Busca por aposentadoria cresce em meio a debate da reforma…

Em uma típica corrida para escapar da reforma da Previdência, 775,6 mil segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pediram aposentadorias por tempo de contribuição no primeiro semestre deste ano. O número é Leia mais »

Ministra de Bolsonaro: ações ligadas a Joesley e Wesley…

Rubens Valente e Catia Seabra – Folha de S.Paulo A futura ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro (PSL), Tereza Cristina (DEM-MS), concedeu incentivos fiscais ao grupo JBS na mesma época em que manteve uma “parceria pecuária” com a Leia mais »

A reunião da irresponsabilidade fiscal…

No mesmo dia em que anunciou um “momento de regeneração”, Jair Bolsonaro foi a uma esquisita reunião de governadores eleitos copatrocinada pelo paulista João Doria. Nada havia sido combinado com sua equipe. O que muitos governadores Leia mais »

Novembro Azul…

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Category Archives: Notícias

PF pede ao WhatsApp números que dispararam em massa…

Folha S.Paulo

A Polícia Federal quer saber de que números de telefone e de que dispositivos partiram os disparos de mensagens em massa durante a eleição por meio do WhatsApp.

A PF enviou nesta semana um ofício para a empresa requisitando essas e outras informações, inclusive o conteúdo do material transmitido pelo aplicativo. A polícia quer identificar, por exemplo, se as mensagens eram negativas ou positivas em relação aos candidatos.

Um inquérito foi instaurado após reportagem da Folha revelar a atuação de empresários apoiadores de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, na compra de pacotes de mensagens para disseminar material antipetista (Fernando Haddad, do PT, é o adversário de Bolsonaro no segundo turno). A prática é ilegal e tornou-se também alvo de investigações no âmbito da Justiça Eleitoral.

TRE-PE notifica bispo-auxiliar por fazer propaganda eleitoral em local proibido…

O bispo-auxiliar de Olinda e Recife, dom Limacêdo Antônio da Silva, foi notificado na última quinta-feira (25) pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) por fazer propaganda eleitoral em local proibido. O pardal de denúncias do TRE-PE recebeu no último dia 23, um vídeo, onde o arcebispo aparece na igreja em um sermão falando aos fiéis. O bispo-auxiliar já recebeu o aviso. O mandado de notificação está assinado pelos juízes Heraldo José dos Santos, André Vicente Pires Rosa e Flávio Augusto Fontes de Lima. 

No vídeo, o bispo aparece no final da homilia discursando aos fiéis e pedindo que não votassem nulo, nem em branco e também em candidato que incita a violência. Dom Limacêdo orientou ainda os fiéis a seguirem a mensagem do evangelho no tocante a direitos humanos e à democracia. O que foi visto pelo fiel que o denunciou como uma indução ao voto no candidato do PT, Fernando Haddad. Segundo a assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Olinda e Recife, em hora alguma o religioso citou nome do candidato petista. A Arquidiocese disse que o bispo-auxiliar está tranquilo, trabalhando normalmente nesta sexta-feira. 

Dom Limacêdo é sucessor de dom Helder na diocese de Salde, na Argélia. Realizou seus estudos fundamentais em Nazaré da Mata. Cursou Filosofia no Instituto Missionário Estrela Missionária, no Rio de Janeiro e Teologia no Mosteiro de São Bento, em Olinda. Possui mestrado em Dogmática na Universidade Pontifícia Gregoriana em Roma, na Itália (2001-2003) e doutorado em Dogmática pela Universidade Pontifícia Gregoriana em Roma, na Itália (2004-2007). Sua tese de dissertação foi “Inculturação e Missão da Igreja no Brasil: Teologia e práxis a partir das Diretrizes Gerais da CNBB”.

De acordo com o assessor chefe da corregedoria do TRE-PE, Orson Lemos, o procurador eleitoral deve se pronunciar dentro nas próximas 48 horas. “Se o magistrado entender que há crime, determinará a abertura de processo”, esclareceu. Lemos lembrou que a propaganda política em templos religiosos é vedada, por meio da Lei 9.504/97 e pela resolução 23.551 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “O bispo auxiliar foi apenas notificado. Isso não gera abertura de um processo. É uma notificação para que ele se abstenha de fazer propaganda eleitoral, como manda a legislação”, ressaltou. 

