmou o presidente do PDT, Carlos Lupi. A convenção reuniu integrantes do Diretório Nacional e do Conselho Político, representantes de movimentos sociais vinculados ao partido, senadores, deputados federais e estaduais, delegados e presidentes das comissões provisórias.

O partido não definiu o candidato a vice-presidente nem as demais legendas que integrarão a chapa de Ciro Gomes. A expectativa da cúpula do PDT é que a eleição presidencial alavanque o partido nos estados. Lupi tem falado em eleger este ano uma bancada de pelo menos 40 deputados federais. Atualmente o partido tem 19 deputados federais e três senadores.

Até agora, o PDT tem oito nomes para disputar os governos estaduais: Waldez Góes (AP), Lígia Feliciano (PB), Carlos Eduardo Alves (RN), Jairo Jorge (RS), Pedro Fernandes (RJ), Acir Gurgacz (RO), Odilon de Oliveira (MS) e Osmar Dias (PR).

Perfil

Esta é a terceira vez que Ciro Gomes será candidato à Presidência da República: em 1998 e 2002, ele concorreu pelo PPS. Natural de Pindamonhangaba (SP), construiu sua carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza, eleito em 1988, e governador do estado, eleito em 1990. Renunciou ao cargo de governador, em 1994, para assumir o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994), por indicação do PSDB, seu partido na época.

Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo do ex-presidente Lula, e tocou o projeto de Transposição do Rio São Francisco. Deixou a Esplanada dos Ministérios para concorrer a deputado federal e foi eleito. Também exerceu dois mandatos de deputado estadual no Ceará. Tem 60 anos e quatro filhos. (Agência Brasil)

Após visita de Ciro, PSB de Pernambuco apoia Lula…

Sergio Roxo e Luís Lima – O Globo

Dois dias depois de o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, visitar o estado e se encontrar com o governador Paulo Câmara e com a viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, o PSB de Pernambuco defendeu, pela primeira vez, que o partido feche aliança com Lula para a disputa pelo Palácio do Planalto este ano.

Pernambuco é o estado com o maior número de representeantes no diretório nacional do PSB. O estado também tem importância histórica para a legenda por causa de Campos e de seu avô, Miguel Arraes (1916-2005).

Nos últimos dias, políticos da legenda tem afirmado que um acordo com Ciro está próximo. Mas o movimento do diretório pernambucano pode reverter esse quadro. Os pessebistas de São Paulo, o segundo estado com o maior número de representantes no diretório nacional, também são contra a aliança com o pedetista.

O presidenciável do PDT se encontrou, na tarde de terça-feira, com Câmara e com o prefeito de Recife, Geraldo Júlio (PSB), no Palácio Campo das Princesas, sede do governo pernambucano. Ciro postou uma foto do encontro em suas redes sociais com a frase: “Sigo na luta por uma aliança com o PSB.” Em seguida, fez uma visita a Renata Campos e ao seu filho João, que será candidato a deputado federal na eleição deste ano.

Na quinta-feira, ao divulgar uma nota para desmentir que o acordo com Ciro estivesse fechado, o diretório de Pernambuco do PSB afirmou: “O partido em Pernambuco, seguindo a orientação do governador Paulo Câmara, permanece no diálogo com lideranças nacionais e locais de diversos partidos do campo democrático. Continuaremos a defender, dentro e fora do PSB, uma aliança com o Partido dos Trabalhadores, priorizando a candidatura do ex-presidente Lula.”

No mesmo dia em que a nota foi divulgada, Câmara havia se reunido com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, e com a presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos.

A nota é um gesto do PSB de Pernambuco em favor do PT. O pessebistas querem que o comando nacional petista force a vereadora Marília Arraes, neta de Miguel Arraes e prima de Campos, a deixar a disputa pelo governo do estado. Impulsionada pela memória do avô e pela popularidade do ex-presidente Lula em Pernambuco, a petista Marília se transformou em ameaçada ao plano de reeleição de Câmara no estado. Uma eventual derrota do atual governador seria um duro golpe no legado de Campos, que era o seu padrinho político.

No PT, a posição majoritária entre dirigentes nacionais é que Marília só deve deixar a disputa se o PSB formalmente apoiar a candidatura de Lula ou de seu substituto. O ex-presidente reúne os requisitos para ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e ter a candidatura impugnada porque foi condenado em segunda instância no âmbito da Lava-Jato no caso do tríplex do Guarujá.

No começo de junho, os petistas aprovaram uma resolução em que determinam que as candidaturas estaduais devem estar alinhadas com o projeto nacional do partido. No documento, citaram formalmente a intenção de buscar acordo com o PSB e o PCdoB.

Dirigentes do PSB de outros estados se opõem a uma aliança com o PT. Diante do impasse, um dos caminhos para o partido seria liberar os diretórios estaduais para apoiarem o presidenciável que fosse mais conveniente para os interesses locais. A solução agradaria também o PSB de São Paulo. O governador Márcio França (PSB), que herdou o cargo de Geraldo Alckmin (PSDB), já anunciou que fará campanha para o tucano.

Nesse cenário, o PSB de Pernambuco declararia adesão a Lula, mas esse movimento dificilmente seria suficiente para que o objetivo principal, a retirada de Marília da eleição pernambucana, seja alcançado.

– A candidatura da Marília só deixa de existir se o PSB, a nível nacional, apoiar formalmente o presidente Lula – afirmou o secretário-geral do PT, Romênio Pereira.

