Sem roupas, miss plus-size reclama de preconceito por ser ‘muito magra’…

scheila_300x400Ingressar no universo plus size foi o meio encontrado pela modelo Scheila Dorneles, de 33 anos, de realizar o sonho de atuar como modelo. No entanto, a detentora do título de Miss Rio Grande do Sul da categoria conta que vem enfrenta dificuldades na carreira por ser considerada “muito magra”.

O preconceito que Scheila relata a levou a se reunir com outras seis mulheres para uma sessão de fotos sem roupas. O objetivo, segundo ela, é derrubar as barreiras e mostrar a diversidade das mulheres que usam tamanhos grandes

“Com roupa, a gente disfarça, mostra o que quer esconde o que não quer. Assim nós mostramos realmente o corpo delas, e elas se veem assim. Para mostrar aos outros que não queremos preconceito conosco, nós não podemos fazer preconceito com a gente mesmo”, explica.

Agora, com 95 kg distribuídos em 112 centímetros de busto, 89 de cintura e 120 de quadril, Scheila se dedica à carreira de modelo. “É meu maior sonho ser reconhecida internacionalmente e estou batalhando para isso. Tudo isso exige profissionalismo. Faço cursos e participo de workshops”, conta.

Continua…

A modelo, no entanto, encontra dificuldades em seguir na carreira. “As lojas que vendem roupas acabaram deixando de me contratar por me acharem magra, e outras marcas deixam de me contratar por me acharem gorda. As pessoas têm que entender, não é porque sou gorda sem barriga que não posso ser modelo”, disse.

Já as outras mulheres que posaram para as fotos não têm experiência como modelo, mas aceitaram um convite feito por Scheila por uma rede social. As idades delas variam entre os 24 anos da telefonista Jessica Dalpiaz aos 39 da maquiadora Andréa de Araújo Muccilo. Entre elas ainda há a motorista Giovana Souza da Costa, de 31 anos; a balconista Catiane da Silva Jacob, de 35; a comissária de bordo Bruna Graziela Vianna de Oliveira, e a zeladora Aline de Souza Magnus, de 34.

“Nenhuma delas nunca teve contato com câmeras. Tinha que ver a hora que elas se viram nas fotos. Elas chegaram tímidas, pensando como iriam tirar as fotos, e depois nem acreditaram que estavam se vendo tão lindas”, conta Scheila, satisfeita com o resultado de um projeto que, em vez de contratos milionários, rendeu algo ainda mais valioso: o aumento da autoestima das mulheres.  (Fonte: G1)

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