No primeiro turno, no final de setembro, outros religiosos também foram notificados pelo mesmo motivo como o padre Evilásio Campelo, da paróquia do Pina, e o pastor Paulo Garcia, bispo da Igreja Episcopal Carismática do Brasil. No caso, de Paulo Garcia, denúncia recebida pelo TRE-PE, dizia que ele estaria mencionando nos cultos o slogan da campanha do candidato Jair Bolsonaro (PSL). (Diário de Pernambuco)

‘Perdi 30 anos de trabalho’, diz venezuelano refugiado em Salvador…

Correio da Bahia

Enquanto enxugava as lágrimas na porta de casa, no bairro do Cabula, em Salvador, o venezuelano Jesus Ademar de Jesus, 46 anos, lembrava da vida que deixou para trás. Abraçado à esposa e ao filho de 12 anos, o homem que já foi dono de uma empresa de reparos agradeceu pela casa de quatro cômodos que recebeu para morar.

Ele faz parte do grupo de 30 venezuelanos que desembarcaram na tarde desta quinta-feira (25) na Base Aérea de Salvador, no processo de interiorização construído em parceria entre o Governo Federal, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Associação Voluntários para o Serviço Internacional – Brasil (AVSI Brasil).

Jesus chegou ao Brasil em agosto depois de perder as economias durante a crise na Venezuela.

“Sofri um assalto há três anos e me levaram tudo. Perdi 30 anos de trabalho. Agora, estamos tentando recomeçar”, afirmou.  

O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) chegou a Salvador às 14h30, vindo de Boa Vista (RR). Eles desceram as escadas da aeronave com sol no rosto e carregavam nas malas, além de roupas a esperança de um mundo melhor. Oito deles já estão com o contrato de trabalho assinado.

                                                      Família chegou ao Brasil em agosto (Foto: Almiro Lopes/ CORREIO)

Ao descer do avião, eles entraram nas vans da FAB e seguiram até o refeitório da Base Aérea, onde fizeram a primeira refeição em solo baiano. Ainda meio atônitos com as novidades, o grupo parecia oscilar entre a curiosidade e o cansaço. Os preparativos para a viagem começaram às 5h, quando eles deixaram o abrigo em Roraima para vir para a Bahia.

Emocionado, Jesus agradeceu a oportunidade e disse que pretende usar o trabalho no Brasil para recomeçar a vida e ajudar o restante da família que ficou na Venezuela.

“Estou muito feliz. Esse é um momento de muita alegria. Minha mãe, avó e meu irmão estão na Venezuela e sei da situação que eles estão vivendo, tanto econômica, quanto de saúde e de segurança. Isso me preocupa, mas sei que aqui, trabalhando, eu poderia ajudá-los. Me sinto muito agradecido porque todos me trataram muito bem”, disse ao CORREIO.

Dos 30 estrangeiros, cinco vão ficar em Salvador: Jesus com a esposa, Nellys Guerra, 43, e o filho Cheyjarfer Romeu Guerra, 12, e dois outros venezuelanos solteiros. Os outros 25 refugiados seguiram no final da tarde para Alagoinhas, no Nordeste da Bahia. “Esse calor do povo brasileiro nos surpreendeu. A gente não esperava”, contou Nellys.

Avião saiu de Boa Vista (RR) com destino a Salvador (Foto: Almiro Lopes/ CORREIO)

 

Continua…

Militares temem clima beligerante no país após eleições…

Folha de S. Paulo – Coluna Painel
Por Daniela Lima

Integrantes da cúpula das Forças Armadas demonstram preocupação com a possibilidade de o clima de beligerância no país se intensificar após a eleição. 

Comandantes do Exército, da Marinha, da Aeronáutica e outros nomes de alta patente militar têm conversado sobre o receio de que grupos radicais, de ambos os lados, pratiquem atos de violência após o segundo turno. Os militares pregam que o próximo presidente faça da conciliação nacional prioridade após a votação no domingo (28).

O TSE pediu para as Forças ampliarem a segurança de cerca de 350 locais de votação e apuração no domingo, número menor do que o solicitado no primeiro turno, quando foram ao menos 510.