Desde a morte de Campos, em 2014, o PSB sofre com divisões internas e tem dificuldade de encontrar uma unidade. A decisão sobre o rumo do partido na disputa pelo Palácio do Planalto só deve ser anunciada no final de julho.

A posição do PSB pode influenciar também o PCdoB. A expectativa é que, se Ciro conseguir o apoio dos pessebistas, pode também atrair os comunistas na formação de um bloco de centro-esquerda e isolando o PT.

Deputado do PSB diz que partido tem maioria para apoiar Ciro…

O ex-líder do PSB na Câmara, deputado Júlio Delgado (MG), afirmou ao Estadão/Broadcast que a maioria da legenda já se decidiu pelo apoio ao ex-ministro Ciro Gomes (PDT) na corrida presidencial, faltando apenas formalizar a aliança entre os dois partidos para a eleição. Segundo o parlamentar, a expectativa é de que todos os trâmites para anunciar formalmente o apoio sejam finalizados dentro dos próximos 15 dias.

Na segunda-feira (15), o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, realizou uma sondagem com os presidentes de todos os diretórios estaduais da legenda e, segundo Delgado, a maioria concordou que o melhor caminho seria apoiar Ciro. Em seguida foi feita uma consulta aos cinco governadores. Embora o governador de São Paulo, Márcio França, seja favorável ao alinhamento com o tucano Geraldo Alckmin, também entre os governadores do PSB prevaleceu na maioria dos casos a proposta de endossar o pedetista, segundo o deputado. 

Embora as consultas ainda tenham caráter informal, Delgado afirma que agora resta apenas submeter a decisão à Executiva Nacional e, em seguida, confirmar o acordo na convenção partidária. “Como os diretórios já concordaram, os governadores já concordaram e a Executiva já concordou, não há muito questionamento a ser feito”, afirmou Delgado. 

Continua…

Sobre unir Lula e Ciro, Luciana admite: “Não está fácil”…

Presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos realça que no campo das esquerdas há duas variáveis de peso hoje: Ciro Gomes e Lula. Admite, no entanto, que “não está fácil” produzir uma unidade dos dois para a corrida presidencial. “Se esses atores se entendessem, a gente poderia vencer a eleição pela quinta vez”, considera Luciana. “A gente tem falado sobre isso, mas não está fácil, porque ninguém arreda o pé das duas posições”, observa a dirigente do PCdoB. Ontem, em almoço no Palácio das Princesas, o tema foi levado à pauta. O encontro, convocado pelo governador Paulo Câmara, reuniu, além de Luciana, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, e o ex-prefeito Renildo Calheiros, que integra a direção do PCdoB. 

A reunião ocorreu dois dias depois de Ciro Gomes ter estado com o chefe do Executivo estadual pernambucano. O PDT tenta atrair o apoio do PSB ao seu projeto nacional e considera esse um importante passo para também conquistar o PCdoB. Socialistas e comunistas, no entanto, não vão, necessariamente, tomar posição conjunta, mas têm cultivado uma aproximação, que começa pelas votações no Congresso. Adotaram posições contra a reforma trabalhista, privatizações e alimentam um alinhamento cada vez maior. PSB e PCdoB estão empenhados em tentar até o último minuto uma unificação das esquerdas. (Renata Bezerra de Melo)

Ciro Gomes visita Renata e janta com Paulo Câmara…

A primeira parada do presidenciável do PDT, Ciro Gomes, hoje, em Pernambuco, se dará na casa da ex-primeira-dama, Renata Campos. O encontro está previsto para ocorrer à tarde, quando ele deve desembarcar no Recife. O governador Paulo Câmara, vice-presidente nacional do PSB, estará na agenda, assim como o presidente estadual do PDT, Wolney Queiroz. A residência da família Campos tem sido parada frequente de lideranças políticas nacionais. Em agosto do ano passado, quem encontrou-se com Paulo Câmara, lá em Apipucos, em meio a um processo ainda incipiente de reaproximação entre PT e PSB, foi o ex-presidente Lula. O governador chegou a publicar, nas redes sociais, foto dos dois com Renata. Hoje, aos olhos de petistas, o PSB pode ser o partido a otimizar o conceito do projeto presidencial de Ciro, que já definiu o PSB como “parceiro preferencial”.

A despeito da divisão que existe entre socialistas sobre o tema, o PT também busca uma aliança nacional com o PSB, já tendo, inclusive, oferecido a vaga de vice à sigla. Os socialistas também têm o ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, como nome cotado para compor a chapa com o pedetista, como a coluna antecipou ainda no dia 12 de maio. Márcio foi secretário de Ciro no Ministério da Integração Nacional e, agora, tem o nome no páreo para concorrer ao Governo de Minas Gerais. O nome de Ciro também não desagrada o governador de São Paulo, Márcio França, a despeito do compromisso dele com a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin. Em caso de mudança de planos no PSDB, França não teria dificuldades para votar em Ciro, com quem mantém diálogo aberto. Após as conversas na casa de Renata, Paulo Câmara recebe Ciro em jantar no Palácio das Princesas. Como a coluna cantara a pedra, o pedetista telefonou, no último dia 14, para o governador de Pernambuco, pedindo a conversa. Paulo estava em Ouricuri na ocasião. (Por Renata Bezerra de Melo)

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