‘Essa disputa com os homens é chata. O feminismo assim é babaca’, diz Claudia Raia, sobre feminismo…

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Atualmente ela é Salete, no ar em A lei do amor, novela das 21h, da Globo. Mas já foi Tancinha, Tonhão, Ninon, Donatela, Lívia, Ramona, Maria Escandalosa… Seu nome? Maria Claudia Motta Raia, ou simplesmente, Claudia Raia. Considerada um dos grandes ícones da TV brasileira, a atriz e bailarina completou 50 anos em dezembro e acredita que está vivendo um momento muito especial de sua vida.

“É um marco chegar aos 50 e me sinto muito plena. Esta é a palavra: plenitude. O engraçado é que muita gente comenta que estou muito melhor hoje do que aos 20, 30 anos. Acho que é meio uma característica do capricorniano. Quanto mais a gente envelhece, mais a gente fica melhor, tipo o vinho”, destaca a artista.

Continua…

Na trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, Claudia vive Salete, a dona do posto de gasolina da fictícia São Dimas. A personagem é uma das mais queridas do folhetim e cativa tanto na ficção quanto na vida real com seu jeito de mãezona e seu carisma.

Salete representa empoderamento feminino. Você se considera feminista?
Ela é livre e não se importa com o que os outros pensam. É ótima profissional, mãe, fica e namora com quem quer. É bem moderna. Sou feminista no sentido de ser a favor das mulheres e não de ser contra os homens porque isso é preconceito. Temos que aproveitar o nosso lado feminino para usufruir do masculino. É gostoso de vez em quando alguém carregar nossa bolsa, abrir a porta do carro, pagar a sua conta. Isso não te faz menos forte e independente. Delicadeza não tem nada a ver com força. Essa disputa com os homens é chata. O feminismo assim é babaca. Temos que ser a favor de nós mesmas e não contra uma determinada classe.

Em tempos de polarização política, Salete se elege como prefeita da cidade. Que conexão tem com a realidade?
Acho que a Salete é uma voz importante neste momento. Ela mostra que ainda é possível a gente acreditar em pessoas de bem, em gente que quer mesmo o melhor para a cidade, o estado ou o país. É uma heroína nada convencional. Não é totalmente boazinha porque não existe isso. Acredito que o Brasil está precisando de heróis. É uma vergonha, uma lavação de roupa suja que nunca termina. Uma falta de escrúpulos inacreditável. Fico impressionada como as pessoas têm coragem de fazer o que fazem. Quem é essa gente, o que eles querem? É surreal. Nunca vi algo assim antes.

O que Salete tem de especial?
Ela é como se fosse uma mãe de toda a cidade. É uma figura que conversa com a comédia, mas também com o drama, a tragédia. É bem completa. A Salete tem toda aquela simplicidade do interior, que é minha origem também (a atriz nasceu em Campinas, interior de São Paulo). É muito humana e ao mesmo tempo tem aquela coisa de ser uma mulher forte, que cria os filhos sozinha, batalhadora. Esse contraste de ser doce e decidida simultaneamente é muito bacana.

Com tantos anos de trajetória, como avalia o momento atual da carreira?
O jogo não está ganho. Cada dia é uma partida e essa partida não está ganha. Cada trabalho é diferente, é um novo desafio. (Diário de Pernambuco)

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