O próximo presidente deve nomear dois ministros do STF…

Se não houver nenhuma intercorrência que altere a permanência dos ministros do Supremo Tribunal Federal, como morte ou antecipação de aposentadoria, o próximo presidente da República poderá indicar dois membros da mais alta corte do país. Isso porque os ministros Celso de Mello e Marco Aurélio, os mais antigos do tribunal, se aposentarão compulsoriamente até o fim do mandato do próximo chefe do Executivo em 2022.

No STF desde agosto de 1989, indicado por José Sarney, o decano Celso de Mello será o primeiro a se despedir. Sua aposentadoria será em 1º de novembro de 2020, quando completa 75 anos. Marco Aurélio integra o Supremo desde junho de 1990, indicado pelo presidente Fernando Collor, e nele deve ficar até 12 de julho de 2021.

A substituição dos dois ministros durante o próximo mandato só será possível graças a uma mudança que aconteceu em 2015 e contou com a ajuda e iniciativa do ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB-RJ) — hoje preso na Lava Jato. Então presidente da Câmara dos Deputados, ele colocou em votação a chamada PEC da Bengala, que ampliou de 70 para 75 anos a idade de aposentadoria compulsória no serviço público.

O objetivo era evitar que o governo de Dilma Rousseff (PT), que ainda não havia sofrido impeachment, pudesse nomear cinco ministros até o fim de seu mandato em 2018. Se não houvesse essa mudança, a próxima troca de ministros só ocorreria em 2023, com a aposentadoria de Luiz Fux.

‘Juiz algum se deixa abalar por manifestação considerada inadequada’, diz ministra após ameaça de Eduardo Bolsonaro…

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Rosa Weber, disse que juízes não se deixam abalar por manifestações inadequadas. A afirmação foi feita em resposta a um questionamento, durante coletiva de imprensa neste domingo, sobre o vídeo que mostra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) falando sobre a possibilidade de fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Eu tive conhecimento, me foi trazido o vídeo pela assessoria, e também me foi trazido a conhecimento que o vídeo já foi desautorizado pelo candidato (Jair Bolsonaro). De qualquer forma o que eu tenho a dizer, mesmo não sendo presidente do Supremo Tribunal Federal, é que no Brasil as instituições estão funcionando normalmente e que juiz algum no Brasil, que honra seu ofício, se deixa abalar por qualquer manifestação que eventualmente possa ser compreendida como de todo inadequada”, disse.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidenciável Jair Bolsonaro(PSL), disse em um vídeo que circula na rede que, para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), basta “um soldado e um cabo”. A afirmação foi feita em resposta a questionamento, durante palestra antes do 1º turno, sobre a possibilidade de seu pai ser impedido de assumir o Planalto caso fosse eleito ainda na primeira fase da corrida presidencial e qual seria a reação do Exército.

Segundo Eduardo Bolsonaro, uma eventual impugnação da candidatura de Jair Bolsonaro por parte do STF seria um caso de exceção, embora não considerasse uma medida improvável e o STF teria de pagar para ver caso tomasse tal decisão. “Aí eles vão ter que pagar para ver. Será que eles vão ter essa força mesmo? O pessoal até brinca lá: se quiser fechar o STF sabe o que você faz? Você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo. Não é querendo desmerecer o soldado e o cabo. O que é o STF cara? Tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que ele é na rua?”, disse ele.

O deputado minimizou o impacto de uma decisão como essa: “Se você prender um ministro do STF, você acha que vai ter uma manifestação popular a favor dos ministros do STF? Milhões na rua “solta o Gilmar, solta o Gilmar” (referência ao ministro do STF Gilmar Mendes), com todo o respeito que tenho ao excelentíssimo ministro Gilmar Mendes, que deve gozar de imensa credibilidade junto aos senhores”, acrescentou Eduardo Bolsonaro.

