Prefeito de Carpina exonera todo secretariado…

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A polêmica envolvendo a exoneração de todos os secretários municipais e cargos comissionados da Prefeitura de Carpina, ocorrida sexta-feira passada, continua sem solução. Até a tarde de ontem, o prefeito Carlos do Moinho (PSB) não tinha expedido qualquer documento oficial nomeando os novos auxiliares, embora tenha falado informalmente com vereadores sobre os possíveis nomes do secretariado.

O presidente da Câmara de Vereadores, Tota Barreto (PSB), não descartou a realização de uma sessão extraordinária, caso o gestor não recomponha a administração. “Se amanhã (hoje) ainda não tivermos os secretários anunciados, a Câmara deverá fazer uma reunião extraordinária para ver que medidas podem ser adotadas do ponto de vista judicial e administrativo”, afirmou.

O vereador de oposição Marcelo Pascoal (SD) se queixou de problemas nos serviços públicos causados pela falta de secretários e funcionários, e disse que o número total de exonerados chega a 1.030 e não 400 como foi anunciado na Imprensa. A reportagem não conseguiu ter acesso à informação oficial de exonerações devido à falta de secretários disponíveis. A reportagem procurou o prefeito, mas não conseguiu encontrá-lo na Prefeitura.

“O que vejo é uma total falta de respeito e de compromisso com a cidade. Os órgãos não estão funcionando por conta da falta de funcionários para administrar os setores. Na segunda-feira, teve um cidadão que foi à Prefeitura para tirar um imposto e não pôde fazer isso por causa da falta de funcionários para fazer a escritura de seu imóvel”, contou Pascoal.

Já o vereador Cláudio do Gesso (PSDB), também integrante da bancada de oposição na Câmara, disse não acreditar que as demissões estejam ligadas diretamente ao fato de a filha do prefeito, Cássia do Moinho (PSB), não ter conseguido se eleger deputada federal. Entretanto, o tucano não poupou críticas ao gestor. “O prefeito já está mal das pernas há um tempo e talvez queira colocar a culpa nos funcionários. A administração é ruim. Ele atrasa os salários do funcionalismo público, nunca paga em dia”, disparou. (Folha de Pernambuco)