No vídeo, ele também menciona o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a “moral” do juiz Sergio Moro. “É igual a soltar o Lula. O Moro peitou um desembargador que está acima dele, por quê? Porque o Moro está com moral pra cacete.”  (Agência Estado)

Morre o radialista e cronista policial Gil Gomes em São Paulo…

Por G1 SP

O jornalista e radialista Gil Gomes morreu na madrugada desta terça-feira (16) em São Paulo, informou a assessoria do Hospital São Paulo. Famoso na crônica policial, ele tinha 78 anos e sofria havia mais de dez anos de Mal de Parkinson.

Na noite de segunda, o jornalista passou mal em sua casa, no bairro Jardim da Saúde, Zona Sul da capital. Ele foi socorrido por equipe do Samu e levado para o pronto-socorro do Hospital São Paulo. A morte foi confirmada nesta madrugada.

Ele deixa quatro filhos e nove netos. “É uma pessoa única para a comunicação. Sempre muito indignado com as injustiças sociais. Era muito considerado desde os delegados até as classes mais humildes”, disse Vilma Gil Gomes, filha do jornalista. Segundo ela, a saúde do pai piorou nos últimos dias em decorrência do Parkinson.

Jornalistas lamentaram a morte de Gil. No Twitter, o presidente da República, Michel Temer (MDB), disse que “seu estilo único e carismático marcou para sempre o jornalismo brasileiro”.

O velório deve ocorrer a partir das 14h na Capela Obelisco, na Vila Mariana. O enterro está previsto para quarta (17), no Cemitério Memorial Vertical de Guarulhos, na Grande São Paulo. O horário ainda não foi informado.

O despertar da violência oculta contra negros, LGBTs, mulheres e jornalistas…

Brasília – Caminhada das Flores repudia abuso e agressões contra as mulheres (Wilson Dias/Agência Brasil)

“Essa raça vai acabar, viu?”. A frase veio após um homem desferir um tapa no rosto do universitário Armando Holanda, no Bairro do Recife. O jovem, atingido de raspão, é mais uma vítima de homofobia em Pernambuco na última semana por conta do acirramento da eleição para presidente do país. No mesmo dia, Armando procurou a Delegacia de Boa Viagem para fazer a denúncia. Casos como esse se multiplicam pelo país. Pessoas LGBT, negras, mulheres, além de jornalistas, são o principal alvo da fúria de eleitores identificados com o conservadorismo.

O Nordeste está em segundo lugar em número de agressões por motivações políticas, perdendo apenas para o Sudeste, segundo a Pública – agência de jornalismo investigativo e fact checking. Em parceria com a Open Knowledge Brasil, a Pública fez um levantamento inédito sobre o assunto no país. A apuração revelou que houve pelo menos 70 ataques por motivação política de 30 de setembro a 10 de outubro. Na maioria dos casos, as agressões foram praticadas por apoiadores do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), líder nas pesquisas de opinião e de perfil conservador.

A maioria dos casos aconteceu no Sudeste (32). Outros 18 foram registrados no Nordeste, 14 no Sul, 33 no Sudeste, 3 no Norte e outros 3 no Centro Sul. Por outro lado, foram registrados seis casos de agressões contra os eleitores do candidato do PSL.

O levantamento revela como as situações de violência estão disseminadas pelo país inteiro e não podem mais ser vistas de maneira isolada. Além da escalada crescente dos casos de violência física e verbal, outro dado não menos preocupante é o aumento do volume dos ataques nas redes sociais, ambiente em que o candidato Jair Bolsonaro mantém um verdadeiro exército virtual. O levantamento inédito analisou somente ameaças feitas ao vivo.

Os casos de agressão serão monitoradas e apurados pela Organização Knowledge Brasil e a Brasil.io, em parceria com a Pública. Os casos serão registrados no site Vítimas da Intolerância. Caso tenha alguma denúncia é só enviar para o endereço apublica.org. Através da assessoria de imprensa, a Secretaria de Defesa Social informou que vai apurar todos os casos de ameaça e agressão que chegarem às delegacias do estado.

A situação está tão grave que nem mesmo as crianças têm escapado da violência. O jornalista César Rocha disse que estava com uma amiga vestida com a camisa com os dizeres #elenão, que representa oposição a Bolsonaro, quando foram insultados por adolescentes. Professora universitária, Andrea Trigueiro disse que seus alunos LGBT a tem procurado preocupados e ansiosos com a intolerância. “Tenho orientado eles a andarem em grupos, evitarem ruas esquisitas e escuras, andarem com botons e adesivos somente nas proximidades da universidade. O que mais me preocupa é que, além desse clima de hostilidade, tem a questão familiar. Um aluno gay, de família evangélica, brigou com todos os parentes. Já uma aluna lésbica, ouviu do pai que somente com a vitória de Bolsonaro ela se comportaria melhor. Isso me assusta muito porque família é porto seguro, acolhimento”, destacou.

A dica para os jovens, diz Andrea, é ter compreensão e tentar manter uma conversa amorosa em casa, sem insulto com o candidato deles, mas com fatos esclarecedores sobre, por exemplo, fake news e marketing digital. “Tenham ouvido acolhedor. Eles são de outra geração e também estão com medo do que pode acontecer caso o outro candidato vença. Os meninos e meninas não estão querendo aula. Querem chorar, desabafar”, pontuou Andrea. Algumas pessoas também estão criando comunidades de cuidado no WhatsApp onde possam relatar casos de violência contra elas impetradas por grupos antifascistas.

Marcelo Pelizzoli, da Rede de Justiça Restaurativa de Pernambuco, diz que o primeiro ponto em toda essa onda de intolerância é tentar compreender que os agressores estão motivados pelo ódio. “Eles têm uma dor por trás da raiva. A raiva é uma necessidade não atendida. Algumas pessoas foram seduzidas por essa expressão da dor na forma de agressão. Se tomarmos consciência disso, mesmo o agredido, ele pode diminuir a chance de entrar nas provocações. Não temos que entrar nas provocações. Senão o outro vai realmente acreditar que está na frente de um inimigo externo”, explicou.

Usar rótulos como machista e fascista, por exemplo, também viram ataques e levam as pessoas a entrarem no jogo de vítima e agressor, destacou Pelizzoli. “É preciso aumentar os processos de escuta e pergunta, que é mais aberta e não entrar no julgamento do outro. Quando estivermos muito alterados, saímos da situação e depois conversamos. Se o outro não oferece resistência, não há motivo para continuar”. (Diario de Pernambuco)

‘Bolsonaro pode transformar o Brasil na Venezuela’, diz professora dos EUA…

O deputado Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, foi alvo de comentários negativos na imprensa da França e dos Estados Unidos. A líder da extrema direita francesa, Marine Le Pen, que disputa uma vaga no parlamento do país, disse em uma entrevista que “Bolsonaro diz coisas desagradáveis”.

Já na rede de TV norte-americana Fox News, canal conservador que apoia Donald Trump, a diretora de Estudos Latino-Americanos da Universidade Johns Hopkins, Monica de Bolle, disse que o político brasileiro é conhecido por “seu fluxo constante de comentários depreciativos sobre mulheres, negros, povos indígenas e gays”.

De acordo com a professora, o viés militar de um governo Bolsonaro poderia transformar o Brasil em uma Venezuela. Atualmente, o país governado por Nicolás Maduro tem uma forte presença de militares no Estado, e as Forças Armadas, que apoiam majoritariamente o governo, são usadas para manter o controle em meio a maior crise já enfrentada na região. “A pessoa que, mais provavelmente, transformará o Brasil na Venezuela é Bolsonaro”, disse Monica. (Correio Braziliense)

Mãe de assaltante processa policial que usou cena de morte em campanha…

A cozinheira Regiane Neves da Silva Ferrari perdeu o filho Elivelton no dia 12 de maio, momentos depois de o rapaz de 20 anos anunciar um assalto em frente ao colégio Ferreira Master, em Suzano, na Grande São Paulo. Uma policial militar, que estava de folga e acompanhava a filha de sete anos na escola, reagiu ao crime e matou o assaltante com três disparos.

O caso trouxe súbita notoriedade à policial Katia da Silva Sastreque, explorando o episódio na campanha, elegeu-se deputada federal pelo PR com 264.013 votos. Foi a sétima mais votada no Estado. “Ela estava fazendo o serviço dela, não questionei e não questiono”, afirma a cozinheira de 48 anos, que tem outros 4 filhos e 7 netos.

“Como policial, ela podia matar, eu também ia tentar proteger os pequenos numa situação como aquela”, afirma, embora diga ter certeza de que o filho não pretendia atacar os estudantes. “Ele sempre foi muito carinhoso com crianças”, diz.

Ainda que não a culpe pela morte do filho, Regina entrou nas vésperas da eleição com um pedido de indenização na Justiça de São Paulo por danos morais contra a policial e o seu partido. “Ao exibir a cena na propaganda eleitoral, dia após dia, ela me torturou e à minha família de um modo terrível”, afirma a cozinheira, que cobra R$ 477 mil na ação (o equivalente a 500 salários mínimos).

Na propaganda, após divulgar as imagens gravadas por uma câmera de vigilância instalada na escola, a então candidata dizia que atirou e que atiraria de novo. “Tenho coragem”, afirmava.

“Quando dizia que matou e que mataria de novo, eu pensava que era a mim que ela estava querendo matar”, afirma a cozinheira. “Afinal, meu filho já está morto, eu que estava sofrendo na frente da TV.”

Continua…

Papa aceita renúncia de cardeal dos EUA acusado de acobertar abusos sexuais…

A renúncia do cardeal americano Donald Wuerl a sua posição de arcebispo de Washington, depois de suspeita de acobertar casos de abusos sexuais por parte de padres pedófilos, foi aceita nesta sexta-feira pelo papa Francisco, de acordo com um comunicado da Santa Sé. 

O próprio Wuerl anunciou em setembro que pretendia apresentar sua renúncia ao pontífice. Um extenso relatório do grande júri dos Estados Unidos divulgado em agosto revelou denúncias contra mais de 300 padres pedófilos e identificou mais de 1.000 vítimas de abuso sexual infantil encobertas durante décadas pela Igreja Católica no estado da Pensilvânia. O relatório é considerado o mais abrangente até hoje em relação ao abuso na igreja dos EUA, mas quando os promotores entraram com acusações contra dois padres, a grande maioria dos crimes já havia prescrito.

No relatório, Wuerl, que foi bispo de Pittsburgh de 1988 a 2006, é repetidamente citado como um dos líderes da Igreja que ajudou a encobrir o escândalo. Ele enfrenta numerosos pedidos por sua renúncia, inclusive de seu próprio clero. Na capital americana, no mês passado, Wuerl se prostrou ao chão em sinal de arrependimento em uma missa dedicada às vítimas de abusos sexuais. (Agence France-Presse)

Maconha terapêutica será autorizada no Reino Unido e na Lituânia…

Duas nações europeias, o Reino Unido e a Lituânia, tomaram decisões semelhantes nesta quinta-feira, 11, ao legalizar a maconha para uso medicinal. Ambos argumentaram que a medida visa a ampliar o tratamento médico para seus cidadãos. 

O ministro do Interior, Sajid Javid, declarou que a maconha terapêutica será autorizada no Reino Unido com prescrição médica a partir do dia 1º.

A medida será aplicada na Inglaterra, em Gales e na Escócia, informou o ministro britânico em um comunicado no qual ressaltou que, com ela, não será aberto um caminho a uma legalização da maconha para fins recreativos.

“Minha intenção sempre foi assegurar que os pacientes possam acessar o tratamento médico mais apropriado”, explicou. Mas “sempre indiquei claramente que não tenho nenhuma intenção de legalizar o uso recreativo da cannabis”.

Vários casos de pessoas doentes que se tratam ilegalmente com ajuda de produtos derivados da maconha – entre eles o de duas crianças que sofrem de epilepsia e consomem azeite de cannabis – se destacaram nos últimos tempos, alimentando o debate sobre a autorização da maconha terapêutica.

Lituânia

No país, o Parlamento aprovou uma lei que autoriza os médicos a receitar medicamentos à base de maconha. Dos 141 deputados, 90 votaram a favor da medida que, para entrar em vigor, precisa ser sancionada pela presidente Dalia Grybauskaite.

“Trata-se de uma decisão histórica que permitirá aos pacientes receber o melhor tratamento possível”, disse o deputado conservador Mykolas Majauskas, que apresentou o projeto. A lei entrará em vigor em maio. O consumo de maconha para uso recreativo continuará ilegal no país. (Agência Estado)

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